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NASA publica projeto de nave capaz de viajar mais rápido que a luz

2 de dezembro de 2015



NASA publica projeto de nave capaz de viajar mais rápido que a luz



O designer Mark Rademaker e o cientista da NASA Harold White apresentaram o projeto de uma nave espacial capaz de transportar pessoas pelo universo a uma velocidade superior à velocidade da luz.


A viagem com velocidade superluminal é teoricamente possível, utilizando o chamado motor de dobra espacial (ou propulsão de Alcubierre) que faz um campo de dobra para criar mini dobras espaciais, o que põe a nave em movimento.


White é físico que passou anos para conseguir obter a velocidade da luz das naves espaciais. Em 2011, ele publicou um relatório em que apresentou, pela primeira vez, o conceito de movimento com velocidade superluminal. Agora, a sua equipe apresentou o projeto da nave que incorpora este conceito.


O espaço atrás da nave irá expandir-se rapidamente, empurrando-a para a frente. Usando este método, será possível atingir o sistema Alpha Centauri durante apenas duas semanas (a distância entre a Terra e este sistema constitui 4,3 anos-luz).


Notícia publicada no Portal Sputnik, em 14 de junho de 2014.



Jorge Hessen* comenta


Recentemente, uma notícia causou grande entusiasmo no mundo científico. Os pesquisadores da Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear – CERN(1), o maior laboratório de física de partículas do mundo(2), anunciaram a comprovação do Bóson de Higgs, alcunhado de “partícula de Deus”, que supostamente seria o embrião, a matéria primordial que deu origem ao mundo material existente no Universo.


Historicamente, há outras descobertas científicas que levaram o ser humano a experimentar, pelo menos três grandes golpes na autoestima, segundo dizia Freud. O primeiro baque foi quando Copérnico afirmou que a Terra não era o centro do Universo. O segundo foi quando Darwin transformou o Homo sapiens em tão-somente mais um animal sobrevivente da seleção natural. O terceiro desapontamento foi quando o “pai da psicanálise” propôs que o homem não era senhor nem mesmo de seus atos, governados, na verdade, por impulsos inconscientes.


Sob o guante do materialismo, a ciência revela prodígios. O homem chegou ao raio laser, através de técnica que permite que as partículas de luz (fótons) concentradas sejam  emitidas em forma de um feixe contínuo. A proeza foi criada em 1960 por Theodore Maiman. Desde então, o laser evoluiu e atualmente é empregado em aparelhos caseiros, cirúrgicos, industriais, salas de aula, impressoras, leitores de código de barras, de cds e dvds, corte e solda de metais, remoção de tatuagem, cirurgia ocular, uso militares e espaciais (já foram usados para medir a distância entre a Terra e a Lua), etc, etc.


Cientistas da Universidade de Osaka, no Japão, testaram recentemente um novo laser que seria capaz de desintegrar o nosso planeta. A potência do laser LFEX é de 2 pentawatts. Para se ter uma ideia, um pentawatt (PW) é 10 elevado a 15 watts, o que seria mil terawatts ou um quatrilhão de watts. Apenas um pentawatt corresponde a 30 mil vezes a demanda diária de energia elétrica do nordeste brasileiro. Diante de tamanha potência, no teste realizado, o laser foi disparado durante um picossegundo, que equivale a um trilionésimo de segundo, visando não oferecer qualquer tipo de risco. O objetivo principal do experimento é aprimorar as técnicas médicas e industriais com uso de laser. Mas, apesar do sucesso na experiência, o laser preocupa cientistas devido à possibilidade de ser usado para o desenvolvimento de armas de destruição em massa.(3)


Talvez, em menos de meio século, o ser humano poderá passar por uma quarta lesão “narcísica” (baque na autoestima, como dizia Freud, diante dos históricos golpes da revolução científica). E ela virá pela astrofísica, quando o homem realizar viagens interplanetárias. Estimativas, baseadas em dados da sonda espacial “Kepler”, é de que há muitos mundos em condições de abrigar vida para cada estrela do tipo do Sol.


Mas, uma questão que permanece em aberto é o tipo de vida que pode ter surgido em outros cantos do Universo, lembra Ansgar Reiners, professor de astrofísica na Universidade de Göttingen, na Alemanha. Reiners diz que devem existir muitos lugares fora da Terra onde processos biológicos estão acontecendo, mas não sabemos se há formas de vida complexas como a terrena (plantas, mamíferos e/ou inteligência), isto permanece uma questão totalmente aberta, ainda não sabemos o suficiente sobre o ambiente de outros planetas.


Na esperança de localizar vidas noutros orbes, a NASA já tem projetos para levar humanos para Marte, por exemplo. Ficção? Merchandising trapaceiro? Há como se duvidar da capacidade científica? Presumindo ou não, o desenhista-industrial Mark Rademaker e o cientista da NASA Harold White apresentaram o projeto de uma nave espacial capaz de transportar pessoas pelo universo a uma velocidade superior à velocidade da luz.(4) White é físico que passou anos para conseguir obter a velocidade da luz das naves espaciais. Em 2011, ele publicou um relatório em que apresentou, pela primeira vez, o conceito de movimento com velocidade superluminal(5). Agora, a sua equipe apresentou o projeto da nave que incorpora este conceito.


Quando se trata de viagens interestelares, devido às grandes distâncias envolvidas, a única solução viável para se chegar a outros planetas e estrelas é um método de transporte que viaje próximo ou mais rápido do que a velocidade da luz. O sistema estelar mais próximo, Alpha Centauri, está a pouco mais de quatro anos-luz de distância – a uma velocidade de 62136 km/h (a velocidade na qual a Voyager-1 voa através do espaço), uma nave espacial levaria cerca de 67 mil anos para chegar lá.(6)


Será que conseguiremos construir tais “carros voadores”? Parece-nos que irmãos de outras “Moradas da Casa do Pai” já alcançaram construir tais máquinas voadoras de propulsão desconhecida e têm insistentemente se abeirado da Terra conforme narrativas dos avistamentos dos supostos “ovnis”. Será mesmo?


Modificando aqui nossa prosa, reconhecemos que, a despeito de todo saber humano, infelizmente a ciência tão-somente estuda a natureza do micro e do macro cosmo, porém a realidade do homem espiritual não tem sido do campo da ciência “oficial” e nem objeto de suas investigações. Até mesmo a filosofia tem formulado, teses contraditórias, que vão desde a mais pura espiritualidade, até o materialismo e ateísmo, sem outras bases, senão as ideias pessoais dos seus teóricos.


Até quando a ciência “oficial” e a filosofia vão deixar sem resposta os mecanismos do mundo espiritual? Sem a coparticipação dos princípios espíritas, apesar das conquistas científicas, o cientista continuará sem saber donde veio e para onde vai, se já viveu e se ainda viverá noutras reencarnações e qual a sorte após a morte física. No futuro, sem sombra de dúvida, com o sustentáculo da revelação espírita, a ciência esquadrinhará todos os universos.


Aguardemos o tempo, pois em que pese ser o tempo um tirano criterioso, é do mesmo modo o senhor da razão!...



Notas e referências bibliográficas:


(1) Antigo acrônimo para Conseil Européen pour la Recherche Nucléaire;


(2) Localizado em Meyrin, na região em Genebra, na fronteira Franco-Suíça;


(3) Pesquisadores da Universidade de Illinois garantem que um laser de tamanha potência pode explodir o planeta em questão de segundos;


(4) Disponível em http://br.sputniknews.com/portuguese.ruvr.ru/news/2014_06_14/NASA-publica-projeto-de-nave-capaz-de-viajar-mais-r-pido-que-a-luz-v-deo-6785/>, acessado em 08/08/2015;


(5) Há uma variedade de sistemas de propulsão propostos, como propulsores de íons, mas nenhum deles realmente se aproxima das velocidades necessárias para permitir a exploração de outros planetas em menos de alguns milhares de anos. Motores de dobra, enquanto a anos de distância de até mesmo testes em pequena escala – se eles forem mesmo possíveis – são uma das poucas exceções que permitem viagens espaciais dentro do tempo de uma vida humana. Alguns cientistas descobriram, com um experimento denominado Efeito Casimir, onde as chamadas partículas virtuais presentes no vácuo quântico ajudariam a contrair e expandir o espaço. Em um experimento onde duas placas de metais são colocadas lado a lado, as partículas virtuais expandem o espaço em volta da placa e contraem o espaço interno entre as placas. Com este fato poder-se-ia criar um motor de dobra espacial. Para tanto bastaria aproveitar as partículas virtuais presentes no vácuo quântico. Um motor de dobra espacial absorveria partículas virtuais encolhendo o espaço a frente e expeliria partículas virtuais atrás expandindo o espaço atrás.


(6) Disponível em http://www.universoracionalista.org/tag/superluminarl/>, acessado em 08/08/2015.


* Jorge Hessen é natural do Rio de Janeiro, nascido em 18/08/1951. Servidor público federal aposentado do INMETRO. Licenciado em Estudos Sociais e Bacharel em História. Escritor (dois livros publicados), Jornalista e Articulista com vários artigos publicados.