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Estudo reforça ancestralidade comum entre homem e macaco

Estudo reforça ancestralidade comum entre homem e macaco



Pesquisa constatou que humanos e chimpanzés ativam a mesma área cerebral quando se comunicam


Efe


MADRI - A região do cérebro encarregada da comunicação, tanto a falada quanto a de sinais, é a mesma nos humanos e nos chimpanzés, informou um estudo publicado nesta quinta-feira, 28, na revista digital Current Biology. A constatação reforça a teoria, comprovada geneticamente, de que ambos têm origem em um ancestral comum.


"O comportamento comunicativo do chimpanzé tem muitas características semelhantes à linguagem humana", afirma Jared Taglialatela, do Centro Nacional de Pesquisa de Primatas de Yerkes, em Atlanta, membro da equipe que realizou o estudo.


A pesquisa "sugere que as bases neurológicas da linguagem humana já estavam presentes no ancestral comum do homem e do chimpanzé", acrescentou o cientista.


A equipe de pesquisadores identificou a área de broca, parte da região cerebral conhecida como giro frontal inferior, no lado esquerdo, como um dos sistemas neuronais que são ativados quando o ser humano se prepara para dizer algo e quando fala ou gesticula.


"Antes não sabíamos se outros primatas, e principalmente nosso mais próximo parente vivo, o chimpanzé, possuía uma região cerebral comparável, relacionada à produção de seus próprios sinais de comunicação", disse Taglialatela.


Para o estudo, os pesquisadores submeteram três chimpanzés a uma tomografia computadorizada do cérebro enquanto estes gesticulavam e chamavam uma pessoa, pedindo que levasse comida. Os animais chimpanzés mostraram uma ativação da área de broca e outras regiões envolvidas na comunicação humana.


Os pesquisadores interpretam o resultado como a prova de que os chimpanzés têm um cérebro preparado para a linguagem, embora admitam que "é possível argumentar que, como os símios nasceram em cativeiro e produziram sinais que não são comuns quando estão em liberdade, a aprendizagem destes induziu a ativação cerebral que vemos."


Notícia publicada no estadao.com.br, em 28 de fevereiro de 2008.



Mário Coelho* comenta


O corpo dos primatas serviu de morada para os primeiros espíritos humanos, de vez que o princípio inteligente sofreu uma transformação fora da matéria e entra para o estado hominal, e encontrou no corpo dos primatas o elemento capaz de servir-lhe de elemento de exteriorização.


Diz-nos "O Livro dos Espíritos":


"607. Dissestes (190) que o estado da alma do homem, na sua origem, corresponde ao estado da infância na vida corporal, que sua inteligência apenas desabrocha e se ensaia para a vida. Onde passa o Espírito essa primeira fase do seu desenvolvimento?


“Numa série de existências que precedem o período a que chamais Humanidade.”


a) — Parece que, assim, se pode considerar a alma como tendo sido o princípio inteligente dos seres inferiores da criação, não?


“Já não dissemos que tudo em a Natureza se encadeia e tende para a unidade? Nesses seres, cuja totalidade estais longe de conhecer, é que o princípio inteligente se elabora, se individualiza pouco a pouco e se ensaia para a vida, conforme acabamos de dizer. É, de certo modo, um trabalho preparatório, como o da germinação, por efeito do qual o princípio inteligente sofre uma transformação e se torna Espírito. Entra então no período da humanização, começando a ter consciência do seu futuro, capacidade de distinguir o bem do mal e a responsabilidade dos seus atos. Assim, à fase da infância se segue a da adolescência, vindo depois a da juventude e da madureza. Nessa origem, coisa alguma há de humilhante para o homem. Sentir-se-ão humilhados os grandes gênios por terem sido fetos informes nas entranhas que os geraram? Se alguma coisa há que lhe seja humilhante, é a sua inferioridade perante Deus e sua impotência para lhe sondar a profundeza dos desígnios e para apreciar a sabedoria das leis que regem a harmonia do Universo. Reconhecei a grandeza de Deus nessa admirável harmonia, mediante a qual tudo é solidário na Natureza. Acreditar que Deus haja feito, seja o que for, sem um fim, e criado seres inteligentes sem futuro, fora blasfemar da sua bondade, que se estende por sobre todas as suas criaturas.”


b) — Esse período de humanização principia na Terra?


“A Terra não é o ponto de partida da primeira encarnação humana. O período da humanização começa, geralmente, em mundos ainda inferiores à Terra. Isto, entretanto, não constitui regra absoluta, pois pode suceder que um Espírito, desde o seu início humano, esteja apto a viver na Terra. Não é freqüente o caso; constitui antes uma exceção.”


Desse modo, vemos que o corpo do primata serviu de morada primeira para o espírito que entrou na fase de humanização, mas, como era diferenciado, modificou-lhe por mutação as suas características, caminhando por uma outra vertente na trilha da evolução. Essa modificação, que o espírito humanizado operou no corpo grosseiro do primata, é que é o verdadeiro elo perdido, tão procurado pelos cientistas.


* Mário Coelho é médico, pós-graduado em Cardiologia. É trabalhador do Centro Espírita Léon Denis, no Rio de Janeiro e colaborador regular do portal Espiritismo.net.