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Ligação entre genética e doenças pode estar errada

25 de agosto de 2012



Ligação entre genética e doenças pode estar errada


Com informações da Clínica Mayo



Atividade dos genes


Pesquisadores estão defendendo a tese de que importantes doenças neurológicas são causadas principalmente por genes que são ativos demais ou não suficientemente ativos, e não por mutações genéticas nocivas.


Segundo eles, algumas centenas de genes, de quase 800 amostras de cérebros de pacientes com a doença de Alzheimer ou outros distúrbios passaram por alterações nos níveis de expressão de genes, que não resultaram de neurodegeneração.


Muitas dessas variantes eram provavelmente a causa a doença.


Se isto estiver correto, a descoberta muda o entendimento da ligação entre genética e as doenças.


"Agora entendemos que a doença provavelmente se desenvolve a partir de variantes de genes que exercem efeitos modestos na expressão dos genes e que também são encontradas em pessoas saudáveis.


"Mas, algumas variantes - elevando a expressão de alguns genes, reduzindo os níveis de outros - se combinam para produzir o tumulto perfeito que leva à disfunção", disse a principal pesquisadora do estudo, a neurologista Nilufer Ertekin-Taner, da Clínica Mayo, nos EUA.


"Se pudermos identificar os genes ligados à doença, que são ativos demais ou inativos demais, poderemos ser capazes de desenvolver novos alvos de medicamentos e terapias," prossegue ela. "Esse poderia ser o caso de doenças neurodegenerativas e também de doenças em geral", prossegue ela.



Genes do cérebro


Ertekin-Taner diz que nenhum outro laboratório realizou um estudo da expressão dos genes do cérebro em tal extensão como o realizado até agora, relatado em um artigo na revista científica Plos One.


"A novidade - e a utilidade - de nosso estudo é o grande número de amostras do cérebro que examinamos e a forma com que as analisamos. Os resultados demonstram a contribuição significativa dos fatores genéticos que alteram a expressão dos genes do cérebro e aumentam os riscos de doença", ela explica.


Essa forma de análise de dados mede os níveis de expressão dos genes, ao quantificar a quantidade de ácido ribonucleico (ARN) produzido no tecido, e faz a varredura do genoma de pacientes, para identificar variantes genéticas que se associam a esses níveis.


Os pesquisadores mediram o nível de 24.526 transcritos (RNA mensageiro) de 18.401 genes, usando tecido de autópsia cerebelar de 197 pacientes com doença de Alzheimer e de 177 pacientes com outras formas de neurodegeneração.


Os pesquisadores confirmaram então os resultados, examinando o córtex temporal de 202 pacientes com doença de Alzheimer e de 197 pacientes com outras patologias.


A diferença entre essas amostras é que, enquanto o córtex temporal é afetado pela doença de Alzheimer, o cerebelo é relativamente poupado.



Marcadores genéticos de doenças


Dessas análises, os pesquisadores identificaram mais de 2.000 marcadores de expressão alterada nos dois grupos de pacientes, que eram comuns entre o cerebelo e o córtex temporal.


Alguns desses marcadores também influenciaram riscos de doenças humanas, sugerindo que contribuem para o desenvolvimento de doenças neurodegenerativas e outras doenças, independentemente de sua localização no cérebro.


Eles identificaram expressões ainda não conhecidas para marcadores genéticos de riscos de doenças, que incluíram paralisia supranuclear progressiva, doença de Parkinson e doença de Paget, além de confirmar outras associações conhecidas para lúpus, colite ulcerativa e diabetes do tipo 1.


"A expressão alterada dos genes do cérebro pode ser ligada a uma diversidade de doenças que afetam todo o corpo", explica a neurologista.


"Esse é um método eficaz para o entendimento das doenças", ela diz. "É possível encontrar novos genes que contribuem para o risco de doenças, bem como novas vias genéticas. E também pode nos ajudar a entender a função de uma grande quantidade de genes e outros reguladores moleculares no genoma que está implicado em doenças muito importantes", afirma.


Notícia publicada no Diário da Saúde, em 22 de junho de 2012.



Claudio Conti* comenta


Com o  Projeto Genoma, que teve início na década de 90, acreditava-se que o mapeamento do código genético humano seria a explicação e resposta para todas as reações do organismo humano, incluindo características físicas e enfermidades. Todavia, não foi bem isso que aconteceu. Nos genes, ou melhor, no mapa genético não reside a totalidade do ser humano.


Assim, surge a epigenética, cujo significado é "controle sobre a genética”, e que trouxe o conceito de que os genes não são entidades fixas e imutáveis, mas que podemos ter algum tipo de controle sobre como os genes se comportarão, dando ao indivíduo certo controle sobre a sua existência.


A ativação ou desativação de determinados genes são realizados através de fatores ambientais de uma forma geral, incluindo nutrição, estresse e emoções.


O espírito Joanna de Ângelis, através da psicografia de Divaldo Franco, veio, há algum tempo, trazer informação sobre os efeitos nocivos do que ela denominou de "emoções perturbadoras" podendo causar até mesmo o câncer. Este estudo é apresentado no que ficou conhecido como "série psicológica", consistindo dos seguintes livros: O Homem Integral, Plenitude e Triunfo Pessoal.


Outro livro bastante conhecido sobre este assunto é “Biologia da Crença”, escrito pelo cientista Bruce H. Lipton. No final do capítulo 2 deste livro, o autor diz: "Vinte anos se passaram desde que o meu mentor me orientou a analisar o ambiente quando as células estudadas adoecem, mas somente agora compreendo exatamente o que ele quis dizer. O DNA não controla a biologia e o núcleo não é o cérebro das células. Assim como eu e você, elas são moldadas pelo ambiente em que vivem".


Vemos, portanto, que todo este conhecimento já foi trazido há muito tempo, mais de dois mil anos, em um linguajar mais simples, próprio para o conhecimento disponível. Jesus disse que devíamos amar ao próximo como a nós mesmos, desta forma estabelecia um código comportamental que conduz o indivíduo à saúde física e mental.


Com relação ao artigo em estudo, pessoas que tendem a manter o cérebro ativo durante a vida, através de leituras edificantes, estudos e esforço mental para o entendimento de questões complexas tendem a evitar doenças degenerativas do cérebro.


* Claudio Conti é graduado em Química, mestre e doutor em Engenharia Nuclear e integra o quadro de profissionais do Instituto de Radioproteção e Dosimetria - CNEN. Na área espírita, participa como instrutor em cursos sobre as obras básicas, mediunidade e correlação entre ciência e Espiritismo, é conferencista em palestras e seminários, além de ser médium pscógrafo e psicifônico (principalmente). Detalhes no site www.ccconti.com.