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Mulher é presa por anúncio em busca de assassino nos EUA

20 de agosto de 2013



Mulher é presa por anúncio em busca de assassino nos EUA



Do UOL, em São Paulo


É o cúmulo do gato por lebre: uma mulher foi presa por tentar contratar um assassino por meio de um anúncio no jornal.


Segundo a polícia, Megan Schmidt, 23, moradora de Dubuque, no Estado americano de Iowa, anunciou no site Craigslist (as páginas amarelas americanas) que pagaria US$ 10 mil (uns R$ 22 mil) a quem se dispusesse a fazer um serviço não revelado.


A qualquer um que ligasse se dizendo interessado, ela detalhava a proposta: o dinheiro era para matar seu pai. Foi o que um policial à paisana fez: ligou e, fingindo interesse, marcou um encontro com a mulher para pegar uma foto da potencial vítima.


A empreendedora do ano foi presa e só sairá se pagar a fiança, estipulada em US$ 50 mil (uns R$ 111 mil). Ela responderá pelas acusações de tentativa de assassinato e solicitação de homicídio(!).


Notícia publicada no Portal UOL, em 26 de junho de 2013.



Humberto Souza de Arruda* comenta


Quando vemos um indivíduo chegar ao ponto de um planejamento como o da nossa irmã Megan, somos cobertos por sentimentos de repulsa, que costuma cobrir os entendimentos fraternais que o nosso amigo mestre Jesus nos ensinou.


Mas, para nos auxiliar a termos uma mudança de julgadores a indulgentes com as imperfeições alheias, recorramos ao comentário de Allan Kardec, em O Livro dos Espíritos, com relação à questão de número 886, sobre o verdadeiro sentido da caridade: “O amor e a caridade são o complemento da lei de justiça, pois amar o próximo é fazer-lhe todo o bem que pudermos e que gostaria que nos fosse feito. Este é o sentido das palavras de Jesus: Amai-vos uns aos outros, como irmãos.”


Esta indulgência não seria apoiar ou apreciar o fato cometido pela Megan, mas sim a prática da caridade responsável em relação ao espírito imortal, que sempre é responsável por suas atitudes. Esta é a caridade responsável que nos faz vibrar pela melhoria e elevação de uma irmã temporariamente “mergulhada” no equívoco.


Quando ainda no planejamento reencarnatório, Megan e seu pai assumiram compromissos de crescimento mútuo nesta existência, seja por resgates de débitos pretéritos e/ou afinidades que os atraíram a esta família que eles necessitavam para o adiantamento de ambos. Sabedores das leis de causa e efeito e livre-arbítrio, a opção de cometer as infrações nesta existência não é planejada no plano espiritual.


Muitas mágoas são alimentadas de uma existência a outra para que um indivíduo planeje algo tão maldoso como este fato. Mas não podemos esquecer que há a injustiça, mas não os injustiçados. E como nos elucida Joanna de Ângelis, em seu livro SOS Família, psicografado por Divaldo franco, “a família é, antes de tudo, um laboratório de experiências reparadoras, na qual a felicidade e a dor se alternam, programando a paz futura. Nem é o grupo da bênção, nem o élan da desdita. Antes é a escola de aprendizagem e redenção futura. Irmãos que se amam, ou se detestam, pais que se digladiam no proscênio doméstico, genitores que destacam uns filhos em detrimento dos outros, ou filhos que agridem ou amparam pais, são Espíritos em processo de evolução, retornando ao palco da vida física para a encenação da peça em que fracassaram, no passado. A vida é incessante, e a família carnal são experiências transitórias em programação que objetiva a família universal.”


Assim, esta irmã que foi abençoada pela descoberta feita pelo policial, tem muito para aprender com este escândalo. O período de reclusão ou as consequências que o valor da fiança pode causar na vida dela são coisas que lhe trarão momentos de introspecções que poderão levá-la a uma grandiosa reforma íntima. Mas depende somente da permissão dela.


E da mesma forma é a situação do pai dela, que com este ato pode exercitar o perdão. E, inclusive, a grandiosa possibilidade de colocar um fim a uma desavença que não podemos quantificar a quantas existências vem acontecendo, “abençoando, desse modo, com a paciência e o perdão, o filho ingrato e aprisionado na cólera”. (Do livro SOS Família, de Joanna de Ângelis.)


Oremos por estes espíritos, que a várias existências vêm se esforçando para alcançarem a paz.


* Humberto Souza de Arruda é evangelizador, voluntário em Serviço de Promoção Social Espírita (SAPSE) e colaborador do Espiritismo.net.