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Pílula da inteligência: inteligência pode ser 'oferecida' em cápsulas


30 de maio de 2016


Pílula da inteligência: inteligência pode ser 'oferecida' em cápsulas


Quantas vezes você já se sente cansado, estressado e esgotado até o limite de capacidade, mas é forçado pelo trabalho, pelas circunstâncias ou a maneira como foi criado, a extrapolar e ir um pouco além de sua capacidade fazendo esforço físico e mental extra.

Em um daqueles momentos de extremo cansaço você gostaria de ajuda, como algo que pode rapidamente apagar rapidamente o cansaço acumulado de várias horas de trabalho, algo rápido, como uma cápsula, ou uma pílula da inteligência.

Algo parecido com isso já existe. São as cápsulas que já estão no mercado, mas usadas ??fora de sua indicação habitual.

Elas são chamadas de estimuladores cognitivos. Basta ter um, e nosso foco, concentração e decisão pode, de repente reaparecer mais forte do que nunca. E assim podemos trabalhar e trabalhar duro por horas a fio, sem precisar dormir.

Uma espécie de doping das faculdades mentais levam mais e mais pessoas a fazer uso desses medicamentos nos Estados Unidos. De acordo com uma pesquisa realizada pela revista "Nature", 80% dos 1400 entrevistados manifestaram a sua disponibilidade para o uso dessas pílulas.


Alguns exemplos de tais medicamentos estimuladores cognitivos, as pílulas da inteligência

Remédios como os prescritos para tdah (transtorno de hiperatividade e defícit de atenção como a ritalina (metilfenidato), o Strattera (atomexatina) o provigil (modafinil) e a anfetamina Adderall) - se tomados em doses maiores - atuam como um estimulador de neurônios.

Enquanto isso, a procura continua na esperança de encontrar novas substâncias que possam atuar diretamente sobre o cérebro para diminuir a fadiga e ao mesmo tempo impedir o uso indevido de medicamentos que não são para esse fim. Um dos principais financiadores da pesquisa são os militares dos EUA estão tentando há anos um antídoto para o stress e a fadiga e que seja também utilizado para estimular a inteligência, para ser mais atencioso e eficiente no estudo e trabalho.

Fonte: Nature.

Publicado por: Renata Fraia

Notícia publicada no Portal Saúde com Ciência, em 23 de março de 2016.


Glória Alves* comenta

A matéria trazida pelo site “Saúde com Ciência” descreve exatamente o que acontece com muitos de nós, mesmo cansados e estressados pelo trabalho e tarefas diárias, muitas vezes temos que ir além das nossas forças físicas, da nossa capacidade mental, para darmos conta de cumprir com nossas tarefas, ou realizar um trabalho profissional; seria realmente muito bom, se fosse possível, existir uma substância que desse um “up” em nossa capacidade física e mental, um elixir da força e da inteligência.

Muitos dos que estão nesse ritmo louco desejariam duplicar as horas para dar conta do recado; quantos trabalham no limite de sua capacidade, vale aqui também lembrar daqueles que são viciados em trabalho, os workaholics, pessoas que têm compulsão pelo trabalho, todos sofrem pelo estresse e pelo esgotamento físico e mental, pelo descuido com a saúde, com a alimentação, comendo em demasia, alimentos não saudáveis e que levam a ganhar peso, não tem um momento nem para se levantar para ir ao banheiro, coisas assim, básicas da vida diária...

Sabemos que todo efeito tem uma causa, já aprendemos com os Espíritos Benfeitores da Humanidade, quando eles esclarecem a respeito das consequências das nossas atitudes com relação a tudo em nossa vida: “Pelos vossos excessos, chegais à saciedade e vos punis a vós mesmos.”(1)

Quando ultrapassamos os limites de nossa capacidade física e mental, nos punimos a nós mesmos; e em decorrência da intemperança e dos excessos de todos os gêneros, adquirimos, fazemos mesmo, as doenças e as enfermidades, podemos chegar a própria morte, como consequência do abuso, da imprevidência e da incúria nossa de cada dia: “São, ao mesmo tempo, o castigo à transgressão da lei de Deus”.(2)

Portanto, quando o cansaço, o esgotamento e principalmente o estresse se tornam crônicos, vem a insônia, as dores de cabeça, a falta de concentração e os problemas de memória, e então, como diz a matéria: “Em um daqueles momentos de extremo cansaço você gostaria de ajuda, como algo que pode rapidamente apagar o cansaço acumulado de várias horas de trabalho, algo rápido, como uma cápsula, ou uma pílula da inteligência”.

Imagine você tomar uma pílula que seja capaz de fazer ficar acordado e concentrado a noite toda, para estudar, sem sentir sono, ou realizar outros tipos de trabalho que requer concentração. Ou ainda, tomar um suplemento e tornar-se mais criativo e destacar-se entre os colegas de trabalho. Em minha infância, ouvia falar dos remédios para a memória, lembro-me do Memoriol B6; os pais compravam esse medicamento e davam a seus filhos para que tivessem bom desempenho escolar. Na época da faculdade, alguns colegas, para superar o cansaço e o sono, e ficar acordados para estudar, tomavam Coca-Cola com café. Hoje, vemos que isso ainda não mudou... Um estudo recém-publicado no jornal científico Nature revela que 25% dos universitários tomam ou tomaram algum tipo de remédio para tentar aumentar seu desempenho cognitivo.

Diz a matéria, sobre as cápsulas, ou as “pílulas da inteligência”: “Elas são chamadas de estimuladores cognitivos. Basta ter um, e nosso foco, concentração e decisão podem, de repente, reaparecer mais forte do que nunca. E assim podemos trabalhar e trabalhar duro por horas a fio, sem precisar dormir.”

Pílula da inteligência! Que substância é essa, será ela capaz de ajudar eficazmente alguém a realizar tarefas, trabalhar direto sem dormir, enfim, turbinar a mente, melhorando a inteligência? É! Dizem que existe sim; são medicamentos capazes de turbinar o cérebro. Isso me faz lembrar do filme americano “Sem Limites”, dirigido por Neil Burger (2011), foi baseado no romance The Dark Fields, 2001, de Alan Glynn (1960). O filme mostra a história de um escritor malsucedido, Eddie Morra, interpretado pelo ator Bradley Cooper, desmotivado e sem habilidades cognitivas para escrever um livro, mas que subitamente ao ingerir uma droga nootrópica, passa a redigir sem parar, e com o uso regular da droga passa a ter grande capacidade de resolver problemas e outras habilidades cognitivas.

É o sonho de muitos... É a vida imitando a arte ou é a arte imitando a vida... Encontramos alguns relatos através das mídias de pessoas que estão usando desde a Ritalina, o Modafinil, anfetaminas, até remédios para Alzheimer, como pílula da inteligência. No entanto, seus efeitos colaterais podem incluir insônia, dores de cabeça e erupções cutâneas potencialmente perigosas.

Os EUA são o point dos que buscam esse milagre, lá são encontrados os suplementos que prometem turbinar a memória, dar um upgrade no raciocínio e aprimorar a capacidade de atenção. E para obter essa performance cognitiva máxima, algumas pessoas estão usando os nootrópicos, conhecidos também como intensificadores de memória, pílulas da inteligência ou estimuladores cognitivos.

Colocamos aqui os conceitos de inteligência e intelecto segundo a ciência e os dicionários: para a medicina, inteligência é a capacidade de compreender e fazer relações; de solucionar problemas e de se ajustar a novas situações. Nos dicionários encontramos como significado de inteligência, a capacidade mental de raciocinar, planejar, resolver problemas, abstrair e compreender ideias e linguagens, e aprender.

A função cerebral consciente, ou mental, que viabiliza a manifestação da inteligência é o que a medicina chama de intelecto; os Espíritos Superiores em “O Livro dos Espíritos”, de Allan Kardec, dizem que “a inteligência é um atributo essencial do espírito”(3), portanto, inteligência não é o mesmo que intelecto, mesmo que os conceitos estejam relacionados.

As funções cognitivas compreendem as habilidades que envolvem o pensamento, a memória, a atenção, a percepção, a linguagem, a aprendizagem, o raciocínio lógico e a criatividade; e essas funções podem supostamente melhorar seu desempenho, segundo os neurocientistas, com o uso de fármacos chamados de nootrópicos ou neuroaprimoradores.

Desde que a civilização existe, vemos a preocupação do homem em sempre buscar o entendimento e o aprimoramento seu corpo físico, desde o elixir da longa vida ou elixir da imortalidade dos alquimistas, que poderia curar todas as doenças e prolongar a vida indefinidamente; o Projeto Genoma, passando pelo método de corrida do doutor Cooper, e, atualmente, o desempenho intelectual com a “pílula da inteligência”.

Os cientistas estudam o desenvolvimento do cérebro, e nesse caso a neurociência, que estuda o sistema nervoso: sua estrutura, seu desenvolvimento, funcionamento, evolução, relação com o comportamento e a mente, e também suas alterações; os neurocientistas ainda buscam entender a inteligência, onde e como se processa no cérebro.

A Doutrina Espírita, Ciência, Filosofia e Religião, porém, nos esclarece pelas palavras dos Espíritos Superiores e de Allan Kardec que “[...] a inteligência é uma faculdade própria de cada ser e constitui a sua individualidade moral [...]”(4), portanto, a sede da inteligência se encontra no Espírito imortal, tendo sua fonte “na inteligência universal”,(5) e só por meio dos órgãos materiais pode se manifestar.

“O Espiritismo e a Ciência se completam reciprocamente; a Ciência, sem o Espiritismo, se acha na impossibilidade de explicar certos fenômenos só pelas leis da matéria; ao Espiritismo, sem a Ciência, faltariam apoio e comprovação”.(6)

“Os órgãos do corpo físico são instrumentos da manifestação das faculdades da alma”; e o cérebro, sendo um desses órgãos, é instrumento da “manifestação da inteligência, e essa manifestação está subordinada ao desenvolvimento e ao grau de perfeição dos órgãos”, e, nesse caso, do cérebro.(7) Importante ressaltar que não é o cérebro que dá a inteligência ao homem, e sim a inteligência que impulsiona o desenvolvimento do cérebro humano.

Contudo, como explicar que existam homens que são mais inteligentes do que outros? “A diversidade das aptidões reside nas qualidades do Espírito, que pode ser mais ou menos adiantado”, ter vivido mais ou menos tempo. Cumpre, porém, se leve em conta a influência da matéria, que mais ou menos lhe cerceie o exercício de suas faculdades, como, por exemplo, nos casos do idiotismo e da loucura.

Dependendo do grau de adiantamento a que o homem se tenha elevado, poderá ser ele mais ou menos inteligente. Sobre isso temos a palavra de Emmanuel, Espírito, quando nos esclarece que “os valores intelectivos representam a soma de muitas experiências, em várias vidas do Espírito, no plano material. Uma inteligência profunda significa um imenso acervo de lutas planetárias”.(8)

Das relações existentes entre o desenvolvimento dos órgãos do cérebro e a manifestação de certas faculdades, os cientistas deduzem que o cérebro é a própria fonte das faculdades morais e intelectuais; “ora, não são os órgãos que dão as faculdades, e sim estas que impulsionam o desenvolvimento dos órgãos”.(9)

Deduz-se, então, que se isso fosse possível, se nos órgãos estivesse o princípio das faculdades, o homem seria um autômato, uma máquina, sem livre-arbítrio e sem responsabilidade dos seus atos, poderia fazer o que bem entendesse, cometer erros, sem que pudesse ser punido, pois atribuiria esses erros à sua organização.

Analisemos o trecho da matéria em comentário: “[...] Os militares dos EUA estão tentando há anos um antídoto para o stress e a fadiga e que seja também utilizado para se estimular a inteligência, para ser mais atencioso e eficiente no estudo e trabalho.”

E o trecho da Revista Superinteressante, por Salvador Nogueira, Edição 27, novembro de 2009, sobre as pesquisas das “pílulas da inteligência”: “Um grupo de neurologistas das Universidades da Califórnia, da Pensilvânia, de Cambridge e Harvard “defende que certos medicamentos, que hoje são tarja-preta (de venda e uso controlados), sejam totalmente liberados - para que todo mundo possa tomá-los e aumentar o próprio QI.”

Diz o grupo de neurologistas: "A engenhosidade humana nos deu meios de aprimorar nosso cérebro, com invenções como a escrita, a imprensa e a Internet. Essas drogas deveriam ser encaradas da mesma forma: são coisas que a nossa espécie inventou para melhorar a si mesma"(10). Será mesmo possível existir uma droga que ajude a aprimorar o cérebro e a inteligência humana?

Allan Kardec, em comentário a questão 370a, nos ajuda no seguinte raciocínio: “Admiti, ao contrário, que os órgãos especiais, dado existam, são consequentes e se desenvolvem pelo exercício da faculdade, como os músculos por efeito do movimento, e nada tereis de irracional. Tomemos uma comparação trivial, à força de ser verdadeira. Por alguns sinais fisionômicos se reconheceis o homem que se entrega à bebida. Serão esses sinais que fazem dele um bêbado, ou será a embriaguez que nele imprime aqueles sinais? Pode dizer-se que os órgãos recebem a marca das faculdades.”

Não há dúvidas, realmente a inteligência humana nos dá meios de desenvolver nosso cérebro através do uso constante que se faz dele. Nos primórdios da vida humana, o pensamento contínuo, a linguagem; ontem a escrita e hoje a Internet, onde todos nós podemos acessar e interagir com o mundo, são atividades que ajudam o homem a aprimorar sua inteligência.

Não podemos esquecer que somos Espíritos Imortais, e que em nossa viagem rumo à perfeição temos inúmeras reencarnações, e é através dos renascimentos na carne que vamos evoluindo, progredindo, adquirindo conhecimentos e experiências que vão se incorporando à nossa memória, registradas todas no perispírito, formando o acervo do nosso inconsciente. Todo esse acervo espiritual, o banco de dados do Espírito, nos auxilia a resolver novas situações, são as ideias inatas. Assim, a inteligência é a resultante dos conhecimentos acumulados ao longo dos milênios, através do estudo e do aprendizado.

Essas substâncias, as “pílulas da inteligência”, podem simplesmente intensificar o funcionamento do cérebro, ou seja, dar um pouco mais de potência ao cérebro, ou seja, dão um pouco mais de potência para que ele faça o que já sabe. Os remédios não conferem novas habilidades à mente.

Concluímos nosso comentário com as palavras abalizadas do Espírito Emmanuel: “Em verdade, o homem inteligente não é aquele que apenas calcula, mas sim o que transfunde o próprio raciocínio em emoção para compreender a vida e sublimá-la. O homem inteligente, segundo o padrão de Jesus, é aquele que, sendo grande, sabe apequenar-se para ajudar aos que caminham em subnível, consagrando-se ao bem dos outros, para que os outros lhe partilhem a ascensão para Deus.”


Referência bibliográfica:

(1) O Livro dos Espíritos - Allan Kardec - q. 713;

(2) Idem (1) - q. 714;

(3) Idem (1) - q. 24;

(4) Idem (1) - q. 72a;

(5) Idem (1) - q. 72;

(6) A Gênese – Allan Kardec - Cap. I - Caráter da Revelação Espírita;

(7) Idem (1) q. 369;

(8) O Consolador - Espírito Emmanuel - Francisco Cândido Xavier - q. 117;

(9) Idem (1) - q. 370;


(11) Religião dos Espíritos - O Homem Inteligente - Espírito Emmanuel - Francisco Cândido Xavier.

* Glória Alves nasceu em 1º de agosto de 1956, na cidade do Rio de Janeiro. Bacharel e licenciada em Física. É espírita e trabalhadora do Grupo Espírita Auta de Souza (GEAS). Colaboradora do Espiritismo.net no Serviço de Atendimento Fraterno off-line e estudos das Obras de André Luiz, no Paltalk.