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Voluntários são mais realizados no trabalho


10 de agosto de 2015


Voluntários são mais realizados no trabalho


E equilibram melhor a vida pessoal e profissional

POR FERNANDO BUMBEERS

Você não aguenta mais trabalhar, olha ao redor e só quer ir para casa, está totalmente insatisfeito com sua vida profissional e pessoal. Esse sentimento é compreensível - se você não for um voluntário. Um estudo indicou que pessoas que praticam o voluntariado são mais realizadas. Ou seja, doar o seu tempo pode significar ganhar tempo.

Os autores do estudo entrevistaram 746 trabalhadores suiços, 260 deles realizaram pelo menos um trabalho voluntário durante o último ano, equivalente a 35% do total de entrevistados. Eles tiveram que responder perguntas de como se sentiam em relação ao trabalho e vida pessoal.

Como esperado pelos pesquisadores, os voluntários apresentaram um índice de estresse muito menor que os não voluntários. Além disso eles também demonstraram um equilíbrio maior entre sua vida pessoal e profissional.

Outros estudos mais antigos já sugeriram que o voluntariado pode ser a chave para felicidade. Um artigo de 2012, da Psychological Science, mostrou que quando as pessoas oferecem seu tempo para ajudar os outros, elas se sentem melhor. Além de poderem usar esse mesmo tempo gasto como voluntário para fazer coisas que as tornem mais felizes - sem obrigações ou cobranças.

Matéria publicada na Revista Galileu, em 20 de fevereiro de 2015.


Claudia Cardamone* comenta

“O verdadeiro homem de bem é aquele que pratica a lei de justiça, de amor e caridade, na sua maior pureza”. Esta é a descrição que os espíritos nos deram de como reconhecer um homem de bem; nos disseram também que ele faz aos outros aquilo que gostaria que os outros fizessem a ele.

Quando realizamos um trabalho, logo este conceito traz um significado inconsciente de que sendo um trabalho ele gera um ganho, uma recompensa. O voluntariado é a forma como rompemos intimamente com este significado, com esta crença, e realizamos ações pelo prazer de executá-las. Não há recompensa, não há ganho e isto nos conecta com as leis divinas, nos conecta com Deus. Quando compreende isto, o voluntário se satisfaz de forma única e a caridade torna-se seu guia. A base deste guia é a fraternidade, quando o homem compreende que somos irmãos, compreende que somos iguais, apesar das aparentes desigualdades, e que nelas reflete a nossa igualdade. Nesse momento, somos livres, porque vivemos de forma fraterna entre iguais.

O voluntariado pode ser uma rica oportunidade de alcançar esta compreensão e chegar cada vez mais próximo da descrição acima citada e encontrada em O Evangelho Segundo o Espiritismo.

* Claudia Cardamone nasceu em 31 de outubro de 1969, na cidade de São Paulo/SP. Formada em Psicologia, pelas FMU, e em Pedagogia, pela UNISUL. Reside atualmente em Santa Catarina, onde trabalha como professora. É espírita e trabalhadora do Grupo União e Amor de Formação Espiritual, em Paulo Lopes/SC.