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Computador alcança a inteligência de uma criança de 4 anos

9 de outubro de 2013



Computador alcança a inteligência de uma criança de 4 anos



Bruno Garattoni


Cientistas da Universidade de Illinois aplicaram um teste de inteligência ao ConceptNet, um sistema de inteligência artificial desenvolvido pelo MIT – e o software teve o mesmo desempenho de uma criança de quatro anos de idade. O feito é ao mesmo tempo incrível e decepcionante, porque ilustra bem como tem sido difícil progredir no campo da inteligência artificial. Mesmo após décadas de tentativas, nas quais houve um aumento exponencial do poder de computação disponível no mundo, continuamos muito distantes de conseguir criar uma entidade realmente inteligente, que seja capaz de raciocinar como um humano.


Matéria publicada na Revista Superinteressante, em 17 de julho de 2013.



Claudio Conti* comenta


A questão da inteligência artificial é envolta em grande fantasia, decorrente dos numerosos filmes sobre robôs e computadores capazes de responder a todas as perguntas e situações; muitas vezes são apresentados com comportando humano, demonstrando sentimentos, bons e maus. Em decorrência desta forma de entendimento, muitos acreditam que um dia as máquinas dominarão o mundo.


Contudo, um ponto que não pode deixar de ser mencionado é que a evolução da tecnologia e o desenvolvimento da automação (máquinas capazes de exercer tarefas específicas) podem substituir alguns funcionários de determinadas fábricas, mas isto está longe de uma “dominação”.


O cérebro humano é baseado em ligações neuronais, portanto, podemos crer que possa ser reproduzido. Estas ligações, as sinapses, seriam responsáveis pelo processamento de informação armazenada de alguma forma. Assim, sob o ponto de vista material, podemos comparar o cérebro com o processamento de computador analisando informação contida em um banco de dados; quanto maior e mais preciso o banco de dados, maior seria a capacidade do sistema.


Todavia, os que pensam que o comportamento e intencionalidade humanas não passam de um processamento de informação pelo cérebro não relacionam a parte material, o cérebro, com a parte energética, a psique, que foi tão bem avaliada e descrita pelo psiquiatra suíço Carl G. Jung, demonstrando que a psique é de grande complexidade, apresentado vários níveis influenciando-se mutuamente.


Na visão espírita, o cérebro seria o órgão de expressão dos processos mentais elaborados pelo espírito, assim sendo, todo o processo seria extra-físico, sem analogia material. Como o espírito é criado por Deus, e apenas por Ele, não haveria condições de reproduzir o “sistema”.


O ConceptNet, como apresentado na página da internet http://csc.media.mit.edu/docs/conceptnet/overview.html, é baseado no desenvolvimento de um grande banco de dados, obtendo informação presente e que trafega na internet, possibilitando a aquisição de um grande número de dados e análise de como esta informação é trabalhada pelos internautas. Este procedimento permite o desmembramento de questões ambíguas que podem ser trabalhadas distintamente, simulando, assim, o discernimento. Contudo, como é bem percebido pelo artigo em análise, é um processo ineficiente quando comparado com humanos. Todavia, não podemos desmerecer a enorme aplicabilidade de sistemas complexos em manutenção e processamento de informação.


* Claudio Conti é graduado em Química, mestre e doutor em Engenharia Nuclear e integra o quadro de profissionais do Instituto de Radioproteção e Dosimetria - CNEN. Na área espírita, participa como instrutor em cursos sobre as obras básicas, mediunidade e correlação entre ciência e Espiritismo, é conferencista em palestras e seminários, além de ser médium pscógrafo e psicifônico (principalmente). Detalhes no site www.ccconti.com.