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Britânico recupera visão ao olhar retrato de esposa

Britânico com problema incurável recupera visão ao olhar retrato de esposa



Um aposentado britânico, diagnosticado com degeneração macular do tipo seca, uma doença incurável que leva à perda da visão, voltou a enxergar depois de segurar um retrato de sua mulher, já falecida.


George Hudspeth tinha sido registrado como pessoa cega há dez anos, quando foi feito o diagnóstico da doença. Há um ano ele perdeu totalmente a visão.


No entanto, os médicos do aposentado foram surpreendidos quando, repentinamente, ele voltou a enxergar. E tudo aconteceu depois de Hudspeth ter "conversado" com um retrato de sua esposa.


Hudspeth contou à BBC que ainda não sabe exatamente como aconteceu.


"Sempre me perguntam isso. Não sei como aconteceu, apenas aconteceu", disse.


"Eu estava sentado em frente à televisão, ouvindo a televisão. Então começaram as propagandas e eu comecei a conversar com a foto de minha mulher."


"Então, quando me virei, a televisão estava ligada. Isto me assustou e eu desliguei. Não sabia o que estava acontecendo", contou o aposentado.


Hudspeth saiu da sala e preparou uma xícara de chá. Quando voltou, ligou a televisão novamente.


"E estava lá (a imagem), de novo, nas notícias das cinco horas. Eu não parei de assistir, assisti (a televisão) a noite inteira. E tem sido ótimo desde então", afirmou.


O aposentado contou à BBC que agora consegue enxergar as netas.


"Eu tinha visto a mais velha antes, ela tem três anos de idade. Mas eu não tinha visto a mais nova, ela tem apenas cinco meses. E foi lindo vê-la. Ela tem um sorriso lindo."



Mistério


Helen Jackman, diretora-executiva da Sociedade de Degeneração Macular da Grã-Bretanha, acha maravilhoso que Hudspeth tenha voltado a enxergar mas não consegue imaginar qual seria a causa.


"Ele foi diagnosticado como degeneração macular do tipo seca. É uma doença que afeta a mácula e é a causa mais comum de perda de visão na Grã-Bretanha."


"O que acontece: a mácula é uma parte minúscula atrás da retina, do tamanho de um grão de arroz. E pode ficar danificada com o passar do tempo", explicou Jackman.


Ela afirma que o tipo de degeneração macular que afeta Hudspeth é incurável, o que "torna a história dele ainda mais incrível".


"Não sei como ele conseguiu (enxergar de novo). Os médicos dele estão lutando para explicar."


A Sociedade de Degeneração Macular geralmente dá aconselhamento para as pessoas que sofrem da doença.


"O que nós aconselhamos as pessoas a fazer é uma avaliação da visão, conseguir um bom aconselhamento sobre iluminação. Porque esta doença não deixa as pessoas completamente cegas, elas podem usar a visão periférica, então este caso é muito extraordinário."


Notícia publicada na BBC Brasil, em 23 de fevereiro de 2011.



Darlene Polimene Caires* comenta


Milagre? “Na acepção etimológica, a palavra milagre (de mirari, admirar) significa: admirável, coisa extraordinária, surpreendente”. (Allan Kardec, em A Gênese.)


Ora, mas qual o problema em maravilhar-se, deslumbrar-se diante de um fato tão fantástico como o descrito acima? Afinal, não é todo dia que alguém estando cego há um ano volta a enxergar, não é mesmo?


Entretanto, o problema do maravilhar-se é bem mais profundo e complicado do que se pensa. Continua Allan Kardec: “A Academia definiu-a deste modo: Um ato do poder divino contrário às leis da Natureza, conhecidas”. Podemos ver que houve um desvio na interpretação original do termo.


O Espiritismo não acredita em milagres. O milagre é uma lei a ser descoberta. “O Espiritismo, pois, vem, a seu turno, fazer o que cada ciência fez no seu advento: revelar novas leis e explicar, conseguintemente, os fenômenos compreendidos na alçada dessas leis... Longe de ampliar o domínio do sobrenatural, o Espiritismo o restringe até aos seus limites extremos e lhe arrebata o último refúgio. Se é certo que ele faz crer na possibilidade de alguns fatos, não menos certo é que, por outro lado, impede a crença em diversos outros, porque demonstra, no campo da espiritualidade, a exemplo da Ciência no da materialidade, o que é possível e o que não o é. Todavia, como não alimenta a pretensão de haver dito a última palavra seja sobre o que for, nem mesmo sobre o que é da sua competência, ele não se apresenta como absoluto regulador do possível e deixa de parte os conhecimentos reservados ao futuro”. (Allan Kardec, em O Livro dos Médiuns.)


É a crença em algo sobrenatural, divino, que faz os céticos suspenderem o juízo e a ciência oficial negar veementemente sua existência.


A ciência é comprovação, prática sistemática de qualquer evento. E por isso muitos fenômenos, fatos, teorias foram rechaçados por ela em nome do empirismo.


Todavia, eles continuam existindo e a ciência, por não conseguir ainda mensurar ou explicá-los, busca desesperadamente formas e experimentos que comprovem manipulação, fraude e até mesmo, atualmente, aceita que pode ser produção de nossa mente.


Portanto, a magia apropria-se desses fenômenos, já que eles são visíveis e palpáveis. Não é porque ainda não se pode mensurar um fenômeno que ele não exista!


Crenças à parte, o fato existe: alguém que era cego voltou a enxergar. Nenhum dos médicos nega que houve a cura. Mas o que propiciou essa cura?


O paciente crê que foi o fato dele ter conversado com a esposa morta através da foto. Que fenômeno é esse?


Se dermos uma passada pela mídia, qualquer que seja ela, veremos uma infinidade de curas ditas “milagrosas”.


Se a ciência oficial diz que não há milagres, como é que uma pessoa cura-se pelo simples fato de conversar com uma foto, com promessas, benzimentos e cirurgias espirituais?


Com o advento da década do cérebro, surgiu a neurociência, “que estuda o sistema nervoso, normal e patológico, especialmente a anatomia e a fisiologia do cérebro inter-relacionando-as com a teoria da informação, semiótica e linguística, e demais disciplinas que explicam o comportamento, o processo de aprendizagem e cognição humana bem como os mecanismos de regulação orgânica”. Sabemos que essa ciência ainda engatinha na apropriação total do que nosso cérebro é capaz de produzir, mas o que está se descobrindo não é mais que um “milagre” para o senso comum...


Descobriu-se através de experimentos que “neuropeptídios podem fornecer a chave para um entendimento da química da emoção do corpo... Quando documentarmos o papel primordial que as emoções, expressas através das moléculas de neuropeptídios, desempenham em afetar o corpo, se tornará claro que as emoções podem ser a chave ao entendimento da doença", diz a Dra. Candice Pert. (http://www.orion.med.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=967%3Aneuropeptideos&catid=43%3Asaudemedicina&Itemid=184&showall=1)


Corroborando com a ciência, Joanna de Ângelis, espírito, em seu livro Autodescobrimento – Uma busca interior, nos diz: “O corpo é veículo dúctil ao pensamento, sujeito aos sentimentos e vítima das emoções. De acordo com a qualidade deles passa a ter a organização condicionada... Desse modo, a organização molecular do corpo somático é maleável à psique, que a aciona e conduz”. E completa: “Retirar o entulho psíquico torna-se fundamental para uma existência saudável.”


Logo, doença e saúde nada mais são que a resposta do corpo aos desmandos de nossa mente/espírito. E futuramente a profilaxia e a cura de doenças pelo próprio “paciente” será mais um mistério desvendado pela ciência que era delegado ao sobrenatural.


* Darlene Polimene Caires é professora aposentada e participa das atividades do Centro Espírita Nosso Lar, em Londrina, no Paraná.