Espiritismo .NET

The Discovery: filme da Netflix falará sobre vida após a morte

Postado Por Dori Prata

Você pode até não estar gostando muito do resultado, mas não há como deixar de reconhecer o esforço da Netflix para aumentar o número de produções exclusivas presentes no seu catálogo. E como o show não pode parar, o serviço divulgou o primeiro trailer de sua próxima obra, o filme de ficção científica The Discovery.

Tratando de um assunto um tanto polêmico, o longa falará sobre como o mundo poderia mudar após a ciência confirmar que existe vida após a morte. O interessante é que ao invés dessa descoberta trazer conforto para as pessoas, ela acaba desencadeando uma onda de suicídios pelo planeta, com muita gente querendo ver logo como é o outro lado.

Dirigido e roteirizado por Charlie McDowell (Complicações do Amor, Dear White People), o filme será estrelado por Robert Redford (O Encantador de Cavalos, Proposta Indecente), Rooney Mara (Millennium: Os Homens que Não Amavam as Mulheres, A Rede Social) e Jason Segel (Sex Tape: Perdido na Nuvem, Mentiras & Trapaças).

Ao saber da existência do The Discovery — quando não conhecia detalhes sobre o enredo e até pelas pessoas envolvidas na produção — confesso ter achado que ele não passaria de um filme bobinho de romance, mas após assistir o ótimo trailer que a Netflix divulgou, minha impressão sobre ele mudou radicalmente. Pelo menos por enquanto estou adorando a atmosfera bem pesada e o tema que abre espaço para um enredo repleto de carga dramática.

Eu até concordo que no geral os filmes produzidos pela Netflix ainda não estão no nível do que temos visto em algumas séries do serviço, mas existem coisas muito boas feitas por eles, como o Beasts of No Nation e por isso tenho uma grande expectativa em relação a esse The Discovery. O bom é que o seu lançamento acontecerá já no dia 31 de março, então não teremos que esperar muito para confirmar (ou não) sua qualidade.

Notícia publicada no Portal Meio Bit, em 19 de janeiro de 2017.

Sergio Rodrigues* comenta

Dois pontos merecem destaque na matéria comentada. A matéria apresenta a mais recente produção cinematográfica de um prestador de serviço que oferece um dos maiores catálogos de vídeos do mundo, abordando os mais variados assuntos. Trata-se de filme que traz à tona a questão da existência ou não de vida após a morte, tema ainda polêmico e que desperta atenção de todos, gerando dúvidas e incertezas.

O primeiro ponto que chama atenção é a qualificação que se atribui ao filme como sendo de “ficção científica”. Já por aí se observa o equívoco com que o assunto é tratado. Uma circunstância absolutamente natural, que acomete a todos e da qual a ninguém é dado se esquivar, real, é tratada como “ficção”. Essa abordagem denota, desde logo, o desconhecimento do assunto, ainda mantido por alguns no campo do misterioso. Os testemunhos dessa realidade acontecem todos os dias; seres sobreviventes se manifestam nos centros espíritas; o ensinamento ministrado por todos os segmentos religiosos, mesmo os mais tradicionais, embora divirjam quanto ao que acontecerá depois da morte, falam, de modo expresso ou não, na continuidade da vida, seja no céu, no inferno ou outra destinação que se dê ao ser sobrevivente; os livros sagrados de todas são ricos em exemplos de manifestação dos chamados “mortos”. Não é mais admissível, nos dias de hoje, tratar-se do tema como uma ficção, exceto por alguns poucos que ainda sustentam o materialismo.

O Espiritismo, como nenhuma outra corrente religiosa ou filosófica, demonstra que a continuação da vida após a morte não é uma questão de fé. É uma realidade que somente foi aceita por Kardec porque, além de não contrariar a razão, foi constatada através de pesquisas e experiências por ele realizadas, através das quais se trouxeram o testemunho dos próprios seres do outro mundo, que se mostraram tão vivos quanto antes. E não somente nos centros espíritas se pode constatar essa realidade. Nos consultórios dos profissionais da área de saúde mental, como psiquiatras e psicólogos, mesmo não espíritas, através de terapia pela regressão de memória, pacientes atestam que viveram antes. Regridem a épocas distantes, em que vivenciaram outras personalidades, contando em detalhes aquelas existências.

Portanto, a questão é científica, sim, e pela ciência deve ser abordada, porém, nunca fictícia, como rotula a matéria comentada.

Outro ponto que entendemos equivocado da notícia é o que afirma que “ao invés dessa descoberta trazer conforto para as pessoas, ela acaba desencadeando uma onda de suicídios pelo planeta, com muita gente querendo ver logo como é o outro lado”. Não conhecemos as razões que levaram o autor da matéria a chegar a essa conclusão. Ao contrário do que diz, todos os seres vivos são dotados do instinto de conservação, qualquer que seja o grau de desenvolvimento de sua inteligência, funcionando esse instinto racionalmente ou movido pelo automatismo. Exceto algumas seitas integradas por seguidores fanatizados, essa hipótese deve ser considerada raríssima, pois a tendência é se temer a morte e tudo fazer para adiá-la e não buscá-la apenas por curiosidade. O conhecimento da continuidade da vida e o progresso incessante que nos levará à felicidade definitiva somente motiva o homem a viver e nunca ao suicídio.

*Sergio Rodrigues é espírita e colaborador do Espiritismo.Net.