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Coloque em prática a arte do silêncio

5 de julho de 2016



Coloque em prática a arte do silêncio



Rede Catraca - portalpersonare


Pare neste momento e tenha um minuto de silêncio. Você não acredita que isso seja possível? Em um mundo cada vez mais barulhento e cheio de ruídos, pode parecer difícil ter um tempo para si mesmo. A boa notícia é que você pode derrubar esse mito e aprender a praticar o silêncio até mesmo no trânsito.


Adotar essa prática no dia a dia traz diversos benefícios não só à saúde mental, como também ao corpo. Segundo linhas terapêuticas como a Meditação e o Xamanismo, aquietar os pensamentos proporciona um equilíbrio e autocontrole próprios, além de prevenir doenças como a depressão e a ansiedade.


Notícia publicada no Portal Catraca Livre, em 25 de maio de 2016.



Claudio Conti* comenta


Primeiramente, é preciso ressaltar que a notícia em análise não faz referência a estudo científico algum, nem, tampouco, a alguma instituição que divulgue ou ensine técnicas de meditação. Desta forma, devemos considerar como sendo unicamente a expressão e entendimento do seu autor.


O conceito e técnicas de meditação são muito variados, dependendo do entendimento pessoal, da crença e da cultura daquele que expressa suas ideias a este respeito. Sob este prisma, trataremos nosso comentário baseado nos ensinamentos espíritas e, certamente, no nosso entendimento pessoal.


Para fundamentação do que se pretende expor, utilizaremos uma colocação de Carl G. Jung, considerado o "pai" da psicologia analítica.


Jung apresenta, no livro Estudos Alquímicos, interessante texto intitulado "Por que é Difícil para o Ocidental Compreender o Oriente", no qual expõe a forma de pensar do ocidental e do oriental e das dificuldades de entendimento por parte do homem ocidental sobre os métodos e abordagem utilizadas pelo homem oriental. Jung cita, ainda, um provérbio chinês que diz: "Se o homem errado usar o meio correto, o meio correto atuará de modo errado". Neste contexto, tudo depende do homem e não do método. Este ditado postula a necessidade de entendimento acertado do método que se utiliza.


Uma diversidade de "modismos" surgem ao longo do tempo e, muitas vezes, técnicas sobre as mais diversas questões são utilizadas sem o devido entendimento do seu significado, sendo disseminado os objetivos que podem ser alcançados. Todavia, a falta de significado não conduzirá aos resultados pretendidos, podendo, inclusive, causar danos.


Neste contexto podemos tratar a meditação especificamente.


Como mencionado anteriormente, as técnicas de meditação são as mais diversas, sendo que cada qual pretende ser a detentora da mais eficaz. Sem querer questionar a eficácia da técnica em si, o ponto fundamental é a sua adequação geral, isto é, para todos indiscriminadamente, sem os fundamentos das crenças que desenvolveram esta ou aquela técnica de meditação.


A Doutrina Espírita apresenta como necessidade fundamental o autoconhecimento, que propiciará harmonia e tranquilidade mental a partir do momento que se conheça as dificuldades e, também, as qualidades desenvolvidas ao longo do tempo para que possa, gradativamente, ampliá-las, como colocado por Jesus na Parábola dos Talentos.


Nas questões 919 e 919a de O Livro dos Espíritos, encontramos orientação simples e adequada para o autoconhecimento.


Contudo, um ponto fundamental, que não se diferencia das outras técnicas, é que o conhecimento dos fundamentos do Espiritismo será fundamental para que este processo ocorra de forma adequada, tranquila e que conduzirá a estados gratificantes do ser.


* Claudio Conti é graduado em Química, mestre e doutor em Engenharia Nuclear e integra o quadro de profissionais do Instituto de Radioproteção e Dosimetria - CNEN. Na área espírita, participa como instrutor em cursos sobre as obras básicas, mediunidade e correlação entre ciência e Espiritismo, é conferencista em palestras e seminários, além de ser médium pscógrafo e psicifônico (principalmente). Detalhes no site www.ccconti.com.