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Crise da água é principal risco para 2015, revela pesquisa


17 de fevereiro de 2015


Crise da água é principal risco para 2015, revela pesquisa


Conflitos por acesso a água tendem a se intensificar nos próximos anos

Qual é o item que pode gerar maior impacto no mundo em 2015? A crise da água aparece em primeiro lugar em pesquisa realizada pelo Fórum Econômico Mundial com cerca de 900 especialistas. Foi a primeira vez, desde 2007, que a economia não apareceu como principal risco para o planeta.

Anualmente, os principais líderes do mundo se reúnem na cidade suíça de Davos para debater os grandes temas mundiais. Antes do encontro – que será realizado na próxima semana –, os organizadores realizam pesquisa com os temas que mais preocupam a elite econômica, política e social do planeta.

Nos últimos anos, a economia apareceu isolada como principal preocupação em termos de impacto: colapso do preço dos ativos entre 2007 e 2010, crise fiscal em 2011, problema sistêmico nas finanças globais em 2012 e 2013 e crise fiscal em 2014. Neste ano, porém, a pesquisa mostra que a crise da água é o tema com maior probabilidade impactar o planeta.

A pesquisa também questiona sobre o problema mais provável para os próximos dez anos.

A saída dos temas econômicos da lista de preocupações acontece em período em que os Estados Unidos deixam o pior da crise e se preparam para retomar o crescimento mais vigoroso e a normalidade da economia. A crise, contudo, ainda é viva na zona do euro e dá cada vez mais sinais em países emergentes.


Outros temas

Depois da água, os entrevistados citaram como outros temas preocupantes a rápida disseminação de doenças infecciosas e as armas de destruição em massa.

A pesquisa também questiona sobre o problema mais provável para os próximos dez anos. Para os entrevistados, os problemas que têm maior probabilidade de acontecer são: conflito internacional com impacto regional, eventos climáticos extremos, problema de governança nacional, crise ou colapso de Estados e, em quinto na lista, o único item econômico: elevado desemprego estrutural.

“O risco geopolítico aparece em destaque em 2015 após período de ausência do panorama de riscos principais durante a última meia década. Com a geopolítica influenciando cada vez mais a economia global, estes riscos são três dos cinco mais prováveis e dois dos que apresentam maior impacto potencial para 2015”, diz a pesquisa divulgada pela organização do Fórum Econômico Mundial.

Eco Desenvolvimento

Notícia publicada no Portal Terra, em 16 de janeiro de 2015.


Claudio Conti* comenta

Atualmente o mundo se vê a braços com vários conflitos, tais como, a produção de alimentos em quantidade suficiente para suprir a necessidade crescente de uma população que aumenta a cada dia, o aquecimento global que ameaça alterar drasticamente a superfície do planeta. Dentre estes conflitos, a escassez de água é uma questão fundamental.

Todavia, o conflito é algo que faz parte na vida de espíritos que habitam um mundo de expiação e provas. Além dos conflitos de ordem global, podemos considerar aqueles da vida cotidiana da pessoa comum, que surgem a todo momento. Precisamos e devemos nos perguntar quantos destes conflitos existem por opção pessoal, decorrente de escolhas e comportamentos inadequados. Muitos acreditam que os males que se veem a braços são decorrentes de vivências passadas, todavia, a situação é mais complexa e as escolhas realizadas na vida atual podem ter um peso igual ou, até mesmo, maior do que as de vidas anteriores. Em “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, Capítulo V – Bem Aventurados os Aflitos, no item 4, encontramos informação importante sobre esta questão:

“4. De duas espécies são as vicissitudes da vida, ou, se o preferirem, promanam de duas fontes bem diferentes, que importa distinguir. Umas têm sua causa na vida presente; outras, fora desta vida.”

“Remontando-se à origem dos males terrestres, reconhecer-se-á que muitos são consequência natural do caráter e do proceder dos que os suportam.”

“Os males dessa natureza fornecem, indubitavelmente, um notável contingente ao cômputo das vicissitudes da vida. O homem as evitará quando trabalhar por se melhorar moralmente, tanto quanto intelectualmente.”

Diante do exposto, percebe-se a necessidade de conscientização da população para comportamentos mais adequados para a vida na coletividade, respeitando o próprio interesse naquilo que é realmente importante, assim como os interesses alheios. Esta educação, todavia, não é apenas conhecimento intelectual, mas se sentir parte integrante de uma sociedade em regime de interdependência, isto é, “eu” necessito da “sociedade”, assim como a “sociedade” necessita de “mim”.

O aumento da população mundial e os conflitos adicionais decorrentes é e será um ponto que os espíritos que aqui habitam devem tratar com seriedade. Um mundo de expiação e provas é um local destinado a espíritos renitentes em comportamentos inadequados. A providência Divina agrupa os espíritos pela afinidade de forma que possam experienciar seu próprio comportamento visando, obviamente, o aprendizado dos efeitos danosos ou salutares, dependendo da natureza de suas ações.

A educação moral garantirá que o indivíduo respeitará seus próprios limites e não interferirá na segurança e liberdade do próximo, conduzindo uma vida em sociedade justa e fraterna. Os valores morais podem ser expressos de variadas formas, podendo ser transmitidos pelas religiões e, também, pelo próprio poder público sem que este, necessariamente, esteja alinhado com alguma vertente religiosa, focando em formar cidadãos. Todavia, o que ainda se observa é que tanto poder público quanto as religiões falham neste quesito por manterem seus interesses particulares, a busca do poder, acima dos interesses da população.

Muito se fala no meio espírita sobre a urgência na encarnação dos espíritos errantes. Todavia, encontramos a informação na Codificação que o espírito evolui tanto na condição de encarnado quanto na de desencarnado. Assim, pode-se inferir que a importância da reencarnação para a evolução espiritual é antes uma questão relativa do que absoluta, atrelado única e exclusivamente a quanto nos esforçamos pelo aprendizado.

Os conflitos, inclusive a dor, serão o aguilhão que nos impulsiona para frente enquanto a inércia persistir, enquanto nos mantivermos alheios à condição de espírito imortal. O "empurrão" para continuar com a sua caminhada é dado pelas demandas e dificuldades decorrentes da posse de um corpo carnal. Assim sendo, quando o espírito estiver devidamente educado sobre a sua realidade e o significado de ser co-criador com Deus, trabalhará pelo seu próprio benefício tanto quanto pelo dos outros, vivenciando a unidade da Criação em todos seus aspectos. A vida como encarnado será apenas mais uma etapa do processo e não mais a principal.

* Claudio Conti é graduado em Química, mestre e doutor em Engenharia Nuclear e integra o quadro de profissionais do Instituto de Radioproteção e Dosimetria - CNEN. Na área espírita, participa como instrutor em cursos sobre as obras básicas, mediunidade e correlação entre ciência e Espiritismo, é conferencista em palestras e seminários, além de ser médium pscógrafo e psicifônico (principalmente). Detalhes no site www.ccconti.com.