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Poluição do ar causa 5,5 milhões de mortes por ano


1º de março de 2016


Poluição do ar causa 5,5 milhões de mortes por ano


Jonathan Amos
Correspondente de Ciência da BBC News, de Washington (EUA)

Mais de 5,5 milhões de pessoas estão morrendo de forma prematura no mundo todo ano como resultado da poluição do ar, segundo dados de uma nova pesquisa.

Os pesquisadores de vários países afirmam que a maioria das mortes está ocorrendo na China e Índia, economias que estão se desenvolvendo rapidamente.

E a principal causa da poluição do ar é a emissão de pequenas partículas a partir de usinas de energia, fábricas, veículos e da queima de carvão e madeira.

Os dados foram reunidos como parte do projeto chamado Global Burden of Disease ("Peso Global das Doenças", em tradução livre).

Os cientistas envolvidos na iniciativa disseram que as estatísticas mostram o que alguns países ainda precisam fazer para melhorar o ar que seus cidadãos respiram.

"Em Pequim ou Nova Déli em um dia de muita poluição do ar o número de partículas pode ser maior do que 300 microgramas por metro cúbico. O número deveria ser em torno de 25 ou 35 microgramas", disse Dan Greenbaum, do Instituto Health Effects, de Boston, nos Estados Unidos.

Respirar estas partículas líquidas ou sólidas pode aumentar o risco de doenças cardíacas, derrame, problemas respiratórios e até câncer.

E, enquanto os países desenvolvidos já progrediram muito no combate à poluição atmosférica nas últimas décadas, o número de pessoas que morrem devido à baixa qualidade do ar nos países em desenvolvimento ainda está aumentando.

Segundo o estudo a poluição atmosférica causa mais mortes do que outros fatores de risco como desnutrição, obesidade, alcoolismo, abuso de drogas e sexo sem proteção.

O projeto Global Burden of Disease afirma que é o quarto maior risco, atrás apenas da pressão alta, dieta inadequada e fumo.


Idosos

Na China acredita-se que ocorram 1,6 milhão de mortes por ano; na Índia são cerca de 1,3 milhão. Estes números são de 2013, o ano mais recente em que as estatísticas estão disponíveis.

No entanto, as principais fontes de poluição são diferentes nos dois países.

Na China as partículas são emitidas principalmente na queima de carvão. O projeto calcula que apenas esta fonte é responsável por mais de 360 mil mortes por ano.

E mesmo já tendo metas para diminuir a combustão de carvão e as emissões no futuro, a China poderá ter problemas para diminuir o número de mortes pois sua população está envelhecendo e estes cidadãos são naturalmente mais vulneráveis a doenças associadas à baixa qualidade do ar.

"Acreditamos que há uma necessidade urgente de políticas mais agressivas para reduzir as emissões da combustão de carvão e outros setores", afirmou o pesquisador do projeto Qiao Ma, que também é doutorando na Universidade Tsinghua, em Pequim.

Na Índia o problema é a prática da queima de madeira, esterco, restos das colheitas e outros materiais. Geralmente esta queima é feita para cozinhar e aquecer ambientes.

Esta "poluição dentro de casa" causa muitos mais mortes do que a "poluição ao ar livre".

Analisando as tendências econômicas mais amplas na Índia a equipe de pesquisadores afirmou que o país corre o risco de ter uma qualidade do ar ainda pior no futuro.

"Apesar da proposta de controle de emissões há um crescimento significativo na demanda por eletricidade e também na produção industrial", afirmou Chandra Venkataraman, do Instituto Indiano de Tecnologia em Mumbai.

"Então, até 2050, este crescimento ofusca os controles de emissões (em nossas projeções) e vai levar a um aumento nas emissões de poluentes atmosféricos em 2050 na Índia."


Benefícios

Michael Brauer, da Univerisdade de British Columbia, no Canadá, afirmou que as estatísicas deveriam fazer com que os governos pensassem melhor sobre o alcance de suas políticas contra a poluição.

"O truque aqui é não precisar de 50 ou 60 anos que foram necessários nos países de alta renda e realmente acelerar o processo; e é justamente aí que pensamos que estas estatísticas vem a calhar", disse o pesquisador à BBC.

"Nos Estados Unidos sabemos que para cada dólar gasto em melhoramentos (no combate à) poluição atmosférica, ganhamos entre US$ 4 e US$ 30 em benefícios em termos de redução dos impactos na saúde", acrescentou.

A equipe de pesquisadores apresentou os resultados do estudo na reunião anual da Associação Americana para o Progresso da Ciência.

Notícia publicada na BBC Brasil, em 13 de fevereiro de 2016.


Claudio Conti* comenta

O mundo é dividido em países, os quais são categorizados segundo o grau de desenvolvimento que apresentam. Assim, temos os países denominados de “desenvolvidos”, os “em desenvolvimento” e os “subdesenvolvidos”.

Os países que atualmente são considerados como desenvolvidos possuem uma história relacionada com todo o processo, ou etapas, que seguiram para que este desenvolvimento ocorresse. Desta forma, a humanidade já possui informação suficiente de como deve proceder para alcançar o intento tão desejado: ser desenvolvido, ou pelo menos é nisso que acreditam.

Em tempos passados, acreditava-se que o desenvolvimento de um país estava atrelado ao nível de industrialização que alcançaram e, com isso, o nível do produto interno bruto - PIB. Contudo, com o passar do tempo, puderam perceber que apenas a economia em termos financeiros não era suficiente, e constataram que parte deste dinheiro deveria ser voltado para o bem-estar da população - a qualidade de vida.

Portanto, hoje, o grau de desenvolvimento de um pais é medido também pelas mudanças sociais implementadas.

Há alguns anos foi fundado o BRICS, conjunto de países com mercados emergentes que se uniram em decorrência de um desenvolvimento econômico e que buscam, também, certa influência política no cenário mundial.

O conjunto BRICS é formado por cinco países: Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

Dois países que fazem parte do BRICS foram citados na reportagem em análise, deixando claro que são países que apresentam décadas de atraso, porém, atraso este não apenas econômico, mas também com relação à importância creditada ao cidadão como indivíduo social.

No Brasil, país também integrante do BRICS, vivemos uma onda endêmica de corrupção, no qual o cidadão como indivíduo social também é negligenciado.

O avanço de uma população necessita ser primeiramente moral para, depois, ocorrer o avanço econômico com consciência social, sendo considerado o todo em cada ação econômica adotada. Nesta condição, o lucro não fica restrito apenas a alguns, mas, de certa forma, é distribuída por todos, podendo ser considerada como a verdadeira distribuição de renda.

Sob o prisma da distribuição de renda, conforme apresentado, pode-se compreender o Capítulo XVI - Não se Pode Servir a Deus e a Mamom, de O Evangelho Segundo o Espiritismo. Infelizmente, muitos ainda se equivocam na interpretação deste capítulo e o confundem com conceitos retrógrados da distribuição de renda ou, então, que o dinheiro e os bens materiais são prejudiciais em si. Todo o mal reside no espírito equivocado.

* Claudio Conti é graduado em Química, mestre e doutor em Engenharia Nuclear e integra o quadro de profissionais do Instituto de Radioproteção e Dosimetria - CNEN. Na área espírita, participa como instrutor em cursos sobre as obras básicas, mediunidade e correlação entre ciência e Espiritismo, é conferencista em palestras e seminários, além de ser médium pscógrafo e psicifônico (principalmente). Detalhes no site www.ccconti.com.