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Bebês de 4 meses já captam sinais de emoção, diz estudo

Bebês de 4 meses já captam sinais de emoção, diz estudo



Um estudo realizado por pesquisadores britânicos sugere que bebês de quatro meses já são capazes de reconhecer expressões de emoção em adultos.


A equipe, do Centro Cerebral e Desenvolvimento Cognitivo da Universidade de Birkbeck, em Londres, descobriu que bebês conseguem captar os sinais não-verbais utilizados pelo ser humano para se comunicar, como sorriso e sobrancelhas levantadas.


Os especialistas utilizaram métodos de imagens para verificar se as regiões cerebrais implicadas nas percepções dos adultos de comunicação facial também eram ativadas nas crianças.


Nas imagens, um adulto olha fixamente para os bebês e em seguida levanta a sobrancelha e sorri.


Ao medir o nível de oxigênio no cérebro das crianças, os cientistas observaram a ativação das regiões temporal e pré-frontal do córtex, as mesmas que reagem em adultos quando confrontados com sinais não-verbais.


A pesquisa foi publicada na revista especializada Proceedings of The Royal Society, Biological Sciences.



Autismo


Segundo os especialistas, os resultados sustentam a tese de que os bebês nascem com os cérebros já preparados para interagir com outros seres humanos.


O co-autor do estudo, Tobias Grossman, disse que o próximo passo será analisar a importância deste aspecto no desenvolvimento das habilidades humanas de interação social.


"O principal objetivo do estudo é entender os mecanismos cerebrais que sustentam o desenvolvimento das relações sociais", disse Grossman.


"Mas espero que assim que entendermos melhor esses primeiros passos possamos usar este conhecimento para investigar o que pode dar errado nos casos de desordens do desenvolvimento neurológico."


Ainda para os pesquisadores, as técnicas aplicadas no estudo podem ser utilizadas no futuro para diagnosticar os primeiros sinais de autismo.


"Não garantimos que isso possa diagnosticar a doença, mas pode ser uma maneira eficiente de lançar o alerta", disse Mark Johnsnon, um dos autores do trabalho.


Notícia publicada na BBC Brasil, em 27 de agosto de 2008.



José Antonio M. Pereira* comenta


A ciência na Terra, apesar de diversas iniciativas que já apontam para caminhos diferentes, ainda é fortemente materialista. Por isso, seu olhar sobre os fenômenos e as descobertas decorrentes de pesquisas cada vez mais avançadas, parte da premissa de que não existe nada além da matéria. Enquanto esta for a maneira de ver, as conclusões serão como o desta pesquisa, de que a origem de tal ou qual capacidade humana inata está nos genes, ou no próprio aprendizado, etc...


No entanto, estas mesmas pesquisas servirão de base para ratificação da tese espiritualista, quando for definitivamente demonstrado que o ser pré-existe e continua existindo após a vida.


A explicação para o fenômeno verificado talvez esteja no perispírito, o corpo semi-material que faz a ligação entre espírito e matéria, e sobre o qual sabemos muito pouco. Segundo ensinam os Espíritos, o perispírito é o responsável pela transmissão do pensamento da alma encarnada para o cérebro e, sendo um dos fatores importantes na própria constituição do corpo físico juntamente com a herança genética, dá ao sistema nervoso as potencialidades e os automatismos necessários para a vida de relação. E estas são o fruto das experiências acumuladas pelo ser espiritual ao longo de sua jornada milenar.


No entanto, a falta da perspectiva espiritual deixa a ciência sem explicação para muitas coisas. Por exemplo, a existência do instinto animal é tolerada, mesmo sem uma hipótese realmente plausível para a inteligência que demonstra. Como o salmão sobe contra a corrente do rio para procriar e depois morrer como todos seus antepassados, ou como aves migram sempre na mesma época para outro continente, como se obedecessem a cuidadoso plano bem elaborado? Da mesma forma, como se explica que o cérebro de um bebê de 4 meses pode reagir a um simples sinal das sobrancelhas, que ainda não teve tempo de associar à demonstração da emoção humana? É com alegria que recebemos a cada dia notícias de novos trabalhos científicos que poderão tornar nossa vida melhor, mas sem admitirmos a existência do princípio espiritual, a matéria continuará sendo contraditoriamente responsabilizada por uma capacidade que não possui.


* José Antonio M. Pereira trabalhou principalmente na área de evangelização espírita juvenil e atualmente é médium da Casa de Emmanuel e integrante da Caravana Fraterna Irmã Scheilla, no Rio de Janeiro. Também é colaborador da equipe do Serviço de Perguntas e Respostas do Espiritismo.net.