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Casal tenta se matar três vezes e acaba preso na China


23 de novembro de 2014



Casal tenta se matar três vezes e acaba preso na China




Casal tentou cortar os próprios pulsos, incendiar o apartamento e saltar da varanda: nenhuma das tentativas de suicídio foi concluída com sucesso



Um casal de chineses apaixonados tentou se matar pelo menos três vezes, na cidade de Zhuhai, província de Guangdong, na China. Eles não conseguiram, continuam vivos e foram presos. As informações são do Daily Mail.

Segundo a publicação, Ke Mei, 25, e seu namorado Liu Meng, 26, brigaram porque ele chegou tarde em casa, após ter saído com os amigos. Após uma longa discussão, os dois chegaram à conclusão de que deveriam cometer suicídio, afinal, não poderiam mais ficar juntos e não saberiam viver separados.

Eles quebraram uma garrafa de vidro e tentaram cortar os próprios pulsos. Depois de sangrar bastante com um corte superficial, decidiram deixar vazar uma grande quantidade de gás no apartamento em que estavam e tentaram criar um incêndio com um palito de fósforo.

Sem sucesso no plano do incêndio, o casal decidiu saltar do apartamento. Abraçados, eles saltaram, mas Liu se arrependeu do ato e tentou se segurar nas grades da varanda. Pendurada no namorado, Ke começou a chamar por socorro e os vizinhos apareceram para ajudar.

O caso está sendo investigado e os dois foram detidos pela polícia local devido à tentativa de incendiar o apartamento.


Terra


Notícia publicada no Portal Terra, em 18 de julho de 2014.




André Henrique de Siqueira* comenta

A vida não é uma opção, é uma aventura.

Aventura é uma palavra que vem do latim "ad venture", significa literalmente o que vem pela frente. Joseph Campbell, famoso mitologista, defende que a ideia da aventura passa de cultura para cultura, seguindo um padrão de comportamento da aventura mítica entre o conhecido e o desconhecido. Para Campbell, o mito da aventura representa um chamado para o que vem pela frente. Nela, o herói descobre que é mais do que uma pessoa normal, que possui dotes extraordinários e que seres extraordinários o auxiliam. Ao descobrir isto, o herói inicia uma jornada de transformação, enfrentando desafios e tentações, até que compreende a natureza de sua jornada: ele precisa transformar a si mesmo! Então, começa uma transformação pessoal de pensamentos, de atitudes e de ações. Ao transformar-se, o herói descobre que pode retornar ao seu lugar original, mas agora com um presente da vida: a compreensão de seu papel no universo.

Quando nos vemos como seres limitados entre o nascimento e morte, julgamos que a vida seja um incidente acidental, fruto de um acaso probabilistico que nos fez nascer e que a qualquer momento pode nos fazer deixar de existir...

Então, movidos por esta crença, acreditamos que a vida é opcional... Diante de um problema mais sério, sucumbimos à tentação de interromper a vida, por nossa própria opção.

Então descobrimos que a aventura prossegue... A vida não não é opcional.

A vida é um processo contínuo de educação do herói para que se torne um cidadão do universo. Passamos por diferentes e múltiplas experiências na carne (encarnação) e fora dela (erraticidade) até que nos educamos à luz das Leis Naturais que governam o Cosmos.

Enquanto estamos em nossa aventura, deveremos aproveitar as experiências para a nossa própria edificação.

Diante dos problemas, o suicídio não é uma solução. Não interrompe os problemas ou encaminha para uma alternativa real. Apenas dificulta a jornada de aprendizado pelo acréscimo de dificuldades que a fuga da experiência implica.

Mantenhamo-nos firmes em nossa aventura. A vida nos oferece opções, a aventura prossegue sempre!



* André Henrique de Siqueira é bacharel em ciência da computação, professor e espírita.