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Veja lista de 14 cemitérios que valem a visita pelo mundo


13 de fevereiro de 2015



Veja lista de 14 cemitérios que valem a visita pelo mundo




O necroturismo atrai visitantes para cemitérios famosos pela beleza natural ou pelas celebridades enterradas nos locais


Rodrigo Santos


Para alguns pode parecer estranho e até um pouco mórbido. Mas tem muito viajante que não deixa de incluir cemitérios na lista de pontos a visitar nos novos lugares por onde passam. Não qualquer cemitério, claro, mas aqueles que ou são maravilhas de arquitetura ou ocupam belos e imponentes espaços verdes, ou ainda por serem os locais de descanso eterno de seus ídolos ou de figuras históricas ilustres.

Fato é que alguns especialistas usam a expressão “necroturismo” e enxergam aí um nicho específico na indústria para tais interesses. Não por acaso, muitos dos cemitérios mais populares do mundo oferecem tours guiados a seus visitantes, alguns com direito a “entretenimento” como acompanhamento de performances de violino.

O site HostelBookers, especialista em hospedagem barata pelo mundo, lista 14 destes mais belos e famosos cemitérios pelo mundo. Tenha você uma queda pelo gótico ou pelo sobrenatural, ou apenas curioso para ver de perto belos espaços – de uma montanha no Japão a um museu 12 metros debaixo d´água – vale a pena considerar uma parada para visitar estes cemitérios.

Arlington National Cemetery - Washington DC, EUA
O mais tradicional cemitério militar dos Estados Unidos, em Arlington, Virginia, atrai quatro milhões de visitantes todo ano. Como imaginado, o espírito patriótico norte-americano está por toda parte: as lápides homenageiam americanos mortos desde a Guerra da Independência até a Guerra do Iraque. Destaques para o Memorial de Iwo Jima e o Túmulo do Soldado Desconhecido, cujo monumento é guardado pela Guarda de Honra do Exército. Lá também estão enterrados membros da tradicional família Kennedy, incluindo o ex-presidente John Kennedy e Jacqueline Onassis.

Père Lachaise - Paris, França
A capital francesa é lar de diversos de alguns dos mais belos e grandiosos cemitérios do mundo. O mais famoso deles certamente é o Père Lachaise, localizado no 20º arrondissement de Paris. Muito por causa da extensa lista de “moradores” ilustres em seus 44 hectares de bela área verde: Jim Morrison, Édith Piaf, Allan Kardec, Balzac, Proust, Chopin, Modigliani, Maria Callas, Molière, Oscar Wilde e por aí vai... Projetado pelo arquiteto Alexandre Théodore Brongniart em 1803, é no Père Lachaise que fica o Muro dos Federados, onde 147 dirigentes da Comuna de Paris foram fuzilados em 28 de maio de 1871.

Neptune Memorial Reef - Miami, EUA
Apelidado por muitos como “a cidade dos mortos”, este é, na verdade, uma tentativa de recriar a Cidade Perdida de Atlantis. Projetado para ser o maior arrecife criado pelo homem – hoje espalha-se por cerca de 2.000 m², a mais de 12 metros de profundidade – serve oficialmente como mausoléu subaquático para restos mortais cremados de moradores da Flórida. Mas passou a atrair mergulhadores, turistas e curiosos que exploram a vasta e fascinante vida marinha presente no ambiente.

Okunoin - Koyasan, Japão
O maior cemitério do Japão – com mais de duzentas mil sepulturas – é um verdadeiro templo de meditação. Em uma encosta do Monte Koya, a cerca de 50 quilômetros de Osaka, Okunin é o local mais sagrado de Koyasan, já que abriga o mausoléu de Kobo Daishi, fundador da seita budista Shingon que, acredita-se, está em meditação eterna desde o ano de 835.

Catacombe dei Cappuccini - Palermo, Sicília
Este requer um gosto pelo macabro e não é para os fracos: nas subterrâneas Catacumbas dei Cappuccini, os restos mortais são expostos pelas paredes e alguns pendurados em ganchos. O local ficou famoso, desde o século 16, pelo processo de embalsamento e preservação utilizado nos cadáveres. Um dos últimos sepultamentos em 1920, foi o da menina Rosalia Lombaro, então com 2 anos, cujas feições permanecem quase que inalteradas nos dias de hoje.

USS Arizona Memorial - Honolulu, Havaí
Em 7 de dezembro de 1941, 1.102 marinheiros foram mortos no ataque a Pearl Harbor. O navio de guerra afundado ainda é visível logo abaixo da superfície da água, e o USS Arizona Memorial serve como base de avistamento para mais de um milhão de pessoas que visitam o local e prestam tributo às vítimas todo ano. O memorial-museu foi construído em 1962 e é acessível somente por balsas, com entrada gratuita.

O Cemitério Alegre - Săpânța, Romênia
O apelido pode soar contraditório, mas no vilarejo de Săpânța, no norte da Romênia, o “Cemitério Alegre” (Merry Cemetery, em inglês) virou característica do local. As lápides cinzas foram trocadas por muitas cores, e há desenhos de arte primativa – algo como pinturas de crianças – descrevendo a vida e obra das pessoas lá enterradas. Virou quase que um museu a céu aberto.

La Recoleta - Buenos Aires, Argentina
Em um dos bairros mais nobres e bonitos da capital argentina, o cemitério que leva seu nome é também uma atração turística. O Cemitério de La Recoleta é famoso por abrigar figuras ilustres argentinas, de ex-presidentes a músicos e escritoras. Mas nenhum túmulo atrai mais visitantes que o da ex-primeira dama Eva Perón. Toda a arquitetura neoclássica do cemitério, suas obras de arte e os belos jardins que rodeiam o cemitério tornaram-se uma popular área de lazer entre os locais.

Highgate Cemetery - Londres, Reino Unido
No norte de Londres, este espetáculo da arquitetura gótica tornou-se uma atração turística. Muito por causa de seu mais famoso “residente”: o sociólogo Karl Marx, que está enterrado com sua esposa, no setor reservado para os banidos da Igreja Anglicana. Oficialmente chamado de St. James Cemetery, o local tem fama de mal-assombrado – entre 1967 e 1983, pessoas alegaram ter encontrado túmulos abertos e visto fantasmas e até vampiros!

Hollywood Forever - Los Angeles, EUA
O nome já diz tudo: o Hollywood Forever Cemetery – localizado na avenida Santa Monica Boulevard de L.A. – abriga grandes nomes da cultura norte-americana. Criado em 1899, o amplo espaço guarda os restos mortais de astros do cinema de antigamente como Rodolfo Valentino, Douglas Fairbanks e Tyrone Power, e astros da música como o beatle George Harrinson e o roqueiro Johnny Ramone (este em um mausoléu em formato de guitarra).

Staglieno - Gênova, Itália
Cobrindo uma área de mais de 1 km², o Cemitério Monumental de Staglieno é um dos maiores da Europa. Fica em uma encosta no bairro de mesmo nome em Gênova, e é famoso por seus túmulos elaborados e esculturas de artistas como Leonardo Bistolfi, Augusto Rivalta, Giulio Monteverde e Edoardo Alfieri (incluindo uma réplica do Panteão de Roma). Uma curiosidade: o túmulo da família Appiani, lá instalado, apareceu na capa do álbum “Closer” da banda de rock britânica Joy Division.

Tikhvin - São Petersburgo, Rússia
São Petersburgo tem renome internacional por suas qualidades arquitetônicas, e a cidade russa torna-se ainda mais bonita no inverno e com a neve tomando conta. E isso inclui os cemitérios, grandes e imponentes. O Tikhvin é um dos melhores exemplos. Foi construído em 1823 por Pedro I da Rússia, e fica dentro do icônico Monastério Alexander Nevsky, rodeado por belas igrejas barrocas e memoriais góticos. O cemitério abriga os túmulos de russos ilustres, como Dostoievsky e Tchaikovsky.

Zentralfriedhof - Viena, Áustria
Com área de quase 2,5 km², Zentralfriedhof, o cemitério central de Viena, é o segundo maior da Europa, e o primeiro em número de sepultamentos. Tão grande que é permito trânsito privado de carros dentro do cemitério e há um ônibus para transportar os visitantes. Inaugurado em 1874, o cemitério contém seções para protestantes, budistas, judeus, mórmons e muçulmanos. Dentre os famosos túmulos que abriga, destacam-se grandes nomes da música clássica, como Beethoven, Brahms, Schubert e Strauss.

Antigo Cemitério Judeu - Praga, República Tcheca
Um dos principais destaques do Bairro Judeu na capital tcheca, o antigo cemitério tornou-se um tocante memorial em homenagem à comunidade judaica. Desde o século 15, era lá o único local onde os judeus – confinados no bairro de Josefov – podiam enterrar seus mortos. Tal realidade resultou na superlotação do cemitério e a sobreposição das tumbas por camadas de terra. Hoje, são cerca de 12 mil lápides aparentes, mas quase 200 mil pessoas de fato sepultadas no local.



Notícia publicada no Portal Terra.




Claudia Cardamone* comenta

A Morte é um tema que sempre fascinou o ser humano. O que ocorre após? Para onde vamos? Lutamos incansavelmente em busca da imortalidade, amamos o mundo físico e queremos ficar nele. Os vampiros são o maior exemplo deste desejo coletivo: são mortos, mas permanecem ‘vivos’ na carne, sem dor, fome, sono, não envelhecem, são belos e fascinantes. Os mortos deixaram de ser algo a ser evitado e passaram a ser incorporados em nossa cultura. Reflexo disso são os cemitérios construídos para receber e agradar os vivos, mais do que os mortos. Mais do que obras de artes, os túmulos e lápides são narradores quase vivos da história e cultura de um país ou local.

Para os espíritas, que compreendem que nos cemitérios estão apenas os restos mortais e que o indivíduo vive como espírito, agora liberto, visitar um cemitério é prestar homenagem e recordar-se daqueles que aqui estiveram. Para os cristãos, um local sagrado de descanso eterno. Para o Ser Humano, uma lembrança pulsante de que nossa vida na Terra é sempre passageira.



* Claudia Cardamone nasceu em 31 de outubro de 1969, na cidade de São Paulo/SP. Formada em Psicologia, pelas FMU, e em Pedagogia, pela UNISUL. Reside atualmente em Santa Catarina, onde trabalha como professora. É espírita e trabalhadora do Grupo União e Amor de Formação Espiritual, em Paulo Lopes/SC.