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"Menina-gênio" de 2 anos possui QI de Hawking e Bill Gates

"Menina-gênio" de 2 anos possui QI de Hawking e Bill Gates



Uma menina de Surrey, um condado perto de Londres, na Inglaterra, surpreendeu especialistas pela capacidade intelectual demonstrada com apenas 2 anos de idade. Karina Oakley obteve em um teste de inteligência o coeficiente de 160, semelhante ao de gênios famosos como o britânico Stephen Hawking, físico renomado, e do americano Bill Gates, fundador da Microsoft.


De acordo com especialistas, um coeficiente de 150 obtido aos 9 anos é considerado próprio de um gênio. No caso de Oakley, a tendência é de que a capacidade se mantenha quando ela crescer. "Possui muito boa memória e parece que sempre está atenta a tudo que ocorre ao redor", afirma a mãe, Charlotte Fraser. "Ela pergunta sempre por tudo, tudo lhe interessa", completa.


Por essas razões, a mãe decidiu submetê-la a um teste de inteligência logo depois de ver um documentário de crianças-prodígio na televisão. A menina realizou um exame de 45 minutos em que foi incentivada a completar desafios de habilidade verbal, memória, habilidade com lápis, números e formas. Ao final do teste, o professor Joan Freeman descobriu que a menina tinha um domínio especial das palavras, além de ser dotada de uma "maravilhosa imaginação".


Segundo Freeman, Karina possui respostas imaginativas para algumas perguntas. Por exemplo, quando a menina foi questionada sobre o que usar para os olhos, ela respondeu: "Você os fecha quando vai dormir", ou então "Você coloca as lentes de contato".


Com informações do site do jornal britânico Daily Mail


Notícia publicada no Portal Terra, em 15 de junho de 2009.



Claudia Cardamone* comenta


A princípio, pensei em comentar aquilo que todos já leram diversas vezes e que foi provavelmente a primeira coisa que pensaram: prova contundente da reencarnação e criança colorida. Poderia citar a questão 218 e 218-a, de O Livro dos Espíritos, que trata das ideias inatas e de que o espírito jamais perde os conhecimentos adquiridos em cada existência.


Mas outra coisa me chamou a atenção e que não é tão incomum de se encontrar. Fiquei pensando o que motiva uma mãe a levar a filha de 2 anos para fazer um teste de inteligência. Na notícia, ela o fez após ver um documentário sobre crianças-prodígio. Mas com qual intenção? Qual o sentimento que a fez submeter a própria filha, que ainda é um bebê, a fazer um teste de 45 minutos?


E agora? A mãe sabe que sua filha tem o QI do Bill Gates. Em que esta informação será útil à educação e ao desenvolvimento desta criança? É isto o que nós chamamos de prova, podendo ou não ser uma expiação. Eu conheço pessoas que xerocam o boletim escolar de seus filhos para distribuir aos amigos, afirmando altivamente que seu filho ou sua filha é o melhor da classe.


É claro que devemos nos orgulhar de nossos filhos, parentes e amigos, porém não devemos cultivar este sentimento de forma exagerada em detrimento dos demais. Podemos nos orgulhar pelo desempenho dele, por ele ser uma boa pessoa, dedicada, estudiosa etc, mas por ser melhor que os outros é quase que uma auto-afirmação. O "meu" filho é o melhor da classe, o "meu" filho é um gênio.


Nós sabemos que a genialidade e a evolução intelectual podem ser facilmente encontradas entre os espíritos inferiores na escala evolutiva espiritual. Qual o uso que fará este espírito que recém-reencarnou? Usará para o bem ou para o mal? Para si ou para o outro?


Na questão 210, de O Livro dos Espíritos, Kardec pergunta: Os pais poderão, pelos seus pensamentos e as suas preces, atrair para o corpo do filho um bom Espírito, em lugar de um Espírito inferior? R:- Não. Mas podem melhorar o Espírito da criança a quem deram nascimento e que lhes foi confiada. Esse é o seu dever; filhos maus são uma prova para os pais.


Não estou afirmando que esta criança é má ou boa, somente sabemos que é inteligente, seu caráter verdadeiro surgirá após a adolescência e, de certa forma, colocará a prova se os pais souberam aproveitar o tempo da infância para não só melhorar a criança intelectualmente, mas também, e principalmente, moralmente.


* Claudia Cardamone nasceu em 31 de outubro de 1969, na cidade de São Paulo/SP. Formada em Psicologia, no ano de 1996, pelas FMU em São Paulo. Reside atualmente em Santa Catarina, onde trabalha como artesã. É espírita e trabalhadora da Associação Espírita Seareiros do Bem, em Palhoça/SC.