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Ele salvou 669 crianças durante a Guerra… e não sabia que elas estavam ao lado dele.

26 de outubro de 2014



Ele salvou 669 crianças durante a 2ª Guerra… e não sabia que elas estavam sentadas ao lado dele.



Por WILL
 
Sir Nicholas Winton tem uma das histórias mais fantásticas que já passaram pelo Awebic.


Ele foi o responsável por organizar uma operação de resgate que salvou 669 crianças de campos de concentração nazista. Elas foram levadas em segurança até a Inglaterra entre os anos de 1938 e 1939.


Depois da 2ª Guerra Mundial o feito de Nicholas permaneceu desconhecido. Foi só em 1988 que sua esposa Grete descobriu um velho livro de 1939 com os nomes e as fotos de todas essas crianças.


A reportagem abaixo conta a história de Sir Nicholas. Destaque para o tempo de 6 minutos e 31 segundos do vídeo, quando ele recebe uma homenagem emocionante em um programa de TV inglês.


Clique no play abaixo para assistir.

Notícia publicada no Portal Awebic, em julho de 2014.



Nara de Campos Coelho* comenta


Ver a vida com o olhar iluminado pelo Espiritismo, torna-a muito diferente e mais justa aos nossos olhos. Muitos indagarão: justa? É que o sentido de justiça também é diferente para o espírita, pois focamos a vida ao longo da eternidade, com suas idas e vindas ao plano físico e sempre sujeita às consequências de nossas ações. Por isto, ela é assim tão imprevisível e tão cheia de dramaticidade.


A notícia em comentário faz-nos pensar sobre isso. Um homem que salvou centenas de crianças das garras atrozes do nazismo, durante a 2ª guerra mundial. Mas não pôde salvar todas, infelizmente.  Então, por que apenas estas? Por que não outras? E por que se propôs a salvá-las, enquanto outras pessoas não salvaram ninguém e muitas se associaram ao crime que infelicitou milhões de pessoas?


Neste ponto da reflexão, lembramo-nos de Jesus, quando nos disse no Sermão da Montanha: “Bem-aventurados os que têm fome e sede de Justiça, porque serão saciados.” Muitos poderão alegar que esta justiça nunca se faz na Terra, pois existem os que choram e os que riem, os que escravizam e os que são escravizados, os perseguidos e os perseguidores e assim por diante, como cantava Tim Maia: “Na vida a gente tem que entender, que um nasce para sofrer, enquanto o outro ri.” Ainda longe da explicação racional do Espiritismo, alguns alegarão que esta justiça será vivenciada do outro lado da vida, quando os justos serão saciados, vendo os agentes do mal serem castigados e os do bem recompensados. Mas a razão nos faz questionar se esta justiça também se dará no Além, pois cada um verá lá refletido o tipo de vida que teve aqui na Terra, que dependerá dele mesmo e do que foi: revoltado, irado, gentil, se pôde estudar, se teve uma família equilibrada, e teve acesso aos bens materiais e culturais e assim por diante.


A resposta que nos faz entender esta questão nos vem do Espiritismo que nos clareia o entendimento, dizendo-nos que esta justiça na verdade é “justeza”, “ajustamento” às leis espirituais que nos governam a vida em todos os momentos. Seremos saciados pela verdadeira justiça quando entendermos a “justeza” dos acontecimentos como o da notícia que comentamos agora. Todos os que participam deste comovente caso estão ajustados com a Lei de Causa e Efeito, respondendo por sua participação individual e coletiva. Eis que esta lei nos vincula ao bem e é a única capaz de nos tirar do círculo vicioso do sofrimento que parece se perpetuar na Terra. As crianças salvas, foram-no por mérito espiritual e não por sorte ou acaso. O homem que as salvou teve esta possibilidade por estar ligado às leis de amor e, em consequência disso, obteve a chance deste ato para recuperar-se de um passado faltoso junto daqueles Espíritos, que por uma razão maior, ainda ocupavam corpos de crianças, ou, por já entender que a fraternidade é um divino instrumento de felicidade e que o possibilitou subir mais um degrau na escalada evolutiva.


O certo é que não existe o acaso nas leis de Deus e, portanto, tudo tem uma causa. O efeito é consequência da natureza desta causa, como nos elucida “O Livro dos Espíritos”.


Para coroar esta linda história, o “salvador” teve a alegria de receber uma homenagem daqueles a quem beneficiou, vivenciando em vida física as consequências felizes de sua atitude de amor e solidariedade. As crianças resgatadas, já amadurecidas, viram-se em outra emocionante situação: a oportunidade de expressar gratidão em relação a quem os libertou de um sofrimento atroz.


Eis a justiça divina, fazendo-se presente no nosso ajustamento às leis que nos regem a vida material e a espiritual, saciando-nos. Afinal, somos Espíritos eternos, viajando de encarnação em encarnação em busca da sabedoria, da paz e da felicidade.


* Nara de Campos Coelho, mineira de Juiz de Fora, formada em Direito pela Faculdade de Direito da UFJF, é expositora espírita nos Estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro, articulista em vários jornais, revistas e sites de diversas regiões do país.