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Médicos usam vírus da aids para salvar menina com leucemia

8 de janeiro de 2013



Médicos usam vírus da aids para salvar menina com leucemia



Uma menina americana foi salva após receber um tratamento inédito para uma criança e para o tipo de leucemia que ela sofria. Emma Whitehead, hoje com 7 anos, recebeu uma versão "desligada" do HIV que reprogramou seu sistema imunológico para combater a doença. As informações são do The New York Times.


Quando Emma tinha 6 anos, os médicos ficaram sem opções tradicionais para tratar a leucemia. Desesperados, os pais recorreram ao tratamento experimental no Hospital da Criança da Filadélfia, em abril. O tratamento não deu resultados no início - na verdade, quase matou a menina.


Contudo, sete meses depois, a criança se recuperou e o câncer entrou em completa remissão. Ela se tornou uma das primeiras pessoas em que os médicos conseguiram reprogramar o sistema imunológico para combater um tipo de câncer.


"Nosso objetivo é conseguir uma cura, mas não podemos dizer essa palavra", diz Carl June, líder da equipe que estudou o tratamento, da Universidade da Pensilvânia. O médico espera que a nova técnica substitua o transplante de medula, um procedimento mais perigoso e caro e que atualmente é a última esperança de casos como leucemia.


O Dr. June cita outros três casos que tiveram remissão completa - sendo que dois não mostram sinais da doença há dois anos. Outros quatro não tiveram remissão total; outro foi tratado muito recentemente para se tirar conclusões; uma criança melhorou e depois teve uma recaída; em dois adultos, o tratamento não funcionou.


Segundo o jornal, apesar dos resultados mistos, especialistas dizem que o estudo é uma grande promessa, porque nesta fase de teste os casos eram aqueles considerados sem esperança. "Eu acho que é um grande avanço", diz Ivan Borrello, professor da Universidade Johns Hopkins. Outro pesquisador, John Wagner, da Universidade de Minnesota, chama os resultados de "fenomenais" e diz que eles têm "o que nós temos trabalhado e esperado por, mas não temos visto com esta extensão". Agora, uma grande farmacêutica - a Novartis - investiu US$ 20 milhões no estudo para que os médicos o levem ao mercado.



Como funciona


A aids é uma doença que ataca o sistema imunológico - e o HIV é muito bom em inserir seu código genético nas células que deveriam nos defender. Foi por causa dessa característica que os cientistas usaram unidades "desligadas" (que não causam a doença) do vírus para inserir material genético nas células-T (do sistema imunológico). Os médicos retiram milhões destas do corpo da paciente e usam o HIV para "reprograma-las". As T são jogadas de novo no sangue, irão se reproduzir e atacar o câncer.


Curiosamente, um sinal de que o tratamento está funcionando é que o paciente irá se sentir terrivelmente doente, com febre alta e calafrios, além de perigosas quedas de pressão e até edema. Foi essa reação que quase levou Emma a óbito. O caso dela foi tão extremo que os parentes e amigos foram chamados para se despedir da pequena.


Contudo, os exames indicaram uma reviravolta no caso dela - eles apresentaram um alto nível de uma substância chamada de interleucina-6 (IL-6). Os médicos deram um remédio (usado em pacientes com artrite reumatoide) para baixar o nível da substância e Emma melhorou.



Próximos passos


Os cientistas afirmam que a pesquisa está ainda nos seus passos iniciais e muitas questões precisam ser respondidas. Os pesquisadores não têm certeza, por exemplo, porque o tratamento funciona em alguns casos, mas falha em outros.


Além disso, as T modificadas atacam outro tipo de células, o que deixa corpo vulnerável a certos tipos de infecções. Emma e outros pacientes precisarão de tratamentos regulares para evitar essas infecções.


Apesar disso, os pais afirmam que a menina já voltou à escola e passa bem. "Chegou a hora de ela voltar a ser uma criança, de ter sua infância de volta", diz o pai da criança.


Notícia publicada no Portal Terra, em 10 de dezembro de 2012.



Claudio Conti* comenta


Nos anos 80 do século passado, a humanidade viu surgir, como a “doença da época”, a AIDS. A sua origem foi creditada ao continente Africano, em macacos nos quais a enfermidade não eclodiria, mas que foi inoculada na espécie humana.


Nos anos que se seguiram, houve uma ampla divulgação nos meios de comunicação sobre as vias de contaminação da doença, de entre elas a relação sexual inadequada e o uso coletivo de seringas para aplicação de drogas injetáveis. Olhada desta forma, a AIDS ficava restrita ao “grupo de risco” formado pelos homossexuais, prostitutas e toxicômanos.


Todavia, a doença foi gradativamente tomando espaço e foram surgindo casos em pessoas que eram consideradas “fora” do grupo de risco, tais como aqueles que necessitaram de transfusões de sangue (hemofílicos, pacientes cirúrgicos, etc.). Porém, houve outras ocorrências resultado de encontros extraconjugais ou relações sexuais desregradas.


Apesar de todo conhecimento intelectual da espécie humana, ainda buscamos soluções mais cômodas, isto é, subterfúgios para adiar a tão necessitada reforma pessoal com o desenvolvimento da moral. Surgiram as “soluções” que não resolveram o problema em questão. Optaram-se pelo uso de preservativos, seringas descartáveis e drogas não injetáveis, ao invés de condutas comportamentais mais adequadas.


Joanna de Ângelis, no livro intitulado “Dias Gloriosos”, apresenta um interessante estudo acerca das aflições e situações experienciadas pela humanidade atual. No capítulo 6, “Enfermidades da Alma”, ela diz que “Mantendo-se por muito tempo em incubação no organismo, os vírus permanecem inativos até que o seu hospedeiro emita ondas vibratórias que lhe vitalizam a organização, favorecendo-lhes a multiplicação devastadora, quase sem limite.”


Todavia, Deus em sua infinita bondade, através da providência, estabelece que de todo o mal deva necessariamente surgir algo de bom, isto é, nada pode ser exclusivamente mau, caso contrário não poderíamos conceber a manifestação imanente de Deus em tudo. Isto fica claro em parte da resposta à questão 783 de “O Livro dos Espíritos”: “Aquele, porém, que eleva o pensamento acima da sua própria personalidade, admira os desígnios da Providência, que do mal faz sair o bem.”


Desta forma, ao utilizar a inteligência humana para fins nobres, o homem será capaz de muitas coisas, extraindo o bem do mal enquanto este perdurar na face da Terra. O exemplo desta notícia é um grande exemplo do potencial humano e da providência divina em ação.


* Claudio Conti é graduado em Química, mestre e doutor em Engenharia Nuclear e integra o quadro de profissionais do Instituto de Radioproteção e Dosimetria - CNEN. Na área espírita, participa como instrutor em cursos sobre as obras básicas, mediunidade e correlação entre ciência e Espiritismo, é conferencista em palestras e seminários, além de ser médium pscógrafo e psicifônico (principalmente). Detalhes no site www.ccconti.com.