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Cientista usa elementos químicos para criar formas de flores

28 de dezembro de 2013



Cientista usa elementos químicos para criar formas de flores



Controle de minúsculos cristais levou à criação de estruturas microscópicas


O cientista Wim L Noorduin, da Escola de Engenharia e Ciências Aplicadas (SEAS, na sigla em inglês) em Harvard, aprendeu a manipular gradientes químicos para criar estruturas microscópicas semelhantes a flores.


Ele aprendeu a controlar minúsculos cristais, em placas de vidro e lâminas de metal, para criar estruturas específicas.


Segundo a SEAS, Noorduin e sua equipe dissolvem cloreto de bário (um sal) e silicato de sódio em um béquer de água. O dióxido de carbono do ar naturalmente se dissolve na água, dando início a uma reação que deriva em cristais de carbonato de bário.


Notícia publicada no Portal Terra, em 27 de junho de 2013.



Miriam Nascimento* comenta


O cientista Wim L. Noorduin e sua equipe desenvolveram um projeto experimental com a manipulação de elementos químicos, muito específico e direcionado, que a muitos de nós leigos cabe apenas a admiração do resultado obtido: formas muito parecidas com flores.


O homem, ao longo dos séculos, seguiu o fluxo natural do progresso, utilizando-se da observação e manipulação de elementos da natureza em busca de explicações para as múltiplas questões sobre a formação da vida material em nosso Planeta e para a pergunta que sempre nos fazemos: Como surgiram os seres vivos?


A obra basilar “A Gênese”(1), entre outros temas, nos traz discussões e hipóteses registradas por Allan Kardec acerca da “Uranografia Geral” e nossa relação com o Universo e da Gênese Orgânica, incluindo a teoria da Abiogênese ou Geração espontânea(2) (vigente até a metade do século XVII), e a teoria da Biogênese(3). Teorias que sofriam fortes embates e ainda eram pouco compreendidas, já que a composição orgânica ainda era vista de uma forma muito geral e o estudo da estrutura celular ainda estava em seu começo.


A Doutrina dos Espíritos já apontava o avanço através do tempo, mostrando a nossa visão ainda limitada da Criação Divina, mas também a perspectiva que se descortinaria na medida em que o progresso avançasse.


Hoje, com os inúmeros instrumentos de pesquisa, frentes de trabalho e a descoberta do código genético, o homem assinala o quanto ainda tem a descobrir e principalmente a compreender.


Wim Noorduin, jovem pesquisador, possui o desprendimento das gerações atuais, mas traz a mesma essência de Louis Pasteur, Darwin e John Tyndall (físico inglês), no século XIX. A vontade de ver além do óbvio e a inquietude íntima que só a lógica pode serenar, desmistificando e esclarecendo que o medo paralisa o homem, o medo do desconhecido.


A descoberta de Noorduin, a princípio de baixa complexidade, pode parecer desinteressante, já que não encontramos, à primeira vista, uma utilidade em formas microscópicas com caule, flores e folhas feitas a partir de cristais resultantes de misturas químicas.


Mas se pensarmos na metodologia de Kardec, onde a experiência não visava apenas o resultado, mas também a vivência do processo em si, entenderemos um pouco mais sobre a importância do raciocínio, da tentativa e do bom senso. As experiências mais elaboradas podem estar ao alcance de alguns, mas é fato que nós mesmos experimentamos diariamente situações que nos convidam ao estudo, investigação e questionamentos.


Conscientes que somos da imortalidade da alma, ainda assim agimos como se fôssemos adeptos frágeis do materialismo, encerrando muitas oportunidades de aprendizado e descobertas, subestimando a nossa própria capacidade de crescimento e dando vazão a preconceitos e justificativas superficiais.


O Espírito na fase da infância questiona incessantemente e destemidamente, talvez por ainda não estar suscetível ao peso que a opinião alheia possui.


Kardec, no capítulo X, na obra “A Gênese”, sobre “A Gênese Orgânica”, finaliza dizendo: “O materialismo pode ver por aí que o Espiritismo, longe de temer as descobertas da Ciência e o seu positivismo, vai ao seu encontro e as provoca, por ter a certeza de que o princípio espiritual, que tem sua existência própria, não pode sofrer nenhum dano com essas descobertas”. Inspiremo-nos nestas escolhas positivas, que nos libertam do medo de compreender as Leis Naturais, percebendo de forma mais sensível todas as possibilidades que a Ciência pode nos oferecer, pois não é de “expertise cientifica acadêmica” que Kardec nos falava, e sim de visão ampla da Criação Divina, para que deixemos de uma vez por todas de viver uma existência, como se a Terra ainda fosse o centro do Universo, mesmo sabendo que esta teoria já foi vencida pelas evidências científicas.


Finalizamos com a mensagem objetiva e generosa de Léon Denis, na obra “O Porquê da Vida”: “Tal tem sido em todos os tempos o destino das novas ideias, o acolhimento reservado às grandes descobertas. Considera-se como trivial a utilização das mesas girantes; mas as maiores leis do universo, as mais poderosas forças da natureza, não foram reveladas de uma maneira mais imponente. Não é graças às experiências feitas com rãs que a eletricidade foi descoberta? A queda de uma maçã demonstrou a atração universal, e a ebulição de uma marmita, a ação do vapor”.(4)


Nota: O registro visual original da experiência não possui cores. As imagens foram coloridas através de software específico.



Referências:


(1) KARDEC, Allan. A Gênese. Editora CELD. Tradução de Albertina Escudeiro Sêco;


(2) Abiogênese ou Geração espontânea é a teoria, segundo a qual, certas formas inferiores de vida poderiam ser geradas através dos agentes físico-químicos das substâncias inorgânicas. Nota de Albertina Escudeiro – tradução de “A Gênese” – Ed. CELD;


(3) A teoria da Biogênese propõe que todo ser vivo provém de outro ser vivo. Nota de Albertina Escudeiro – tradução de “A Gênese” – Ed. CELD;


(4) Obra “O Porquê da vida” – Léon Denis. Ed. FEB.


* Miriam Nascimento é carioca, designer de interiores e professora, espírita, dinamizadora de estudos virtuais, membro da equipe Espiritismo.net e tarefeira no Centro Espírita Irmã Rosa, em Niterói, RJ.