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Ele recolhia bebês abortados e os sepultava apropriadamente

10 de agosto de 2016



Ele recolhia bebês abortados e os sepultava apropriadamente, mas depois descobriram sua verdadeira intenção



Tong Phuoc Phuc é um vietnamita que há mais de 15 anos tomou para si o trabalho de sepultar apropriadamente todos os bebês que são abortados em uma clínica de sua cidade. Tudo começou em 2001, quando sua própria mulher ficou grávida. Juntos foram ao hospital e, durante todos os dias que estiveram esperando que o bebê nascesse, ele se deu conta que muitas outras mulheres grávidas entravam em um quarto e saíam sem seus bebês. - "Mas o que está acontecendo aqui?", se perguntou.


Depois de um tempo ele finalmente descobriu o que ocorria e ficou com o coração tão dilacerado que não conseguiu evitar o choro. A ideia de que crianças eram abortadas sem a mínima oportunidade de vir a este mundo lhe doía muito e, então, decidiu perguntar se talvez pudesse levar os corpos dos bebês mortos para, ao menos, lhes dar um enterro apropriado.


O ex-trabalhador da construção civil pegou suas economias de anos e comprou um terreno no topo de uma colina chamada Hon Thom, na cidade de Nha Trang, no sudeste do Vietnã, e começou a sepultá-los, um por um, como correspondia.


No princípio, sua mulher achou que ele havia enlouquecido, mas Tong não renunciou a sua tarefa auto-imposta e desde então este homem sepultou mais de 10.000 bebês.


No entanto, o que ninguém sabia até então, era sua verdadeira intenção: gerar consciência para salvar a vida dessas crianças. Dizem que seu cemitério não é só um lugar de tristeza, senão que um jardim feito para tocar o coração das mulheres que estão duvidando de suas gravidezes.


Assim, as mães que não tinham os meios para dar a luz, foram se aproximando de Tong em busca de ajuda. O homem passou de ser um cavador de sepulturas infantis, a um salvador de vidas.


O que ele fez? Começou a adotar as crianças com a ideia de que, quando as mães possam (arrumem um trabalho, aceitação da família, etc.), venham buscá-los para então criá-los com dignidade. E, se não retornarem, ele mesmo cria e educa. Hoje em dia, Tong alberga mais de 100 crianças em seu lar.


Como não é possível lembrar o nome de todos, ele inventou uma forma fácil de chamá-los. Os meninos são chamados de Honra, e as meninas, Coração. No entanto, este pai não trata as crianças como se fossem a de um lar adotivo, ele os vê realmente como seus próprios filhos.


Criar e cuidar de crianças é obviamente uma enorme tarefa, mas Tong ama seu papel de pai.


- "Continuarei este trabalho até o dia que morra, e espero que meus filhos sigam fazendo o mesmo uma vez que eu já não esteja neste mundo", assinalou este incrível e bondoso ser humano.


Fonte: Hefty.


Notícia publicada no Metamorfose Digital, em 8 de julho de 2016.



Jorge Hessen* comenta


Analisemos com tranquilidade a questão do aborto, recordando aqui uma mensagem adjudicada à Madre Tereza de Calcutá, proferida na Conferência da ONU. Proferiu a líder religiosa que “o maior destruidor da paz no mundo, hoje, é o aborto. Ninguém tem o direito de tirar a vida; nem a mãe, nem o pai, nem a conferência, ou o Governo."


Comboiando na contramão da via sublime do alerta da freira de Calcutá, encontramos as cantoras mexicana Natalia Lafourcade e a australiana Sia, que jazem entre as artistas que se apresentarão em uma série de shows nos Estados Unidos para apoiar o direito ao aborto. A coalizão de organizações pelos direitos da mulher All Access anunciou que os shows e outros 30 eventos menores em todo o país serão realizados com a intenção de mobilizar os defensores do direito ao aborto. A atriz Leslie Jones, protagonista da nova versão do filme "Caça-Fantasmas", também se apresentará com o mesmo objetivo em um show na cidade de Cleveland, em Ohio.(1)


Nas anomalias da racionalidade de alguns, deparamos com uma entrevista ao tabloide britânico Daily Mail da irlandesa Jeanne Measom, de 51 anos, que revelou estar arrependida por não ter abortado seus filhos gêmeos (os caçulas da família). Ela contou que, antes dos meninos nascerem, ela considerava que sua família estava completa - já que ela tinha quatro filhos e era casada com seu marido, Guy. Por isso, ficou chocada quando fez um teste de gravidez e o resultado deu positivo. Depois que deu à luz as crianças, começou a se arrepender, afirmando ter feito a escolha errada em não interromper a gravidez.(2)


Dentre outros desvairos da razão, analisamos as asneiras da atriz brasileira Sônia Braga, de 66 anos, afirmando que não se arrepende de nunca ter tido filhos. E que jamais cogitou a ideia de ser mãe, assumindo inclusive ter feito alguns abortos ao longo da vida. A atriz tem levantado a bandeira da legalização do direito da mulher de interromper gestações não desejadas. Sônia tem regurgitado sua “pérola abortista” num pensamento que contrasta inteiramente com o alerta de Tereza de Calcutá: “Crime é o aborto não ser legal no Brasil. Não pode ter restrição”.(3)


Somente num e exclusivo caso a Doutrina Espírita admite o aborto: quando a gestação coloca em risco a vida da gestante; como expuseram os Espíritos a Allan Kardec, em O Livro dos Espíritos, questão 359, que é preferível sacrificar o ser que não existe a sacrificar o que existe.(4) O Espiritismo não aprova a legalização do aborto, nem com ela compactua, porque legalizá-lo é justificar o crime e a irresponsabilidade.


O "aborto seguro" com que acenam, dizendo-se defensores da vida da mulher, mesmo se verdadeiro, não passa de uma proposta para o crime, em que saem em desvantagem as vítimas, os inocentes e indefesos conceptos e aparentemente premiada a irresponsabilidade, excetuando-se desta os casos de estupro, no qual também não se justifica o aborto, pois mesmo nessas circunstâncias há um compromisso ante à Lei de Ação e Reação que vige no Universo e que precisa ser observada.


Os matadouros de bebês estão espalhados na sociedade (clínicas clandestinas) como arrepiantes balcões de assassinato de nenéns. Seus titulares estão milionários sob o ponto de vista terreno, mas certamente estão mendigos ante o Código Divino. Descriminalizar o aborto, sob quaisquer conjunturas, é e sempre será um significativo marco de estagnação espiritual na história do homem. Será possível, no âmbito da ética médica, conciliar uma medicina que propõe salvar a vida com uma medicina que chacina nascituros?


Não nos enganemos, a medicina que executa o aborto nos países que já legitimaram o trucidamento do bebê no ventre materno é uma medicina criminosa. Não há lei humana  que abrande essa situação ante a Lei de Deus.


Para suavizar as nossas reflexões sobre tão fúnebre contexto, descobrimos Tong Phuoc Phuc, um vietnamita, ex-trabalhador da construção civil, que desde de 2001 tomou para si o trabalho de sepultar com máximo respeito todos os bebês que são abortados em uma clínica de sua cidade. Isso porque quando sua mulher ficou grávida, foram ao hospital e durante todos os dias que estiveram esperando que o bebê nascesse, ele percebeu que muitas grávidas que entravam em certo quarto saíam daí sem seus bebês. Descobriu que os bebês eram mortos (abortados).


Tong Phuoc Phuc pegou suas economias de vários anos e comprou um terreno no topo de uma colina chamada Hon Thom, na cidade de Nha Trang, no sudeste do Vietnã, e começou a sepultar os abortados, um por um. Inumou mais de 10.000 bebês abortados. Sua verdadeira intenção é gerar consciência para salvar a vida dos nascituros. Dizem que seu cemitério não é só um lugar de tristeza, senão que um jardim feito para tocar o coração das mulheres que estão renunciando às suas gravidezes.


Tong Phuoc Phuc começou a adotar as crianças na perspectiva de que, quando as mães consigam condições de criar (consigam um emprego, aceitação da família, etc.), venham buscá-los para então criá-los com dignidade. E, se não retornarem, ele mesmo cria e educa. Hoje em dia, Tong alberga mais de 100 crianças em seu lar.(5)


Neste mundo sombrio e globalizado, onde famosos e anônimos de almas ocas não se envergonham de chacinarem ou tão somente desejarem matar seres indefesos no próprio útero, resta-nos convidar a mexicana Natalia Lafourcade, a australiana Sai, a irlandesa Jeanne Measom, a brasileira Sônia Braga e demais abortistas de plantão para que façam uma visita “rápida” ao vietnamita Tong Phuoc Phuc e dialoguem com ele, de preferência sentadas nos bancos próximos dos túmulos do cemitério da colina Hon Thom.


Naturalmente não lavramos cá quaisquer sentenças e recriminações àqueles(as) que jazem submersos(as) no corredor tenebroso do aborto já consumado, até para que não caiam na vala profunda do desalento. A Lei de Deus não é vesga e nem tampouco cega e nos seus dispositivos há espaços para arrependimentos, expiações e reparações, proporcionando ocasiões propícias para que os envolvidos possam penitenciarem-se dos delitos cometidos.



Referências bibliográficas:


(1) Disponível em whttp://g1.globo.com/musica/noticia/2016/08/sia-e-natalia-lafourcade-cantarao-nos-eua-para-apoiar-direito-ao-aborto.html>, acessado em 08/08/2016;


(2) Disponível em https://catracalivre.com.br/geral/saude-bem-estar/indicacao/mulher-diz-que-se-arrepende-de-nao-ter-abortado-filhos-gemeos/?ref=yfp>, acessado em 03/08/2016;


(3) Disponível em http://www.msn.com/pt-br/noticias/brasil/s%c3%b4nia-braga-assume-ter-feito-abortos-o-1%c2%ba-foi-aos-17-anos/ss-BBvdI4h?li=AAggNbi&ocid=iehp>, acessado em 05/08/2016;


(4) Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos, questão 359, RJ: Ed. FEB, 1972;


(5) Disponível em http://www.mdig.com.br/index.php?itemid=38378>, acessado em 04/08/2016.


* Jorge Hessen é natural do Rio de Janeiro, nascido em 18/08/1951. Servidor público federal aposentado do INMETRO. Licenciado em Estudos Sociais e Bacharel em História. Escritor (dois livros publicados), Jornalista e Articulista com vários artigos publicados.