Espiritismo .NET

Pessoas se casam menos porque há pornô de graça na internet, diz estudo


29 de dezembro de 2014



Pessoas se casam menos porque há pornô de graça na internet, diz estudo




Segundo a pesquisa, as opções de satisfação sexual fora do matrimônio aumentaram


‘THE INDEPENDENT’


LONDRES - O aumento da pornografia gratuita é responsável pela diminuição do número de casamentos, de acordo com pesquisadores do Instituto Alemão para o Estudo do Trabalho.

Os cientistas estudaram as tendências nos números de casamentos e na proliferação de filmes pornô e concluíram que o aumento da disponibilidade e o custo reduzido da pornografia na internet tiveram um efeito “casual”, fazendo com que as pessoas optassem por não subir ao altar.

“Tradicionalmente, uma das razões para se casar é satisfação sexual. Mas conforme as opções de satisfação sexual fora do casamento cresceram, a necessidade de se casar para atender a essa necessidade está diminuindo”, concluíram os pesquisadores, que perceberam uma rápida ascensão da pornografia na internet no mesmo período em que o casamento perdeu popularidade.

A internet não apenas barateou a pornografia, como o custo social de consumi-la, defende ainda o estudo. Isso porque as pessoas teriam menos chances de serem “estigmatizadas” por acessar um website, com privacidade, do que comprando revistas em uma loja.

A pesquisa também descobriu que consumidores de pornografia, em geral, frequentam menos a igreja e têm mais chances de trair o parceiro, ou de pagar por sexo. Um estudo anterior também havia identificado que o aumento na pornografia pode ser associado com o declínio nas ocorrências de estupro.



Notícia publicada no Jornal O Globo, em 22 de dezembro de 2014.




Jorge Hessen* comenta

Cientistas do Instituto Alemão para o Estudo do Trabalho compararam as tendências nos números de casamentos e na proliferação na Internet de imagens e filmes pornográficos e concluíram que o aumento da busca da pornografia na rede mundial de computadores levou as pessoas a optarem por manterem-se longe do matrimônio. Diante disso indagamos: será que a lógica do casamento é a busca da satisfação sexual? Obviamente para os lascivos, concupiscentes, libertinos, sim, pois os seus valores estão sob os cabrestos dos apelos sexuais e mantêm-se anestesiados nos narcóticos da erótica virtual e completamente aprisionados sob os aguilhões do apetite selvagem do instinto sexual.

Para os estudiosos do Instituto Alemão, “conforme cresceram as opções de “satisfação sexual” antes do casamento, a necessidade de se casar para atender a essa “satisfação sexual” diminuiu. Dessa maneira, no mesmo período que houve a invasão da pornografia na Internet, o casamento perdeu o status, concluíram os estudiosos. A Internet tornou a pornografia de fácil acesso e barata e os buscadores de pornografia teriam menos chances de serem “estigmatizados” por acessar (com privacidade) um website “adulto”, do que comprando (publicamente) revistas eróticas em uma loja. A pesquisa também descobriu que consumidores de pornografia, em geral, frequentam menos um culto religioso e têm mais chances de trair o parceiro”.(1)

Obviamente não há nada de espiritual na efígie pornográfica. O abuso de conteúdo erótico de fácil e rápido acesso na web e outros meios de comunicação permite que as pessoas sejam expostas regularmente à excitação da sexualidade e tem instituído na mente incauta uma visão distorcida da carga genésica. Quem duvida que a pornografia é a exaltação da prostituição? Infelizmente, há aqueles que sob o guante do delírio abonam a pornografia como sendo “boa” para a sociedade.

Atualmente a pornografia é uma indústria poderosa, que degrada e desumaniza homens e mulheres e movimenta quantias vultosas de dinheiro. Há estudiosos que afiançam e acreditam que o uso excessivo de pornografia online está criando uma geração de "homens e mulheres desajustados".

Tanto quanto devemos prestar atenção redobrada ao atravessar uma avenida de trânsito intenso, devemos ter a máxima cautela ao navegar na web, pois os perigos são reais. Devemos estar atentos para evitar cair em arapucas cibernéticas. Mas, apesar dos riscos e temeridades, não devemos demonizar a Internet tal qual fazia a Inquisição na Idade Média, queimando os livros e dilacerando a cultura.

Apoiados no bom senso doutrinário, é importante aprendermos a enfrentar os desafios cibernéticos, com a intenção de procurar a verdade e de esclarecer os interessados. É bastante salutar que saibamos separar o trigo do joio. A Internet, a despeito das informações incorretas, das agressões, das infâmias, da degradação e do crime, é, sem dúvida, um instrumento de grandiosas realizações que dignificam o homem e preparam a sociedade para um porvir mais promissor.

É evidente que a Internet é importante para todos nós. Com ela podemos ler a maioria dos jornais e podemos acessar um sem-número de enciclopédias e também sondar os filmes que estão em exibição nos cinemas. A rigor, utilizamos uma parte ínfima da vastidão de temas e materiais que se podem conseguir na Rede Mundial de Computadores. Por outro lado, nem sempre é tarefa fácil distinguir entre o conteúdo interessante e a mensagem perigosa e/ou ilegal. Dos riscos iminentes que estremecem a mente humana. Não faltam os sites de conteúdo racista, xenófobo, ou de puro incitamento à violência.

Mas recordemos que a Internet está presente nos hospitais, nos tribunais, nos ministérios, nas agências bancárias, nos supermercados, nas lojas, nas escolas, na segurança de nossas casas e empresas; enfim, permite fazer uma movimentação bancária, compras, observar nota na escola, realizar trabalhos escolares e profissionais, pesquisas. Eis aqui alguns dos exemplos de como estamos mais envolvidos com a informática do que se possa imaginar.

Vivemos num estágio social em que o mundo virtual é quase o real, mas ele nos surge como sonho. Alguns sonham com cuidado, outros se perdem nos cipoais dos delírios oníricos. Em todos esses estágios, há o perigo disso virar pesadelo. Esse é o preço que a sociedade contemporânea paga pelo avanço da Tecnologia da Informação, apesar de muitos cidadãos ainda não terem se dado conta de que seus atos pelas vias virtuais estão estabelecendo desastres morais de consequências imprevisíveis.

Diante do exposto, indagamos: como garantir a legitimidade desse monumental instrumento de trabalho para o Espiritismo? O que fazer para explorar mais o enorme potencial de divulgação da Doutrina Espírita através da Internet? Cremos que os Departamentos de Divulgação dos Centros Espíritas, bem como Federações Espíritas, deveriam investir na área virtual. São questões importantes e devemos refleti-las para que possamos entender como aplicar a Internet corretamente no ambiente espírita. Nesse caso, a vigília equilibrada é fundamental para atingir uma abordagem balanceada, que possa assumir plenamente a tecnologia que temos disponível e, simultaneamente, projetar os objetivos maiores do trabalho espírita que está sendo desenvolvido na Terra, por permissão do Cristo.


Referência:

(1) Disponível em http://ela.oglobo.com/vida/pessoas-se-casam-menos-porque-ha-porno-de-graca-na-internet-diz-estudo-14895772#ixzz3MgFSi2jv>.



* Jorge Hessen é natural do Rio de Janeiro, nascido em 18/08/1951. Servidor público federal aposentado do INMETRO. Licenciado em Estudos Sociais e Bacharel em História. Escritor (dois livros publicados), Jornalista e Articulista com vários artigos publicados.