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Falta mãe em casa!

Falta mãe em casa!
Nara Coelho


 


Falta mãe em casa, claro que falta!


Olhe em torno, caro leitor: sobram mães nos escritórios, nos fóruns, nas escolas. São mães presidentes, juizas, engenheiras, operárias, superintendentes, médicas, enfermeiras, doutoras em todas as profissões, motoristas, bibliotecárias, lojistas, artistas, secretárias, cineastas, jornalistas... Ah! Faço uma lista delas... Como trabalham bem! São dedicadas, disciplinadas, estudiosas, responsáveis. Superam os homens! E o mais incrível: ganham menos para fazer o mesmo trabalho que eles! É ou não é um grande achado para o mercado de trabalho?! Enquanto isto, os homens ficam desempregados...


É verdade, falta mãe em casa... Daquela que sabe sua importância. Que não se incomoda em abrir mão de sua independência, do seu tempo para cuidar dos filhos; que seja sempre instruída e atualizada, presente e discreta, assim como aquela brisa suave, tão útil e tão querida. Que erga seu filho do chão, de dores e misérias de todos os matizes. Tanto faz quantos anos tenha ele ou tenha ela. Mãe que o estreite nos braços e que o alerte para as próprias responsabilidades; que lhe trace os limites indispensáveis para uma vida reta e digna. E que caminhe com ele esta vida. Mãe que não faça do filho um troféu para mostrar aos outros e que não se limite a lustrar este troféu nas pequenas réstias de tempo que lhe sobram da realização pessoal, a que ela denomina de “tempo com qualidade...” Mãe que saiba que o alimento da alma é tão necessário quanto o do corpo. Por isto, não abandona seu filho na frente da TV, do computador ou da janela que dá para as drogas, para o crime ou para a ociosidade. Aquela mãe que vela o sono, os interesses, os sentimentos, as tendências do filho e os impulsiona para o bem e para o belo. Eis que ela o sabe espírito em evolução, que lhe foi confiado por Deus para empreender novo avanço na jornada terrena. E lhe apresenta Jesus, com sua exemplificação das leis divinas; que lhe muda a concepção de vida e de mundo, informando-o de sua responsabilidade na construção do próprio futuro.


É quando, então, ele se preocupa com seu afastamento das leis de amor, aquela que diz que ao próximo se deve fazer o que se quer para si, porque tudo volta para seu agente: o mal ou o bem. Assim, o bem passaria a ser o legado de todos os homens. A princípio por inteligência, logo após, por puro amor... E mais ninguém se arvoraria a ficar com o dinheiro público. Nem em malas, nem sob a aura das mais diversas faces da corrupção. Não haveria filho que não soubesse o crime que se esgota no desrespeito à natureza, ao próprio corpo físico ou a o do seu próximo. Haveria sempre o olhar da mãe, entre doce e enérgico, a recordar-lhe as lições da responsabilidade moral. A desobediência seria minoria entre esta espantosa maioria de filhos que, hoje, envergonham o Brasil e se comprometem ante a lei de causa e efeito.


Ah! Como falta a mãe em casa para afastar os traficantes de drogas, de mentiras e de ilusões que lhes roubam os filhos, as economias e a saúde. Sua presença segura e plena de amor precisa estar ali, como sentinela insubstituível, a proteger seu filho, preenchendo-lhe o vazio da alma, tornando-o pleno dos valores superiores que, por si só, são capazes de torna-lo forte e apto à construção da paz e da felicidade.


Mulheres, mães, biológicas ou não, são absolutamente indispensáveis para a formação de um mundo melhor. São porta-vozes da espiritualidade, que encontra em sua ternura e sensibilidade o terreno fértil para a concretização da maravilhosa fraternidade que existe entre o Céu e a Terra. Devem, entretanto, secundar-se da responsabilidade espiritual que lhes forje o caráter. Ouvir o próprio coração, sair de sua busca obsessiva pelas conquistas materiais para arrojar-se na superioridade espiritual, conquistando a cultura da alma, reduzindo ao seu legítimo valor à empreitada masculina que tomaram de roldão nestas últimas décadas, para reassumir o grande papel de sua presença na Terra: ajudar a iluminar as almas que lhe foram confiadas por Deus, como filhos, tornando possível a ansiada regeneração da Humanidade.