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Stephen Hawking prevê desastre provocado pelo homem e abandono da Terra


20 de fevereiro de 2016


Stephen Hawking prevê desastre provocado pelo homem e abandono da Terra


David Shukman
Editor de Ciência da BBC News

O físico britânico Stephen Hawking afirmou que a humanidade corre o risco de ter de enfrentar uma série de perigos criada por ela mesma como guerra nuclear, aquecimento global e vírus criados pela engenharia genética.

O cientista disse também que o progresso na ciência e na tecnologia criará "novas formas de as coisas darem errado".

Hawking é o convidado deste ano para proferir as Reith Lectures, da BBC – evento que desde 1948 convida pessoas de projeção pública para uma série anual de palestras transmitida pelo rádio (pela BBC Radio 4).

Em suas palestras, o físico explora a pesquisa em buracos negros. O alerta que fez, entretanto, veio como resposta à pergunta de um membro do público.

O físico prevê que a humanidade enfrentará sérios apuros no futuro e que sua sobrevivência dependerá da capacidade de colonizar outros planetas.

"Apesar de a possibilidade de um desastre no planeta Terra em um determinado ano poder ser bem baixa, isto vai se acumulando com o tempo, e se transforma em quase uma certeza para os próximos mil ou dez mil anos", disse Hawking.

"Até lá já deveremos ter nos espalhado pelo espaço e para outras estrelas, então um desastre na Terra não significaria o fim da raça humana."

"Mas não vamos conseguir estabelecer colônias autossustentáveis no espaço nos próximos séculos, então temos que ser muito cuidadosos neste período", afirmou Hawking.


Ironia

É irônico que um nome tão importante da ciência identifique o progresso científico como uma grande fonte de novas ameaças.

Em ocasiões anteriores, Hawking destacou o risco potencial de a inteligência artificial se tornar uma séria ameaça para a raça humana.

Mas o físico insiste que a humanidade sempre encontrará formas de lidar com problemas que surgirem.

"Não vamos parar de progredir, ou reverter (o progresso), então temos que reconhecer o perigo e controlá-lo. Sou otimista e acredito que conseguiremos."

Quando perguntado qual conselho daria para jovens cientistas, Hawking afirmou ser importante que eles mantivessem seu senso de deslumbramento com "nosso vasto e complexo Universo".

"Do meu ponto de vista tem sido uma época gloriosa para estar vivo e pesquisando na área de física teórica. Não há nada como aquele momento Eureka, da descoberta de algo que ninguém sabia antes", afirmou.

O físico britânico também disse que as futuras gerações de pesquisadores devem se conscientizar sobre como o progresso científico e tecnológico está mudando o mundo e ajudar o público a entender isto.

"É importante garantir que estas mudanças estejam indo na direção certa. Em uma sociedade democrática, isto significa que todos precisam ter uma compreensão básica da ciência para tomar decisões esclarecidas sobre o futuro."

"Então comunique claramente o que você está tentando fazer em termos científicos e, quem sabe, você pode acabar entendendo também", disse.


Determinação

Desde que foi diagnosticado com doença do neurônio motor, a determinação de Hawking para superar os desafios físicos de seu problema se transformou em fonte de admiração no mundo todo.

A filha do cientista, Lucy, uma jornalista e escritora que, junto com o físico, escreveu livros de ciência para crianças, explicou a motivação de seu pai.

"Acho que ele é muito teimoso, tem um invejável desejo de continuar e a habilidade de usar todas as suas reservas, toda a energia, toda a concentração mental e direcionar tudo isto para o objetivo de continuar", disse.

"Mas não apenas continuar com o propósito da sobrevivência, mas transcender isto produzindo um trabalho extraordinário, escrevendo livros, dando palestras, inspirando outras pessoas com doenças neurodegenerativas e outras deficiências e sendo um homem de família, um amigo e um colega para tantas pessoas e mantendo amigos no mundo todo."

Notícia publicada na BBC Brasil, em 19 de janeiro de 2016.


Claudio Conti* comenta

A Doutrina Espírita nos informa a respeito de outros mundos e outras condições de existência, variando ao infinito, pois deve sempre existir um condição de vida para qualquer que seja a necessidade evolutiva do espírito, ou melhor, de grupos de espíritos. Desta forma, a vida como a conhecemos na Terra é apenas um tipo de condição de existência.

Temos relatos, por exemplo, do planeta Júpiter, que, sob o nosso ponto de vista, a vida seria inviável, todavia, segundo estes relatos, lá habitam espíritos mais evoluídos dos que os da Terra. Desta forma, podemos conceber que as necessidades são decorrentes do nível evolutivo.

Temos, então, o planeta Terra e os seus habitantes.

Sem sombra de dúvidas que estamos utilizando muito mal os recursos disponíveis, pois a exploração desorganizada e descontrolada conduz ao exaurimento das reservas muito rapidamente, não dispondo de tempo para que o desenvolvimento tecnológico possa encontrar substitutos ou reuso dos produtos e da matéria prima.

A grande explosão tecnológica é muito recente quando comparada com a existência da humanidade e, podemos supor, que seja necessário tempo para a adaptação e aprimoramento daquilo que já foi desenvolvido.

Portanto, o avanço tecnológico precisa e deve continuar, porém, parte deste desenvolvimento deve ser voltado para o controle e aprimoramento daquilo que já está disponível, independentemente de lucro financeiro. Pois, em geral, o desenvolvimento científico e tecnológico está atrelado ao lucro.

Nos encontramos, portanto, em um impasse: manter o estilo de vida e, em um futuro muito breve, vivenciar o colapso dos recursos do planeta ou mudar para uma vida mais adequada ao meio e o foco do que é considerado como desenvolvimento.

Vemos que o estado atual do planeta e sua imposição sobre a humanidade coincide perfeitamente com a informação, por parte dos espíritos, de que estamos vivenciando mudanças, tendo já iniciado o processo de alteração do planeta como mundo.

Resta, portanto, saber se a maior parte da humanidade vai se regenerar e, com isso, proporcionar as mudanças necessárias à vida ou se, sucumbindo, irá experienciar a existência corpórea em um mundo desolado, parco de recursos materiais, onde haverá “prantos e ranger de dentes”.

O nosso futuro está em nossas mãos, façamos o que nos cabe e seremos conduzidos para um mundo em concordância com as nossas necessidades, seja ainda neste planeta ou em outro, independentemente da humanidade como um todo.

* Claudio Conti é graduado em Química, mestre e doutor em Engenharia Nuclear e integra o quadro de profissionais do Instituto de Radioproteção e Dosimetria - CNEN. Na área espírita, participa como instrutor em cursos sobre as obras básicas, mediunidade e correlação entre ciência e Espiritismo, é conferencista em palestras e seminários, além de ser médium pscógrafo e psicifônico (principalmente). Detalhes no site www.ccconti.com.