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No banheiro da escola, um tiro

No banheiro da escola, um tiro



O caso da estudante de 15 anos que se matou com o revólver do pai levanta o problema da falta de controle do acesso de jovens às armas


Elida Oliveira, de Curitiba. Com Andres Vera


Um tiro de revólver Taurus, calibre 38, calou para sempre a voz de Ana (nome fictício para preservar sua identidade). Em uma fração de segundo, sonhos, planos e projetos da garota de 15 anos ficaram para trás. A bala não a acertou por acidente nem foi disparada por um criminoso. Foi Ana quem puxou o gatilho.


Sua morte permaneceu à margem do noticiário. Nenhum retrato dela foi estampado nos jornais. Era uma adolescente bonita, cujos cabelos escuros contrastavam com a pele clara. Ana estudava no Colégio Bom Jesus, um dos melhores de Curitiba, no centro da cidade. Vivia com os pais – um delegado aposentado e uma enfermeira que prestava serviços comunitários – e com um irmão, de 21 anos, acadêmico de Direito da Universidade Federal do Paraná. Tinha tantos planos que ninguém percebeu o que estava tramando para aquela manhã da segunda-feira 23 de março.


Depois de tomar o café com os pais, Ana vestiu o uniforme – calça preta com listras verdes nas laterais –, calçou o tênis All Star vermelho, pegou a mochila e foi para a escola de carona com o pai. Ao se despedir, combinou com o pai que ele iria buscá-la na saída, às 18 horas. Poucos minutos depois, um estampido mudaria a rotina do Bom Jesus.


Ao entrar na escola, Ana não foi para a sala de aula de uma das 11 turmas do 2º ano do ensino médio, que ocupam o 2º e o 3º andares do prédio. Subiu mais alguns pavimentos em direção à FAE, a faculdade pertencente à mesma instituição. As aulas dos universitários começariam dali a 45 minutos. Às 7 horas da manhã, aqueles corredores estavam praticamente vazios. Não haveria ninguém que a impedisse de fazer o que planejava. Na mochila, carregada de livros e cadernos, Ana trazia um revólver de fácil manuseio, sem travas, registrado em nome do pai. Ninguém notou se o comportamento de Ana estava diferente, tampouco o objeto estranho entrando na escola. Se alguém sabia dos motivos que a levaram ao suicídio, manteve segredo.


A morte da garota nas circunstâncias em que ocorreu é um caso raro no Brasil. Cinco anos atrás, um em cada oito estudantes de ensino médio no país afirmava já ter visto um revólver na escola. Acredita-se que hoje esse índice seja ainda maior. Suicídios desse gênero, em escolas, são ocorrências raras em termos estatísticos. Mas um dos detalhes alarmantes nesse caso é a facilidade com que se entra em uma escola com uma arma carregada. Em outros países, massacres cometidos em escolas se tornaram um pesadelo para pais, alunos e professores. No Brasil, por ora, o caso mais conhecido ocorreu não numa escola, mas no cinema de um shopping de São Paulo, em 1999: um estudante descarregou uma submetralhadora contra a plateia, matando três pessoas e ferindo quatro.


O que teria motivado Ana a se matar na escola? Quem a conhecia diz que sua personalidade era forte. Ela aparentava uma segurança atípica para a idade. Argumentava bem, defendendo suas ideias em conversas com amigos. Gostava de ouvir música clássica, mas também adorava o rock do Radiohead e do U2. Era prática e decidida. Quando queria um livro ou uma roupa, pesquisava as opções na internet até encontrar o melhor preço. Os pais não lhe negavam nada. Ana gostava de pintura, que praticava desde os 8 anos. Poderia ser uma grande artista plástica, mas pensava em cursar história (outra paixão) e, depois, fazer pós-graduação em história da arte. Já havia tentado alguns esportes, como o judô, mas achava o confronto desnecessário e logo perdeu o interesse. Em algum momento, não se sabe por quê, o desinteresse teria avançado para outros aspectos de sua vida.


Não houve grito nem pedido de socorro. Em silêncio, ela entrou no banheiro e se trancou num dos cinco espaços reservados. Sentada sobre a latrina, disparou contra a boca. Ninguém sabe ao certo como ela chegou a esse ponto. Ana não deixou bilhete algum.


Em todo o mundo, a mesma sensação de vácuo é sentida por amigos e familiares de pelo menos 3 mil pessoas que se matam todos os dias, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) – outras 60 mil tentam e não conseguem. O suicídio continua sendo um tabu na sociedade, embora seja uma questão de saúde pública. Medidas de prevenção podem fazer com que potenciais suicidas mudem de ideia antes de consumar o ato. Locais altos, por exemplo, podem ser isolados por grades que evitem quedas voluntárias. Remédios e produtos químicos que possam causar intoxicação devem ser mantidos fora do alcance de pessoas diagnosticadas com propensão ao suicídio.


Em relação ao acesso às armas, a situação é mais delicada. Há quem passe a vida sem nunca ter visto um revólver de perto. E há quem conviva com pistolas desde a infância. Esse era o caso de Ana. Uma de suas professoras afirma que, quando o pai se aposentou, Ana chegou a comentar em sala que gostaria que ele se desfizesse das armas de fogo que mantinha em casa, porque já não haveria a necessidade da profissão. Mas, por algum motivo, as armas continuaram ali – guardadas em um local de difícil acesso, mas não inalcançáveis.


Nos minutos após o disparo de Ana, os ânimos ficaram pesados dentro da escola. Ao mesmo tempo que as equipes médicas constatavam a morte da adolescente, os alunos eram informados de que deveriam entrar em contato com suas famílias para voltar para casa. “Eles disseram que uma aluna havia morrido, mas não disseram onde nem quem era. Fomos descobrindo enquanto descíamos as escadas”, diz um aluno do 2º ano. Boatos logo se espalharam: que haveria um tiroteio na escola, que alguém teria se enforcado no banheiro, que a adolescente teria se matado após uma briga com o namorado, que ela poderia estar grávida. Nada disso era verdade. Ana, ao que se saiba, nem mesmo tinha namorado.


Para a família, a dúvida sobre o que levou Ana a cometer o suicídio permanece no ar. “Se for para falar do que aconteceu, deveríamos tratar de bullying, porque armas em escola existe uma em 1 milhão; já bullying acontece em todas as escolas”, disse o pai, referindo-se à violência física ou psicológica repetitiva no ambiente escolar. Uma professora comentou que, se o problema fosse assédio moral, Ana tiraria o caso de letra: “Ela seria a primeira a reverter a situação”, afirma.


Três meses antes da tragédia, porém, Ana procurou os pais e pediu para que eles a levassem a um psicólogo. Dizia sentir-se triste e desmotivada. O pai passou a pegá-la na aula de pintura e levá-la semanalmente a um psiquiatra. No inquérito policial sobre o suicídio apurou-se que ela tomava calmantes para dormir, artifício para controlar a ansiedade que sentia. O único sinal percebido por uma das amigas teria sido uma frase escrita no serviço de recados instantâneos Messenger, o MSN, uma semana antes da tragédia. Ana se intitulou “A menina feita de leite e sangue”. A imagem tanto pode se referir à formação de uma identidade que queria se desvincular da infância quanto ao sangue que ela estava prestes a derramar.


Embora próxima à mãe, Ana, como muitas adolescentes, se desentendia com o pai. As brigas eram constantes. Visto como protetor pelos conhecidos, ele pouco a deixava sair sozinha e fazia questão de levá-la ao shopping, à casa das amigas e à escola, e ir buscá-la. A atitude incomodava Ana e era motivo de constante reclamação.


Para uma especialista no assunto, a coordenadora do Núcleo de Análise do Comportamento da Universidade Federal do Paraná, Lidia Weber, a proximidade e a confiança entre pais e filhos é fundamental. “Não devemos ‘soltar’ os adolescentes de uma vez, porque eles vivem uma fase de alto risco, com a identidade ainda não formada, mas precisamos dar liberdade e proteger com base nas instruções e conversas”, afirma ela. A sugestão é fazer o que os pesquisadores chamam de “disclosure”, palavra em inglês que significa revelação voluntária de informações – deixar os filhos seguros para conversar com os pais sobre suas angústias e tristezas.


O ambiente escolar é o local ideal para o debate de temas sobre a adolescência e a prevenção da violência, já que muitos estudantes passam mais tempo na escola que em casa. Mas o Colégio Bom Jesus optou pelo silêncio. Funcionários disseram que estão proibidos de comentar o assunto. A direção do colégio não quis se pronunciar, alegando (compreensivelmente) que a morte da adolescente trouxe um grande desgaste para professores, alunos e equipe pedagógica. A direção teria apenas conversado com os estudantes da turma à qual Ana pertencia. Nas demais salas, os professores deveriam decidir, sozinhos, se comentavam ou não o caso.


De acordo com o estudante do 2º ano Filipe Narcolini Kroetz, de 16 anos, alguns professores abordaram os temas vida e moral ao tratar do assunto, relacionando-os às aulas de literatura e filosofia.


Para a mãe de uma aluna do 1º ano do ensino médio, que preferiu não se identificar, a escola poderia ter se aproximado mais dos pais e alunos neste momento para discutir os temas pertinentes ao caso. “Não fui instruída pela escola sobre como debater esse assunto em casa”, afirma. “Eles também não convocaram uma reunião de pais para explicar quais sintomas poderiam ter sido percebidos e como fazer para ajudar nossos filhos na transição da adolescência.”


O silêncio prejudica a compreensão e a prevenção de outros casos semelhantes. O Brasil pode ainda estar distante da realidade dos colégios e faculdades dos Estados Unidos, onde alunos armados já provocaram centenas de mortes. As tragédias na Columbine High School, em Littleton, no Colorado, há dez anos, que deixou 15 mortos, e em VirginiaTech, na cidade de Blacksburg, em abril de 2007, com 33 mortes, despertaram em pais, alunos, professores e até na polícia a urgência de adotar medidas preventivas para evitar futuros massacres. O FBI, a polícia federal dos EUA, bolou uma lista de recomendações para as escolas e para os pais de alunos. “A tragédia de Columbine nos ensinou que o atirador nunca tem um perfil específico, mas que mesmo assim fornece pistas que podem ajudar a polícia ou a escola a prevenir esse tipo de acidente”, diz o jornalista americano Dave Cullen, autor do livro Columbine, ainda sem tradução para o português. É um primeiro passo para lidar com uma situação que pode produzir catástrofes.


Matéria publicada na Revista Época, em 22 de maio de 2009.



Jorge Hessen* comenta


Em recente reportagem, divulgou-se que uma jovem, de 15 anos, suicidou-se com um tiro de revólver, dentro de uma escola, em Curitiba. Não houve grito nem pedido de socorro. Em silêncio, ela entrou no banheiro e se trancou em uma das cinco cabines reservadas. Sentada sobre o vaso sanitário, disparou contra a boca. Suicídios desse gênero (tiro especialmente), em escolas brasileiras, não são comuns. “Três meses antes da tragédia, a jovem procurou os pais e pediu para que eles a levassem a um psicólogo. Dizia sentir-se triste e desmotivada. O pai passou a pegá-la na aula de pintura e levá-la, semanalmente, a um psiquiatra. No inquérito policial sobre o suicídio, apurou-se que ela tomava benzodiazepínicos (soníferos) para dormir, e outros fármacos para controlar a ansiedade que sentia”.(1) Diante do dilema, indagamos: Como os pais podem proteger os filhos ante os desequilíbrios emocionais que assolam a juventude de hoje? Obviamente, precisam estar atentos. Interpretar qualquer tentativa ou anúncio de suicídio do jovem como sinal de alerta. O ideal é procurar ajuda especializada de um psicólogo e, para os pais espíritas, os recursos terapêuticos dos centros espíritas. Aproximar-se, mais amiudemente, do filho que apresenta sinais fortes de introspecção ou depressão. O isolamento e o desamparo podem terminar com aguda depressão e ódio da vida.


É evidente que sugerir serem os pais os únicos responsáveis pelo autocídio de um filho(a), é algo muito delicado e preocupante, pois, trata-se um ato pessoal de extremo desequilíbrio da personalidade, gerado por circunstâncias atuais ou por reminiscências de existências passadas. Se há culpa dos pais, atribui-se à negligência, à desatenção, a não perceber as mudanças no comportamento de um filho(a) e a tudo que acontece à sua volta. Sobre isso, estamos convictos de que a sociedade, como um todo, é, igualmente, culpada. Inobstante colocarem o fardo da culpa nos pais, em primeiro lugar, reflitamos: Quem pode controlar a pressão psicológica que uma montanha de apelos vazios faz na cabeça dos jovens, diariamente? O suicídio é um ato exclusivamente humano e está presente em todas as culturas. Suas matrizes causais são numerosas e complexas. Os determinantes do suicídio patológico estão nas perturbações mentais, depressões graves, melancolias, desequilíbrios emocionais, delírios crônicos, etc. Algumas pessoas nascem com certas desordens psiquiátricas, tal como a esquizofrenia e o alcoolismo, o que aumenta o risco de suicídio. Há os processos depressivos, onde existem perdas de energia vital no organismo, desvitalizando-o, e, consequentemente, interferindo em todo o mecanismo imunológico do ser.


Em termos percentuais, 70% das pessoas que cometem suicídio, certamente sofriam de um distúrbio bipolar (maníaco-depressivo); ou de um distúrbio do humor; ou de exaltação/euforia (mania), que desencadearam uma severa depressão súbita, nos últimos minutos que antecederam aos de suas mortes. O suicídio pode ocorrer tanto na fase depressiva quanto na fase da mania, sempre consequente do estado mental. O suicida é, antes de tudo, um deprimido, e a depressão é a doença da modernidade. O suicida não quer matar a si próprio, mas alguma coisa que carrega dentro de si e que, sinteticamente, pode ser nominado de sentimento de culpa e vontade de querer matar alguém com quem se identifica. Como as restrições morais o impedem, ele acaba se autodestruindo. Assim, o suicida mata uma outra pessoa que vive dentro dele e que o incomoda, profundamente. Outra coisa que deve ser analisada é a obsessão, que poderia ser definida como um constrangimento que um indivíduo, suicida em potencial ou não, sente, pela presença perturbadora de um obsessor.


A religião, a moral, todas as filosofias condenam o suicídio como contrário às leis da Natureza. Todas asseveram que ninguém tem o direito de abreviar, voluntariamente, a vida. Entretanto, por que não se tem esse direito? Por que não é livre o homem de pôr termo aos seus sofrimentos? Ao Espiritismo estava reservado demonstrar, pelo exemplo dos que sucumbiram, que o suicídio não é uma falta somente por constituir infração de uma lei moral - consideração, essa, de pouco peso para certos indivíduos - mas, também, um ato estúpido, pois que nada ganha quem o pratica. Antes, o contrário, é o que se dá com eles, na existência espiritual, após ato tão insano. Temos notícia, não somente, pelo que lemos nos livros da Doutrina Espírita e que nos advertem os Espíritos Superiores, mas pelos testemunhos que nos dão esses infelizes irmãos, narrando tristes fatos que eles mesmos nos põem sob as vistas, em sessões de orientação às entidades sofredoras. Sob o ponto de vista sociológico, o suicídio é um ato que se produz no marco de situações anômicas,(2) em que os indivíduos se veem forçados a tirar a própria vida para evitar conflitos ou tensões inter-humanas, para eles insuportáveis.


O pensador Émile Durkheim teoriza que a “causa do suicídio, quase sempre, é de raiz social, ou seja, o ser individual é abatido pelo ser social. Absorvido pelos valores [sem valor], como o consumismo, a busca do prazer imediato, a competitividade, a necessidade de não ser um perdedor, de ser o melhor, de não falhar, o jovem se afasta de si mesmo e de sua natureza. Sobrevive de ‘aparências’, para representar um ‘papel social’ como protagonista do meio. Nessa vivência neurotizante, ele deixa de desenvolver suas potencialidades, não se abre, nem expõe suas emoções e se esmaga na sua intimidade solitária.”(3)


O Espiritismo adverte que o suicida, além de sofrer no mundo espiritual as dolorosas consequências de seu gesto impensado, de revolta diante das leis da vida, ainda renascerá com todas as sequelas físicas daí resultantes, e terá que arrostar, novamente, a mesma situação provacional que a sua flácida fé e distanciamento de Deus não lhe permitiram o êxito existencial.


É verdade que após a desencarnação não há tribunal nem Juízes para condenar o espírito, ainda que seja o mais culpado. Fica ele, simplesmente, diante da própria consciência, nu perante si mesmo e todos os demais, pois nada pode ser escondido no mundo espiritual, tendo o indivíduo de enfrentar suas próprias criações mentais. "O pensamento delituoso é assim como um fruto apodrecido que colocamos na casa de nossa mente. A irritação, a crítica, o ciúme, a queixa exagerada, qualquer dessas manifestações, aparentemente sem importância, pode ser o início de lamentável perturbação, suscitando, por vezes, processos obsessivos nos quais a criatura cai na delinquência ou na agressão contra si mesma.”(4)


A rigor, não existe pessoa "fraca", a ponto de não suportar um problema, por julgá-lo superior às suas forças. O que de fato ocorre é que essa criatura não sabe como mobilizar a sua vontade própria e enfrentar os desafios. Joanna de Ângelis assevera que o "suicídio é o ato sumamente covarde de quem opta por fugir, despertando em realidade mais vigorosa, sem outra alternativa de escapar".(5) Na Terra, é preciso ter tranquilidade para viver, até porque, não há tormentos e problemas que durem uma eternidade. Recordemos que Jesus nos assegurou que "O Pai não dá fardos mais pesados que nossos ombros" e "aquele que perseverar até o fim, será salvo”.(6)



Fontes:


(1) Disponível em http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI73803-15228,00-NO+BANHEIRO+DA+ESCOLA+UM+TIRO.html>;


(2) O sociólogo acredita que, quando o indivíduo resolve tirar a própria vida, ele está em estado de anomia, que significa “falta de valores”. “Uma situação anômica é a ausência ou desintegração de normas. Quando ocorrem perturbações da ordem coletiva, o número de suicídios tende a se elevar”;


(3) Durkheim, Émile. Título: El suicidio. P.imprenta: Tlahuapan, Puebla. Premiá. 1987. 343 p. Edición; 2a ed. Descriptores: Suicidio. Sociología. Aspectos psicológicos;


(4) Mensagem extraída do livro "PACIÊNCIA", de Emmanuel; psicografado por Francisco Cândido Xavier;


(5) Franco, Divaldo, Momentos de Iluminação, Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis, RJ: ed. FEB;


(6) Mt 24:13.


* Jorge Hessen é natural do Rio de Janeiro, nascido em 18/08/1951. Servidor público federal lotado no INMETRO. Licenciado em Estudos Sociais e Bacharel em História. Escritor (dois livros publicados), Jornalista e Articulista com vários artigos publicados.