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Mãe de 40 anos tem 44 filhos biológicos e talvez seja a mulher mais fértil do mundo

AGORA, QUE O MARIDO A ABANDONOU, ELA CUIDA SOZINHA DE 38 CRIANÇAS

NATHALIA LOPES,
FILHA DE MÁRCIA E TONINHO

Mariam Nabatanzi está sendo considerada uma das mulheres mais férteis da Uganda, um país do continente africano, aos 40 anos ela já tinha dado à luz a 44 crianças. Hoje, ela cuida de 38 filhos sozinhas, Mariam foi abandonada pelo marido, com quem estava casada há mais de duas décadas.

Sim, ela se casou com 11 anos e aos doze já estava grávida de gêmeos. Mariam nunca teve uma gestação que não fosse de gêmeos, trigêmeos ou quadrigêmeos. Ao longo da vida ela trouxe ao mundo cinco pares de gêmeos, quatro pares de trigêmeos e cinco pares de quadrigêmeos, totalizando 44 crianças.

Infelizmente, 6 crianças não resistiram e morreram durante o trabalho de parto e por isso, hoje ela cuida “só” de 38 filhos. A última vez que ela deu à luz foi há dois anos atrás, aos 39 anos, mais um par de gêmeos. Foi depois do nascimento deles que o marido de Mariam a abandonou.

Ao jornal Daily Mail ela disse que: “Chorei muito após ele ter me abandonado, meu marido me fez sofrer demais.” E hoje ela diz que tudo que ela faz é em função dos filhos, ela está tendo que cuidar das crianças sozinha: “Todo meu tempo é gasto ou cuidando dos meus filhos ou trabalhando para conseguir ter dinheiro para cria-los.”

Mariam está trabalhando como cabeleireira, decoradora de eventos, fabricante de bebidas e tudo que aparecer. Ela contou ao jornal britânico que ela foi ao médico e ele explicou que os ovários dela são muito maiores do que o normal, mas também disse para ela que anticoncepcionais eram perigosos.

A família vive em casebres, as crianças se dividem em colchões finos em cima de camas de metais ou nos mesmos colchões finos, mas no chão. E todos precisam se dividir em tarefas domésticas. Para encerrar a entrevista, ela abre o coração: “Eu tive que assumir muitas responsabilidades desde muito cedo, eu acho que não tive uma alegria desde quando nasci. Quero que ao menos meus filhos sejam felizes.”

Matéria publicada na Revista Pais & Filhos, em 26 de abril de 2019.

Marcia Leal Jek* comenta

Se tornar mãe é o sonho de muitas mulheres, para outras a gravidez pode acontecer de uma maneira inesperada. O fato é que ser mãe muda a vida de uma mulher, desde a gestação, passando pelo nascimento, desenvolvimento e criação de um filho.

A Doutrina Espírita esclarece que se trata de um compromisso importante, porque ao gerar um filho assume-se um compromisso perante as Leis de Deus, oferecendo oportunidade para que um espírito por meio da reencarnação possa evoluir, cabendo aos pais o amparo necessário para sua caminhada de novos aprendizados.

De acordo com o Espiritismo, a gravidez de gêmeos proporciona a chance de espíritos simpáticos reencarnarem juntos por identidade de sentimentos, além de servir como oportunidade de reconciliação de seres rivais.

Frequentemente os gêmeos são espíritos que foram unidos em várias reencarnações. São amigos e possuem muita afinidade; entretanto, há exceções, nalguns casos em que os irmãos revelam a aversão mútua.

Os gêmeos podem ser espíritos afins ligados não só por seus laços de sangue, mas por uma extensa história de convivência espiritual como encarnados ou desencarnados, para uma convivência compulsória.

Ao jornal Daily Mail ela disse que: “Chorei muito após ele ter me abandonado, meu marido me fez sofrer demais.”

A reencarnação é a oportunidade que Deus nos dá para o nosso crescimento, tratando-se de processo educativo. Antes de cada uma delas, é feito, na esfera espiritual, junto aos espíritos protetores, um planejamento de acordo com nossa necessidade e a possibilidade de resgatar erros do passado. Nesse momento, é detalhado como deverá ser o novo corpo, a fim de poder desempenhar favoravelmente suas tarefas no plano terrestre.

Muitas vezes, é na família que estão reunidos os maiores desafetos do passado. É ela a nossa oficina de valores importantes para a escala espiritual como paciência, tolerância, renúncia, perdão, enfim, o amor incondicional que Jesus veio nos ensinar e que, ainda, não está devidamente desenvolvido em nosso espírito.

Vivemos em um planeta de provas e expiações. Ninguém que habita aqui está fora da faixa vibratória diferente desse orbe. Todos nós temos resgates a fazer e provas a enfrentar. E por mais estranho que pareça é uma bênção nós estarmos passando por essas provas e expiações, pois é através dessas provas que evoluímos e nos desenvolvemos espiritualmente. Existe uma frase que cabe bem no contexto: “A dor é inevitável, o sofrimento é opcional!”

Todos sofremos, uns mais, outros menos, mas todos nós temos um aprendizado a realizar, uns escolhem o caminho do amor, outros, a grande maioria, escolhe a dor, pela teimosia, pela imprudência.

Finalizando esse comentário vemos o que Mariam diz:

“Eu tive que assumir muitas responsabilidades desde muito cedo, eu acho que não tive uma alegria desde quando nasci. Quero que ao menos meus filhos sejam felizes.”

Quem trabalha pelo semelhante, exercitando a suprema realização de doar-se, não tem espaço interior para a solidão.

"Dias de tristeza... Dias de felicidade... São lições necessárias que, na Terra, passam, deixando no espírito imortal as experiências acumuladas. Se hoje, para nós, é um desses dias repletos de amargura, paremos um instante. Elevemos o pensamento ao Alto e busquemos a voz suave da Mãe amorosa a nos dizer carinhosamente: isso também passará..." É o que nos ensina o benfeitor espiritual Emmanuel, através da psicografia de Chico Xavier.

* Marcia Leal Jek é espírita e colaboradora do Espiritismo.net.