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O ciúme

O Ciúme
Victor Manuel Pereira de Passos



O ciúme é uma emoção humana e pode ser normal ou tornar-se patológico.


Todos, sem exceção, já o sentimos ou o trazemos no íntimo, em hibernação. Assimilado aos problemas de relacionamento para com os outros e consigo mesmo.


O ciúme tem relação com o sentido de ameaça à estabilidade ou da envolvência do relacionamento de valorização íntima.


Existem várias definições de ciúme. As mais importantes e comuns são:


1- Ser reagente a ameaça;


2- A rivalidade ou imaginação;


3- Reação de uma perda amada.


Na psiquiatria, o ciúme aparece em vários quadros, desde os transtornos de personalidade à tendência fóbica da perseguição.


Nestas situações, o ciúme é considerado infundado, absurdo e fora de contexto, ou seja, no ciúme comum há consciência do mesmo e no patológico temo-lo inconscientemente.


No ciúme patológico, que pode gerar obsessões complicadas, o ser retém emoções de ansiedade, raiva, vergonha, insegurança, humilhação, culpa e desejo de vingança.


Um ser com ciúme obsessivo, ou seja patológico, é como um ejetor de indução, tanto está bem como pode despoletar de emoções depreciativas constantes, demonstrando sua sensibilidade e vulnerabilidade.


Por isso, este despoletar obsessivo será sempre uma chama acesa constante de sofrimento para quem o tem, geralmente, auto-presente, ou seja, é inerente ao seu amor próprio, como que um auto-flagelar constante na sua mente, focalizando carência íntima, do abandono dos outros, de sentir-se acanhoado pela perseguição de si mesmo e projetando nos outros toda a sua força destruidora.


Ao nível dos valores espirituais e morais, podemos dizer que o ciúme é um verme roedor, pois mina constantemente o íntimo e pode tornar-se num atraso moral, que necessita do aprendizado, do conhece-te a ti mesmo e do reforço do amor próprio.


A receita para esta fragilidade é o incentivo ao amor próprio e o respeito pelos valores dos outros.


De reforço constante da confiança, fazendo-lhes ver que se não confiam como querem que confiem neles! A oração, acompanhamento médico, a fluidoterapia e evangelização serão remédios importantes a administrar.


Atenção! Não apontar nunca estes irmãos, pois o sentimento de culpa apenas salientaria mais a sua carência... Amor e... mais amor é melhor receita.