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Água-viva imortal pode guardar segredo da vida eterna


17 de novembro de 2014



Água-viva imortal pode guardar segredo da vida eterna




Ainda não se sabe se, um dia, o ser humano poderá aprender o "segredo" da juventude eterna com esses cnidários



Por muitos séculos, o ser humano busca a fonte de vida eterna, o elixir da juventude, algo que o transforme em imortal. Mas, pode ser que estejamos muito próximo de uma descoberta que mudaria o rumo da história: é no que acredita o biólogo, professor no Laboratório de Biologia Marítima Seto – da Universidade Kyoto, no Japão. As informações são da CNN.

Segundo Shin Kubota, uma espécie de água-viva encontrada no mar ao sul do Japão é imortal. O professor diz que descobriu o poder de rejuvenescimento em uma das espécies quando encontrou uma água-viva cheia de espinhos em seu corpo e, ao retirá-los, percebeu que as possíveis feridas na epiderme regeneraram e o cnidário rejuvenesceu.

“Elas não morrem, rejuvenescem. As águas-vivas podem ser a chave para o rejuvenescimento, tendo isso em seu sistema”, disse.

Quando uma água-viva adulta é ferida, vai para o fundo do oceano. A partir daí, volta ao seu estado infantil, conhecido como um pólipo. Em seguida, o pólipo se torna uma nova medusa, permitindo que a água-viva entre um estado infantil para um adulto em cerca de dois meses.

Kubota repetiu a experiência de rejuvenescimento por 12 vezes e, em todas, a água-viva rejuvenesceu. Mas ainda há muitas perguntas sem respostas e não se sabe se, um dia, o ser humano poderá aprender o "segredo" da juventude eterna com esses cnidários. “Quero acreditar que esse segredo possa ser usado por humanos, porque, geneticamente, não somos muito diferentes das águas-vivas”, afirmou à CNN.


Terra


Notícia publicada no Portal Terra, em 30 de agosto de 2014.




Breno Henrique de Sousa* comenta

Poderemos viver para sempre? Sem dúvida que essa é uma questão que traz repercussões sobre o ponto de vista das religiões que no geral afirmam que a vida na Terra é transitória, que somos seres espirituais passando por uma experiência terrestre e que seguiremos sempre existindo enquanto espíritos.

Alguns futuristas mais empolgados chegam a afirmar que em pouco tempo nos tornaremos imortais. O desejo da maioria das pessoas é viver para sempre, principalmente aqueles que não creem na existência de uma vida espiritual após a morte do corpo físico. Essa foi e será uma grande busca da ciência em todos os tempos.

Lendo as obras espíritas podemos fazer algumas reflexões sobre o assunto. Questionando os espíritos a respeito da natureza da vida em outros planetas, Allan Kardec chega a conclusões interessantes. Na questão 182 de O Livro dos Espíritos ele comenta:

A duração da vida, nos diferentes mundos, parece guardar proporção com o grau de superioridade física e moral de cada um, o que é perfeitamente racional. Quanto menos material o corpo, menos sujeito às vicissitudes que o desorganizam. Quanto mais puro o Espírito, menos paixões a miná-lo. É essa ainda uma graça da Providência, que desse modo abrevia os sofrimentos.

Esse comentário nos permite deduzir que nos mundos mais adiantados, onde a natureza da vida é menos material, a existência pode ser mais longa do que na Terra. É o que também se pode deduzir da resposta à questão abaixo, em que se diz que a destruição da matéria cessa quando a natureza da existência se depura:

732. Será idêntica, em todos os mundos, a necessidade de destruição?

“Guarda proporções com o estado mais ou menos material dos mundos. Cessa, quando o físico e o moral se acham mais depurados. Muito diversas são as condições de existência nos mundos mais adiantados do que o vosso.”


Assim, quanto mais grosseira a matéria, mais sujeita ela está às vicissitudes, à desorganização e à desagregação. Entendamos que “matéria grosseira” ou “vida mais material” são expressões que fazemos uso de maneira mais ou menos alegórica querendo expressar diferentes estados de organização da matéria. A matéria que compõe um elefante, eu, você e uma pedra é a mesma matéria que existe no universo, mesmo que estejamos em diferentes estados de evolução, nesse caso a diferença estaria nesses diferentes estados de organização. O carbono pode ser um gás ou encontrar-se entranhado na estrutura molecular de uma pedra, mas é sempre o mesmo carbono, o que muda é a forma como está disposto. Quando dizemos que o corpo humano com a evolução se tornará menos grosseiro, isso significa que o corpo atingirá diferentes estados de organização da matéria que permita maior longevidade.

Talvez a resposta para esses novos estados de organização esteja justamente na natureza. Parece que as algas e alguns seres vivos têm a resposta biológica para a longevidade, mas isso ainda está longe de ser chamado de “imortalidade”. A longevidade por si só não significa evolução moral e espiritual. Inúmeros animais e plantas vivem muito mais que os seres humanos e nem por isso eles são espiritualmente mais evoluídos e o caso extremo é o dessa água-viva, praticamente imortal do ponto de vista biológico. Essa imortalidade biológica não é novidade na natureza quando, por exemplo, ao retirarmos uma secção de uma planta, aquela parte destacada pode crescer e formar uma nova planta. Esse ramo renova-se e esse processo pode ser repetido indefinidamente perpetuando de certa forma aquela planta original, porque enfim foi uma parte dela que se perpetuou pela reprodução assexuada.

Certamente a humanidade encontrará recursos para renovar seus órgãos e prolongar a vida, porém, com isso se depararão com novos desafios biológicos antes desconhecidos. O ser humano que ultrapassar a marca dos 200 anos estará em território desconhecido para a ciência. Não se sabe como o cérebro e a consciência reagirão nessas condições. Prolongar a vida biológica não quer dizer necessariamente que a consciência e a individualidade serão também prolongadas indefinidamente. Imaginem uma situação em que a vida biológica é prolongada, mas a ciência não consegue fazer com que as pessoas permaneçam com as suas mentes. O que seriam esses corpos vivos sem consciência de si? Sem mente e sem vontade? Um corpo biológico mantido com vida, sem alma e sem consciência pode ser considerado imortal? A visão materialista é a de que a mente é um produto do cérebro e que se o órgão estiver perfeito não há porque a mente também não estar. Porém, essa visão tem sido superada e a cada dia ampliam-se as evidências de que a mente existe fora do corpo de maneira independente.

A matéria deste mundo físico terá sempre os seus limites e estará sujeita à renovação, às leis da termodinâmica e à desorganização, mas, se expandirmos o conceito de vida para a vida no mundo espiritual, além da vida biológica que entendemos aqui na Terra, aí sim, poderemos falar de eternidade. A matéria que compõe o perispírito e os fluidos no mundo espiritual é uma matéria mais quintessenciada e próxima do seu estado primitivo, estando por isso menos sujeita às vicissitudes do que a matéria do mundo físico conhecida pela nossa ciência. A esses fluidos do mundo espiritual é que podemos aplicar com mais propriedade e exatidão a expressão de que eles são menos grosseiros e materiais, não só por sua organização, mas também por sua natureza elementar e intrínseca.

O perispírito pode ser compreendido também como um organismo biológico existente em outro estado dimensional e composto por outro tipo de matéria até então desconhecida e não registrável pela ciência oficial. O perispírito não morre, mas, assim como aquela água-viva, ele renova-se, troca matéria com seu meio, depura-se e não se desagrega. Por ele, já somos seres imortais e além dele, preexiste a nossa essência imortal e imaterial que rege e organiza toda a vida.

Somos espíritos e como espíritos nossa essência não é matéria, apesar de manifestar-se através dela. Mens Agitat Molem – O espírito move a matéria, essa é grande verdade do universo.



* Breno Henrique de Sousa é paraibano de João Pessoa, graduado em Ciências Agrárias e mestre em Desenvolvimento e Meio Ambiente pela Universidade Federal da Paraíba. Ambientalista e militante do movimento espírita paraibano há mais de 10 anos, sendo articulista e expositor.