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Indiano planta (sozinho) floresta do tamanho de 800 campos de futebol

8 de novembro de 2013



Indiano planta (sozinho) floresta do tamanho de 800 campos de futebol



Débora Spitzcovsky


Dizem que todo homem deve plantar uma árvore, escrever um livro e ter um filho, mas o indiano Jadav “Molai” Payeng caprichou tanto na primeira tarefa que, talvez, tenha permissão para abrir mão das outras duas. Ele plantou sozinho (!) uma floresta de cerca de 1.400 acres – o que equivale a 560 hectares ou à área de 800 campos de futebol oficiais.


O plantio começou há mais de 34 anos, com um grande objetivo: salvar a Ilha de Majuli, localizada no nordeste da Índia, onde Payeng morava. O local estava fadado a desaparecer: considerada a maior ilha fluvial do mundo, Majuli sofria com a erosão do solo, provocada por inundações causadas pelo aquecimento global, e chegou a ter mais de 70% de seu território “engolido” pelo rio Brahmaputra.


Casas e fazendas tiveram que ser abandonadas e os animais da região começaram a morrer por não ter onde se abrigar do calor excessivo. Diante da situação, Payeng foi pedir ajuda ao governo, mas como resposta ouviu que o máximo que cresceria na região seriam bambus.


Sem ajuda, ele resolveu salvar a ilha por conta própria. E conseguiu! Payeng plantou mudas de diversas espécies em Majuli e, 34 anos depois, “construiu” uma floresta na Ilha, que é lar de animais como elefantes, tigres, rinocerontes e vários tipos de aves.


Payeng também vive por ali, em uma pequena casa que construiu por conta própria. Realizado, ele tem uma pequena fazenda, onde cultiva para subsistência, e agora será protagonista de cinema. Ele é tema do documentário Forest Man, dirigido por Will McMaster, que, além de mostrar a saga do indiano para plantar a floresta – batizada de Molai’s Woods –, vai retratar os impactos das mudanças climáticas na humanidade.


Produzido por meio de crowdfunding, o documentário deve estrear ainda em 2013 e é uma história e tanto para esta quarta-feira (22), quando é comemorado o Dia Internacional da Biodiversidade. “Payeng é um exemplo do que um homem determinado pode fazer pelo meio ambiente”, disse McMaster. Curioso para assistir ao filme? Veja o vídeo postado na plataforma de financiamento coletivo KickStarter.


Matéria publicada na Revista Superinteressante, em 22 de maio de 2013.



Claudio Conti* comenta


Na questão 115, d’O Livro dos Espíritos, encontramos o seguinte:


Dos Espíritos, uns terão sido criados bons e outros maus?


“Deus criou todos os Espíritos simples e ignorantes, isto é, sem saber. A cada um deu determinada missão, com o fim de esclarecê-los e de os fazer chegar progressivamente à perfeição, pelo conhecimento da verdade, para aproximá-los de si. Nesta perfeição é que eles encontram a pura e eterna felicidade. Passando pelas provas que Deus lhes impõe é que os Espíritos adquirem aquele conhecimento. Uns aceitam submissos essas provas e chegam mais depressa à meta que lhes foi assinada. Outros só a suportam murmurando e, pela falta em que desse modo incorrem, permanecem afastados da perfeição e da prometida felicidade.”


Vemos, portanto, que a cada um é dado determinada missão, apesar do senso comum de interpretar por “missão” os considerados grandes feitos dos espíritos categorizados para tal. Todavia, existe uma gama muito variada de atribuições, na Terra, dos espíritos encarnados, dependendo do grau evolutivo e de entendimento. Apesar de tratarmos, neste texto, dos encarnado, o mesmo é válido para os desencarnados.


Assim, devemos sempre nos perguntar: Qual é minha missão enquanto encarnado? A resposta, além de variar de espírito para espírito, também pode variar ao longo do tempo, pois o processo evolutivo é dinâmico e a todo momento nos deparamos com situações novas.


Portanto, todas as vezes que nos deparamos com uma situação que acreditamos poder fazer a diferença para o lado positivo, devemos tentar cumprir a atividade segundo a nossa capacidade de ação, sem esquecer, obviamente, de elevar a mente à Deus em profunda prece para buscarmos forças para a empreitada que se encontra diante de nós.


No artigo em análise, fica claro que o Sr. Jadav Payeng, diante de uma situação grave, tanto para ele próprio quanto para a sociedade do povoado, assim como para os animais e vegetais da região, tomou para si a tarefa de reparar os estragos que vinham acontecendo na ilha e resolveu, nada mais nada menos, iniciar um processo de plantio solitário de uma enorme área, a tal ponto de restaurar a mata local.


Quanto tempo levou? 34 anos. Mas qual a importância do tempo para a evolução do espírito? Segundo a Codificação Espírita, uma encarnação é uma duração extremamente curta para a vida do espírito imortal.


Vamos, portanto, seguindo o exemplo deste indiano, iniciar o mais depressa possível a execução das nossas pequenas ou grandes missões com as quais nos deparamos no nosso dia a dia.


* Claudio Conti é graduado em Química, mestre e doutor em Engenharia Nuclear e integra o quadro de profissionais do Instituto de Radioproteção e Dosimetria - CNEN. Na área espírita, participa como instrutor em cursos sobre as obras básicas, mediunidade e correlação entre ciência e Espiritismo, é conferencista em palestras e seminários, além de ser médium pscógrafo e psicifônico (principalmente). Detalhes no site www.ccconti.com.