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Titã, a lua de Saturno, pode abrigar um tipo diferente de vida


31 de março de 2015


Titã, a lua de Saturno, pode abrigar um tipo diferente de vida


Quando pensamos na possibilidade de vida fora da Terra, frequentemente nos atemos à ideia de uma vida idêntica à de nosso planeta, baseada na existência de água... No entanto, pode haver outro tipo de vida, com outros fundamentos químicos.

Um grupo de cientistas da Universidade de Cornell, em Ithaca, nos EUA, teve como estímulo e inspiração um texto escrito por Isaac Asimov em 1962, “Not as We Know It” (Não é Como Imaginamos), para pensar uma vida diferente da que conhecemos, em um lugar distante. Em Titã, a lua de Saturno, é possível a existência, de acordo com eles, de células baseadas em metano, que não necessitam de oxigênio, mas que metabolizam e se reproduzem; ou seja, vivem à sua maneira. Essa membrana celular poderia conter pequenas composições de azoto e seriam capazes de sobreviver a temperaturas de metano líquido de 292ºC abaixo de zero.

Dessa forma, enquanto os astrônomos procuram vida extraterrestre na zona habitável das estrelas (onde pode existir água líquida), essa nova e surpreendente teoria propõe encontrá-la de outra forma, com a presença de células baseadas não em água, mas no metano. Depois de descobrir o composto mais perfeito dos existentes na atmosfera de Titã (o azotosome acrilonitrilo), os especialistas têm, agora, que demonstrar como essas células se comportariam no ambiente do metano – talvez de forma análoga à reprodução e ao metabolismo.


Notícia publicada na página do History Channel, em 28 de março de 2015.


Claudia Cardamone* comenta

Quando li esta notícia, me lembrei deste trecho da A Gênese, de Allan Kardec: “Habituados, como estamos, a considerar as coisas pela nossa pobre e pequena habitação, imaginamos que a Natureza não tem podido ou não tem sabido agir sobre os outros mundos, senão conforme as regras que têm sido reconhecidas aqui embaixo. Ora, é precisamente nisso que importa reformar nosso julgamento”.

Os Espíritos nos ensinaram que todos os mundos são habitados e que, além disso, são solidários. Explicaram também que seus corpos são constituídos pela matéria própria daquele mundo. A ciência agora está progredindo na forma de compreender a vida no Universo, que este é muito maior do que ainda possamos compreender.

* Claudia Cardamone nasceu em 31 de outubro de 1969, na cidade de São Paulo/SP. Formada em Psicologia, pelas FMU, e em Pedagogia, pela UNISUL. Reside atualmente em Santa Catarina, onde trabalha como professora. É espírita e trabalhadora do Grupo União e Amor de Formação Espiritual, em Paulo Lopes/SC.