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Solidão demais faz mal à saúde


3 de junho de 2016


Solidão demais faz mal à saúde


É possível ser feliz sozinho? Talvez. Mas parece que a sua saúde está mesmo em risco quando você se isola. Entenda por quê.

Por Helô D'Angelo

É importante tirar um tempo só para você. Mas ficar sozinho, all by yourself, o tempo todo pode ter impactos terríveis - como aumentar as chances de ataques cardíaco ou derrames, diminuir a expectativa de vida e piorar a sua imunidade. Sério mesmo.

O estudo mais recente que liga a solidão a problemas de saúde foi realizado em conjunto pelas universidades de York, Liverpool e Newcastle, na Inglaterra. Por meses, eles acompanharam o dia a dia de 181 mil pessoas, e descobriram que as que eram mais solitárias tinham mais problemas cardíacos e de circulação. A conclusão foi que quem vive sem amigos e longe da família tem 30% mais chances de ter um ataque cardíaco ou um derrame.

De acordo com a pesquisa, isso acontece porque as pessoas mais solitárias tendem a cultivar hábitos nocivos, como fumar, beber e não praticar esportes. Mas outros estudos já explicaram essa relação de uma forma mais orgânica: ter amigos diminui o nível de cortisol (hormônio ligado ao estresse) no organismo, o que minimiza os riscos de sofrer de problemas do coração.

Além disso, a solidão pode afetar a produção de glóbulos brancos, responsáveis pela defesa do corpo, que compromete a imunidade. O sono também piora, porque quando isolados, ficamos alerta o tempo todo e acabamos acordando por qualquer coisa - e dormir menos, como já sabemos, é péssimo para a saúde.

A Fundação Britânica do Coração, porém, não concorda com os números dos pesquisadores de York, Liverpool e Newcastle. Para a Fundação, não há como ter certeza se outros fatores influenciaram os resultados. Mas os impactos da solidão na saúde não são só teoria: eles já foram provados antes. Em 2012, uma pesquisa concluiu que morar sozinho corta, em média, 4 anos da vida das pessoas. E tem mais: entre jovens solitários, o risco de morte é 9% maior do que o de idosos que têm amigos. Outra prova de que morar sozinho faz mal vem da Universidade de Chicago, que afirma que isso mata mais do que a obesidade - e tem o mesmo efeito que fumar 15 cigarros por dia ou ser alcóolatra. Não tem como fugir: a solidão realmente faz mal à saúde.

Então, pelo amor da sua saúde, aproveite o próximo final de semana e troque a TV por um encontro com seus amigos.

Matéria publicada na Revista Superinteressante, em 20 de abril de 2016.


Claudio Conti* comenta

Espíritos ainda ligados a um mundo de expiação e provas, como o planeta Terra, apresentam dificuldades das mais variadas formas, dentre elas, a interação e o relacionamento com outros espíritos, sendo que a maior dificuldade existe com aqueles que pensam diferente.

Sem sombra de dúvidas que estamos encarnados neste mundo para compartilharmos ideias e experiências, todavia, isto nem sempre acontece de forma pacífica e profícua, demonstrando a nossa necessidade de desenvolver questões de extrema importância para o processo evolutivo pessoal. Pode-se dizer que estas questões são fundamentais para se alcançar patamares mais elevados da evolução espiritual.

Os conflitos que surgem nas relações entre espíritos são decorrentes da diversidade de ideias e de níveis evolutivos. Contudo, não se deve considerar que certo grau de harmonia entre espíritos somente pode ser alcançado quando todos compartilharem de condição evolutiva igual ou, ao menos, semelhante.

A harmonia somente poderá ser alcançada com o respeito mútuo, com cada qual sabedor dos seus deveres e de seus direitos, reconhecendo até onde pode ir sem interferir com os direitos alheios. Em suma, é necessário que se reconheça como parte integrante de um todo que, para o bom funcionamento, é necessário que cada qual faça o que lhe cumpre de forma organizada e eficiente e esta questão não necessariamente demanda um determinado nível evolutivo, podendo existir no ser em qualquer condição em que se encontrar.

Os sentimentos de dominação, megalomaníacos e egoísticos são geradores de profunda desordem interior, causando a perda sensível da noção da realidade ao redor, levando o enfermo às mais diferentes desordens comportamentais. Estes comportamentos doentios por parte de espíritos, dependendo da posição que ocupem na organização social, podem afetar profundamente a sociedade como um todo.

É preciso ter em mente que vivemos em um planeta cuja faixa evolutiva é relativamente larga, habitando espíritos que já alcançaram certo grau de discernimento e aqueloutros que possuem estruturas mentais ainda muito frágeis e, por isso, suscetíveis à influência externa. Neste contexto, é fundamental um sistema de crença e valores muito bem definido para o enfrentamento de ideias e conceitos tão discrepantes entre si para uma mesma questão, possibilitando a medida certa para uma interpretação mais correta.

Estas cisões vão ocorrendo gradativamente, muitas vezes sem que se perceba tanto a causa quanto as consequências, levando muitos ao isolamento decorrente da incapacidade de relacionamento com comportamentos e ideias tão variadas.

Outro fenômeno decorrente do comportamento atual é um tipo de interação que está se tornando muito comum, cuja característica principal é a superficialidade e a futilidade. Neste tipo de interação, o uso de redes sociais, por exemplo, se torna uma ferramenta vital, pois não há a necessidade de proximidade, do contato visual e de demonstração de sentimentos e emoções.

Obviamente que todo este comportamento doentio dos mais variados matizes vão “cobrar seu preço” invariavelmente na forma de enfermidades.

* Claudio Conti é graduado em Química, mestre e doutor em Engenharia Nuclear e integra o quadro de profissionais do Instituto de Radioproteção e Dosimetria - CNEN. Na área espírita, participa como instrutor em cursos sobre as obras básicas, mediunidade e correlação entre ciência e Espiritismo, é conferencista em palestras e seminários, além de ser médium pscógrafo e psicifônico (principalmente). Detalhes no site www.ccconti.com.