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Agência Espacial Europeia capta 'canto' de cometa


7 de fevereiro de 2015



Agência espacial capta 'canto' de cometa




Música, inaudível para o ouvido humano, está intrigando cientistas; internautas sugerem que barulho seja de um ET.


Da BBC


O "canto" do cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko, divulgado pela Agência Espacial Europeia na internet, virou um mistério para cientistas e internautas.

Na quarta-feira (12), em um feito inédito, um robô do tamanho de uma máquina de lavar roupas, a sonda Philea, conseguiu pousar no cometa. A análise da composição da superfície do corpo celeste pode oferecer novas pistas sobre a formação do Sistema Solar e da vida na Terra.

A música - como os próprios pesquisadores se referiram a ela - foi captada pela nave espacial Rosetta e é inaudível para o ouvido humano. Para que pudesse ser ouvida, seu volume teve que ser aumentado cerca de 10 mil vezes.

"Isso é emocionante porque é completamente novo para nós. Não esperávamos isso e ainda estamos tentando entender a física do que está acontecendo", disse Karl-Heinz Glaßmeier, chefe de departamento de Física Espacial na Technische Universität Braunschweig, da Alemanha, ao blog RESA Rosetta.

Segundo o blog, o barulho provavelmente é produzido pela atividade do cometa, que libera partículas neutras para o espaço, onde elas colidem com as partículas de alta energia. No entanto, "o mecanismo físico exato por trás das oscilações permanece um mistério", diz o blog.

Já a explicação dos internautas foi mais criativa. No SoundCloud, rede de compartilhamento de áudio onde o som foi postado, muitos levantaram a hipótese de que o barulho fosse de um ET.

"Talvez seja o som de um alienígena gritando 'me ajudem, estou preso dentro de um cometa'", comentou Alan Hayward.

"Isso é maravilhoso. Seria arrogante pensar que estamos sozinhos no universo. Não estou dizendo que são aliens, mas estou realmente ansioso para descobrir o que está fazendo esse som...", escreveu Ronnie Wonders.

"Tem ETs fazendo pipoca naquele planeta", comentou Dan Maxe.

O áudio foi ouvido quase 950 mil vezes no SoundCloud e compartilhado 13 mil vezes no Facebook.



Notícia publicada no Portal G1, em 13 de novembro de 2014.




Claudio Conti* comenta

A vida em outros planetas é um tema polêmico. Muitos defendem a tese com convicção, enquanto outros são completos descrentes. É preciso lembrar que, apesar de vários e intensos esforços, a ciência ainda não encontrou provas da vida extraterrestre, apesar de vários indícios.

Por este motivo, o divulgador espírita deve estar sempre atento para o fato de não haver comprovação científica até o presente momento e, ao expor o tema, deve tratar como tal. Pois, ao se afirmar veementemente a existência de vida em planetas do nosso sistema solar, por exemplo, por serem mais conhecidos, pode causar desconforto e descrença no Espiritismo naqueles menos afeitos aos seus conceitos, especialmente naqueles que aportam à casa espírita pela primeira vez e, por motivos como o exposto, muitos não retornam.

Deve ser de bom tom, ao expor o tema, mencionar a posição da ciência e do Espiritismo, fazendo a contraposição. Pode-se ressaltar que existem muitas coisas que não sabemos, que ainda não tivemos condições de observar, mesmo com toda a tecnologia disponível, inclusive espécies de animais que não conhecemos e são descobertos. Conhecemos mais a lua do que a profundeza dos oceanos.

Em 1961, o astrônomo e astrofísico americano Frank Drake, desenvolveu uma equação, que ficou conhecida por “Equação de Drake”, para estimar a quantidade de civilizações existentes em nossa galáxia, a Via Láctea, com conhecimento e tecnologia suficientes para se comunicarem conosco. A Equação de Drake é descrita como (1):

N = (R*) x (fp) x (nT) x (fv) x (fi) x (fc) x (t)

Onde: N = número de civilizações em nossa Galáxia capazes de se comunicar; R* = taxa de formação de estrelas na Galáxia; fp = fração provável de estrelas que têm planetas; nT = número de planetas ou luas com condições parecidas com as da Terra; fv = fração provável de planetas que abrigam vida; fi = fração provável de planetas que desenvolveram vida inteligente; fc = fração de espécies inteligentes que podem e querem se comunicar; t = tempo de vida de tal civilização.

Muitas das variáveis presentes na Equação de Drake são subjetivas e os valores utilizados são baseados em estimativas. Numa visão otimista, haveria 1 bilhão de civilizações na nossa galáxia que podem e querem se comunicar, enquanto que, numa visão pessimista, seria 1 caso em 100 bilhões de galáxias, portanto, estaríamos sozinhos nesta galáxia. Obviamente que é preciso considerar, neste contexto, a enorme quantidade de galáxias existentes no universo conhecido.

Frank Drake também é conhecido por ter fundado o Instituto SETI – SEARCH FOR EXTRATERRESTRIAL INTELLIGENCE (Busca por Inteligência Extraterrestre).

A busca por habitantes de outros mundos ainda está relacionada com o conceito de “vida”. Em geral se busca ainda vida de forma igual ou similar à sua expressão orgânica como no planeta Terra.

Numa visão mais ampla, baseado nos conceitos espíritas, “vida” somente é encontrada no ser espiritual, sendo sua roupagem carnal apenas uma forma de expressão no mundo material. Assim, esta forma de expressão varia enormemente, inclusive no próprio planeta Terra. Consequentemente os espíritos podem se manifestar de forma muito diversa em outros planetas.

Quanto ao som da reportagem em análise, ao menos por enquanto, "só Deus sabe".



* Claudio Conti é graduado em Química, mestre e doutor em Engenharia
Nuclear e integra o quadro de profissionais do Instituto de
Radioproteção e Dosimetria - CNEN. Na área espírita, participa como
instrutor em cursos sobre as obras básicas, mediunidade e correlação
entre ciência e Espiritismo, é conferencista em palestras e seminários,
além de ser médium pscógrafo e psicifônico (principalmente). Detalhes no
site www.ccconti.com.