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Miguel Nicolelis mostra exoesqueleto controlado pela mente

19 de janeiro de 2014



Miguel Nicolelis mostra exoesqueleto controlado pela mente



Neurocientista brasileiro divulgou no Facebook as imagens do exoesqueleto que poderá auxiliar pessoas com paralisias severas na recuperação de seus movimentos


Gabriela Ruic, de Exame.com


São Paulo – O brasileiro Miguel Nicolelis, um dos neurocientistas mais importantes do mundo, divulgou nesta semana em seu perfil no Facebook as primeiras imagens do exoesqueleto robótico que poderá auxiliar um paciente tetraplégico a dar o pontapé inicial da Copa do Mundo 2014, que acontecerá no dia 12 de junho.


As fotos publicadas por Nicolelis mostram alguns detalhes da parte frontal e lateral da estrutura. Controlado pela mente, o equipamento faz parte do projeto “Andar de Novo”, iniciativa conduzida pela Universidade de Duke (EUA) e o Instituto Internacional de Neurociências de Natal Edmond e Lily Safra.


O experimento tem como objetivo construir no Brasil a primeira neuroprótese capaz de trazer a mobilidade de volta a pacientes com paralisias severas. E, ao que tudo indica, os cientistas envolvidos, liderados por Nicolelis, estão muito próximos de conquistar esta meta.


Em um pequeno vídeo, também publicado pelo neurocientista da rede social, é possível observar o exoesqueleto, que veste um manequim, fazendo um leve movimento para frente, como um chute.



Interface cérebro-máquina


Segundo Nicolelis, em artigo publicado no site da revista Brasileiros, experimentos com a primeira geração da chamada “interface cérebro-máquina” foram realizados em macacos. Com ela, estes animais conseguiram controlar movimentos usando apenas a sua imaginação.


De acordo com ele, os macacos foram capazes de executar tarefas a partir de braços e pernas mecânicos. “Utilizaram o seu próprio pensamento para jogar videogames ou mover objetos localizados próximos a si ou em ambientes remotos”, explicou o neurocientista.


Notícia publicada em Exame.com, em 26 de novembro de 2013.



Claudio Conti* comenta


Na área da neurociência, um dos grandes focos atualmente é o desenvolvimento de equipamentos que sejam controlados por processos mentais, todavia, é sempre imperioso lembrar que a conexão mente-matéria é estabelecida entre a mente e o cérebro. O equipamento, por sua vez, é ligado ao cérebro.


No livro intitulado A Cura Quântica, o renomado médico indiano Deepak Chopra aborda minuciosamente a questão da ação da mente sobre o cérebro, ou melhor, sobre os neurônios, que, por sua vez, estabelecem todo um sistema de resposta, liberando um coquetel de compostos químicos que funcionam como um código, distribuindo a informação às partes interessadas no corpo físico. Segue um segmento do texto de Deepak Chopra:


"Agora chegamos ao âmago da questão. A mente, em qualquer definição, é imaterial, mas desenvolveu uma forma de trabalhar em parceria com essas complicadas moléculas comunicadoras. São tão intimamente associadas que, como vimos, a mente não pode ser projetada no corpo sem tais substâncias químicas. Mas essas substâncias não são a mente. Ou são?


"Toda essa situação paradoxal foi resumida de modo inteligente há vários anos pelo eminente fisiologista australiano Sir John Eccles, ganhador de um Prêmio Nobel, durante uma  conferência aos parapsicólogos que debatiam assuntos rotineiros da PES (Percepção Extra-Sensorial), como telecinésia — a capacidade de mover objetos físicos com a mente. — Se vocês querem ver um caso real de telecinésia — disse ele à audiência —, considerem as proezas da mente sobre a matéria realizadas pelo cérebro.


"É espantoso que, a cada pensamento, a mente consiga mover átomos de hidrogênio, carbono, oxigênio e outras partículas das células cerebrais. Aparentemente, nada estaria mais distante do pensamento insubstancial do que a sólida matéria cinzenta do cérebro. Toda essa façanha é realizada sem nenhuma ligação evidente."


Apesar de ser considerado um grande avanço, tanto o que é descrito neste artigo quanto tantos outros, quando se considera que até atingir a condição do uso efetivo por um ser humano "necessitado", incontáveis experimentos, frustrados ou não, foram realizados com animais saudáveis, causando sofrimentos inomináveis.


Precisamos pensar que está em jogo questões de fundo ético e moral e nos questionar se realmente podemos fazer isto com os seres inferiores da criação.


Surgiu recentemente um novo ingrediente nesta questão: Em meados de 2013, um grupo de neurocientistas assinou um manifesto afirmando que a consciência não é um atributo apenas dos animais da espécie humana, mas atributo compartilhado com outras espécies como os mamíferos, aves e polvos. (leia mais em http://ccconti.com/Texto7/textos7.htm#texto8.)


A humanidade ainda tem muito o que caminhar nas questões morais para que o avanço científico não nos traga mais comprometimentos.


* Claudio Conti é graduado em Química, mestre e doutor em Engenharia Nuclear e integra o quadro de profissionais do Instituto de Radioproteção e Dosimetria - CNEN. Na área espírita, participa como instrutor em cursos sobre as obras básicas, mediunidade e correlação entre ciência e Espiritismo, é conferencista em palestras e seminários, além de ser médium pscógrafo e psicifônico (principalmente). Detalhes no site www.ccconti.com.