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Chineses estão comprando ar engarrafado produzido no Canadá

4 de fevereiro de 2016



Chineses estão comprando ar engarrafado produzido no Canadá



A população chinesa está entrando em pânico com os altos níveis de poluição - e a mais nova solução é ar enlatado


Por Ana Luísa Fernandes
Editado por Tiago Jokura


No início de dezembro, Pequim, capital da China, emitiu um alerta vermelho por causa dos altos níveis de poluição do ar. Esse sinal é o nível mais grave de uma escala que vai até quatro, e nunca havia sido utilizado na história da cidade. Em menos de duas semanas após o primeiro, outro alerta foi emitido. Ar engarrafado pode não parecer uma boa ideia, mas, segundo a start-up canadense Vitality Air, a alternativa está fazendo sucesso entre os chineses.


A garrafa com ares mais puros está disponível em duas opções: oxigênio puro, com 97% de oxigênio e 3% de outros gases, ou "ar fresco e limpo", com 78% de nitrogênio, 21% de oxigênio e uma pequena quantidade de outros gases. Se você escolher a segunda opção, ainda pode ter o seu ar enlatado no Parque Nacional Banff, em Alberta, Canadá, ou pagar um pouco a mais para que ele seja recolhido perto do lago. Com R$ 90 reais, é possível comprar 10 litros do oxigênio puro, que garante aproximadamente 200 inaladas, ou 7,7 litros do "ar fresco e limpo", suficientes para 150 inaladas.


A companhia diz que o produto pode melhorar a ressaca, ajudar com problemas de alerta e até facilitar a performance em atividades físicas. E, claro, ele também é vendido como "a solução para a poluição". Levando em consideração que uma pessoa respira, em média, 25.000 vezes por dia, e que o ar que mais se aproxima da nossa composição atmosférica atual é o "fresco e limpo", se alguém quisesse viver desse ar puro, teria que gastar cerca de R$ 15 mil reais. Por dia.


"A nossa primeira remessa de 500 garrafas de ar puro acabou em quatro dias", diz o cofundador da marca, Moses Lam. O único problema agora é suprir a demanda, já que cada garrafa é produzida artesanalmente.


Matéria publicada na Revista Superinteressante, em 24 de dezembro de 2015.



Claudio Conti* comenta


O capítulo VI de O Livro dos Espíritos é intitulado Da Lei da Destruição, onde aborda os seguintes temas: 1. Destruição necessária e destruição abusiva. - 2. Flagelos destruidores. - 3. Guerras. - 4.Assassínio. - 5. Crueldade. - 6. Duelo. - 7. Pena de morte.


Ao ler as questões referentes ao primeiro tema tem-se a impressão de que a Lei da Destruição está relacionada com os eventos da natureza, tais como a questão 728 (É lei da Natureza a destruição?), a 728a (O instinto de destruição teria sido dado aos seres vivos por desígnios providencias?) e a 729 (Se a regeneração dos seres faz necessária a destruição, por que os cerca a Natureza de meios de preservação e conservação?). Contudo, na questão 733, transcrita à seguir, é que se entende o significado desta Lei e, com isso, compreender as questões anteriores.


Questão 733. Entre os homens da Terra existirá sempre a necessidade da destruição?


“Essa necessidade se enfraquece no homem, à medida que o Espírito sobrepuja a matéria. Assim é que, como podeis observar, o horror à destruição cresce com o desenvolvimento intelectual e moral.”


Vemos, desta forma, que a Lei da Destruição está relacionada com a humanidade ligada ao planeta e não à natureza em si, em outras palavras, a natureza apresenta a necessidade da destruição em decorrência do nível da humanidade que com ela interage.


Devido à pouca capacidade humana de antecipar os problemas decorrentes das práticas adotadas, podemos supor que a destruição causada pelos eventos naturais que ocorreram ao longo dos milênios tinha por finalidade servir de alerta sobre o potencial do ambiente em que vivemos e, por isso, deveria ser motivo de atenção e cuidados para que o sistema pudesse se manter o mais estável possível.


Todavia, como é típico de espíritos ligados a um mundo de expiação e provas, damos mais atenção aos interesses pessoais do que aos coletivos. Desta forma, diante das oportunidades que, certamente, surgiram para todos nós em algum momento ao longo de nossas variadas encarnações no globo, optamos pelo proveito próprio, causando danos de uma forma ou de outra.


Não devemos interpretar as oportunidades mencionadas no parágrafo anterior apenas como tendo criado danos diretamente ao meio ambiente, mas dos mais variados, inclusive tendo servido de exemplo para atitudes negativas ou desprezado oportunidades de educar aqueles que estavam próximos.


Hoje o homem está a voltas com a própria incúria e já não mais conseguimos identificar o que é decorrente da natureza por si só ou das práticas humanas. A humanidade vem se debatendo com temas como o aquecimento global, poluição, agrotóxicos, por um lado, e enfermidades das mais diversas, por outro.


As reservas do planeta estão sendo exploradas de tal maneira que podemos estar perto de um nível em que a recuperação natural do ambiente não seja mais possível. Neste estado de loucura, aqueles que estão, no momento atual, sendo os destruidores, não consideram que seus filhos, netos, bisnetos… necessitam e necessitarão de um mundo adequado para viver.


Na China ocorre esta situação com o ar, no Brasil, em Minas Gerais, ocorreu uma das maiores catástrofes ambientais realizada pela negligência humana, destruindo e contaminando uma vasta área que, segundo estimativa, demandará décadas até que possa voltar ao seu estado anterior. Estes são apenas dois casos dentre muitos outros.


Estamos em estado de alerta vermelho.


* Claudio Conti é graduado em Química, mestre e doutor em Engenharia Nuclear e integra o quadro de profissionais do Instituto de Radioproteção e Dosimetria - CNEN. Na área espírita, participa como instrutor em cursos sobre as obras básicas, mediunidade e correlação entre ciência e Espiritismo, é conferencista em palestras e seminários, além de ser médium pscógrafo e psicifônico (principalmente). Detalhes no site www.ccconti.com.