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Geneticistas tratam doenças oculares antes de elas se manifestarem

Geneticistas tratam doenças oculares antes de elas se manifestarem



A genética ocular está ajudando pacientes a identificar doenças precocemente. Avaliando casos em família e fazendo um estudo dos genes.


Achar a cura, antes mesmo que a doença apareça. Parece coisa do futuro, mas já existe e tem nome. Chama-se medicina genética. Uma técnica que tem ajudado, principalmente, na cura de problemas hereditários. Doenças que atingem os olhos como glaucoma e catarata podem ser tratadas desde cedo.


Uma série de doenças da visão tem causas genéticas. E podem ser tratadas desde cedo, o que pode aumentar as possibilidades de cura. Pesquisas feitas pelo Hospital das Clínicas de São Paulo estão ajudando a identificar parentes de pessoas com doenças oculares. Um trabalho que permite diagnosticar os problemas antes mesmo dos sintomas aparecerem.


Eles não escaparam à sina da família. Larissa e Leonardo nasceram com glaucoma congênito, uma doença que pode levar à cegueira. Já passaram por várias cirurgias e perderam parte da visão.


“Eu vejo as dificuldades que eu tenho, como na escola quando vou sair para algum lugar, usar transporte público, por exemplo”, comenta Larissa Dutra, de 16 anos.


“Eles começaram o tratamento bem cedo, nasceram e já começaram a fazer o tratamento”, conta a mãe de Larissa e Leonardo, Dirce Dutra.


Agora, os irmãos foram encaminhados para o ambulatório de genética ocular do Hospital das Clínicas, criado há três meses. Os pesquisadores cuidam de pessoas com doenças hereditárias nos olhos.


A genética ocular está ajudando pacientes a identificar doenças precocemente. Avaliando casos em família e fazendo um estudo dos genes, é possível diagnosticar alguns problemas antes mesmo de os sintomas.


“Identificando os possíveis novos genes pra doença ou os genes responsáveis pela família, novos testes genéticos podem ser realizados e no futuro, terapia para que essa doença seja tratada”, aponta a responsável pelo ambulatório Simone Finzi.


Na família de Leonardo e Larissa, o trabalho já identificou dois parentes com suspeita de glaucoma.


Existem cerca de quatro mil doenças hereditárias e os pesquisadores estimam que um terço delas afete os olhos. Metade das causas de cegueira infantil está relacionada a doenças genéticas oculares.


Os problemas mais comuns são: catarata congênita, glaucoma congênito, retinose pigmentar e alta miopia.


Laura nasceu com Anomalia de Peters, uma má formação de uma parte do olho, que pode estar associada a outros problemas, como glaucoma e catarata. Por isso, foi encaminhada para o ambulatório de genética ocular.


“Para mim era um caso novo. Eu achava que isso só a isolava e que era só ela. Mas não. Foi feito estudos que diz que pode vir os irmãos ou até mesmo filhos, eu acho que a gente pode se prevenir”, diz a mãe de Laura, Betânia Maria de Lima Silva.


Foi o diagnóstico precoce que ajudou Vagner Domingos Júnior, de 16 anos, a preservar parte da visão: “Foi muito importante. porque se não descobrisse estaria pior do que estaria agora”.


O ambulatório de genética ocular do Hospital das Clínicas atende pacientes do próprio hospital ou que foram encaminhados pelas unidades básicas de saúde. E quem tem familiares com problemas de visão deve sempre contar para o médico, para que ele possa avaliar corretamente qual é o tratamento mais indicado.


Notícia publicada na página do Bom Dia Brasil, em 3 de maio de 2010.



Bárbara Paracampos* comenta


Os seres vivos estão em constante evolução e o homem vem, aos poucos, desvendando os mistérios da criação. Essa evolução científica é natural e decorre do amadurecimento intelectual dos habitantes deste orbe. Na proporção em que o ser humano vai crescendo e se modificando, acaba alterando o ambiente ao seu redor, trazendo soluções para continuar existindo. Exemplo disso é a criação de técnicas para superar eventos da natureza (como as construções em locais em que terremotos são frequentes), ou a caçada pelo descobrimento de genes causadores de doenças, com o propósito de se encontrar curas.


É dessa forma que o homem vem conseguindo aumentar a sua média de vida, descobrindo a cura para diversas doenças, etc. E ainda tem muito a fazer, como, por exemplo, atingir o objetivo de isolar por completo os caracteres gênicos que fazem com que uma determinada doença se manifeste, para que não seja preciso sequer tratá-la.


Porém, não podemos esquecer que o sofrimento jamais é imposto por acaso. Independentemente da evolução científica, acaso não fosse necessário que Leonardo, Larissa e Laura vivenciassem as dificuldades de lidar com uma doença ocular genética e seus tratamentos, certamente tais genes jamais se manifestariam.


A lide diária com as consequências das doenças oculares é uma prova ou uma expiação pela qual as personagens narradas na reportagem em comento precisam passar. Nada ocorre por mero acaso. Não somos frutos de uma combinação aleatória de genes e proteínas. Pelo contrário. Em regra, antes de reencarnarmos, tivemos a oportunidade de programarmos exatamente nossos caminhos e características, de acordo com as nossas necessidades evolutivas.


Continuemos, portanto, colaborando com nosso crescimento científico, já que necessário para nossa própria existência. Contudo, jamais deixemos de lado a fé nos desígnios divinos, bem como a busca pelo amadurecimento moral. Todas as vicissitudes possuem uma causa e é apenas com a serenidade de quem confia nos planos de Deus que as venceremos, retornando ao plano espiritual com a tarefa cumprida.


* Bárbara Paracampos reside em Salvador, na Bahia, é espírita e colaboradora regular do Espiritismo.net.