Espiritismo .NET

Universitário de apenas 9 anos quer fazer astrofísica para ‘provar que Deus existe’


26 de novembro de 2016


Universitário de apenas 9 anos quer fazer astrofísica para 'provar que Deus existe'


William Mailis é o que podemos chamar de prodígio. Com apenas 9 anos foi admitido na Comunnity College, uma universidade do condado de Allegheny, na Pensilvânia, Estados Unidos.

Para você ter uma ideia, com apenas 7 meses de idade, William já formava frases completas. Aos 2, já sabia ler, escrever e multiplicar. Com 4 anos, já lia grego e, aos 5, dominava geometria. Tá bom ou quer mais?

Um dos professores do garoto, Aaron Hoffman, disse que, além da pouca idade, William também se destaca por ser o único aluno que não anota nada em sala de aula. Ele absorve o conteúdo apenas ouvindo e lendo. Impressionante, não?

O sonho do jovem gênio agora é tornar-se um astrofísico. Seu objetivo é provar cientificamente a existência de Deus.

Agora um recado para você de humanas (assim como eu) que passou dos 20 e ainda não consegue fazer uma multiplicação direito: Um moleque de 2 anos conseguia fazer isso e você não.

Com informações da People.

Notícia publicada no Blog O Viral, em 3 de outubro de 2016.


Claudio Conti* comenta

São exemplos como este menino apresentado no artigo em análise que demonstram a ampla potencialidade do espírito. Caso a vida fosse decorrente de processos materiais apenas, como muitos apregoam, todos, sem exceção, deveriam passar por estágios muito similares em decorrência das leis bem definidas que regem os processos materiais.

Assim, fica patente que a vida, como a conhecemos, é composta de fatores outros que apenas os materiais. Portanto, sob a ótica espírita, ficaria demonstrado a existência do espírito como parte integrante de todo ser vivo.

A questão da existência de Deus incita muitos a vários questionamentos, apesar de tantos outros não se ocuparem com este tema e os correlatos, tais como aqueles relacionados com vida e morte.

Enquanto os materialistas de “carteirinha” sonham em demonstrar que Deus não existe, os “crentes”, por sua vez, sonham em comprovar a Sua existência. Em se tratando de demonstrar a existência ou não existência de Deus, será essencial analisar a Sua manifestação ou falta dela.

A palavra “teofania” significa a manifestação de Deus em algum lugar, acontecimento ou pessoa. Joanna de Ângelis, no livro Lampadário Espírita, apresenta um texto intitulado Teofania, no qual fala sobre a busca de Deus e onde encontrar o que se procura: "Em a natureza encontramos a obra de Deus e a imanência d'Ele manifestada em todas as coisas. - Imanência e transcendência do Criador próximo e remoto."

O universo conhecido e tudo o mais de material que nele se encontra é transcendente na medida em que é resultado de algo muito mais elevado do que se tem conhecimento ou que seja possível de ser feito pelo conhecimento atual, portanto, de origem superior. Contudo, é imanente por ser Deus a causa primária de todas as coisas, porém de ação indireta, a co-criação é decorrente da intervenção de outros seres que, por assim dizer, são a manifestação direta d’Ele.

No prefácio do livro Psicologia e Religião, consta que Jung, em uma entrevista à televisão inglesa, foi questionado sobre sua crença em Deus. Diante desta pergunta ele respondeu: “Eu não acredito, eu sei”. O texto segue relatando um outro caso similar ocorrido com um entomologista, que seria a pessoa dedicada ao estudo dos insetos, que demonstrou sua relação com um Ser Supremo pelas seguintes palavras: “Não acredito em Deus: eu o vejo.”

Analisando as duas afirmações apresentadas, pode-se chegar à conclusão, como também consta no texto, de que ambos apresentam a similaridade de dedicarem suas vidas ao estudo científico e, através de suas investigações, chegaram à mesma conclusão com relação à existência de um Deus. Ponto muito interessante é que um deles estudava o psiquismo humano enquanto que o outro se detinha ao instinto dos insetos que, em ambos os casos, se expressam através do comportamento.

Quais seriam as similaridades entre o comportamento de espécies tão distantes, evolutivamente falando, capaz de conduzir à mesma conclusão?

Responder a esta questão não é muito simples. Qualquer explicação lógica não corresponderia aos anseios daquele que a recebe, pois a existência de Deus não pode ser verbalizada, é preciso se vivenciada.

Citando as palavras do filósofo Santo Agostinho, no livro Confissões, tem-se: "Eu te procurava lá fora - e eis que tu estavas dentro de mim!” Portanto, é no espírito, isto é, dentro de cada um, que se deve procurar e observar a teofania.

* Claudio Conti é graduado em Química, mestre e doutor em Engenharia Nuclear e integra o quadro de profissionais do Instituto de Radioproteção e Dosimetria - CNEN. Na área espírita, participa como instrutor em cursos sobre as obras básicas, mediunidade e correlação entre ciência e Espiritismo, é conferencista em palestras e seminários, além de ser médium pscógrafo e psicifônico (principalmente). Detalhes no site www.ccconti.com.