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Chocolate pode virar remédio “antivelhice”

12 de agosto de 2013



Chocolate pode virar remédio “antivelhice”



Carol Castro


Mulher adora chocolate. E gasta horrores para afastar ou esconder a velhice. Então, por que não fazer do chocolate um poderoso remédio antivelhice? É como somar 1+1 para chegar a uma fórmula de sucesso.


O pessoal lá da Inglaterra se ligou nisso e, em Cambridge, alguns cientistas afirmam já ter desenvolvido esse tal chocolate irresistível. O segredo está num ingrediente chamado Coco-Lycosome. Ele faz com que o corpo absorva até 20 vezes mais os flavanóides do cacau, que melhora a oxigenação da pele – e isso é essencial para desacelerar o processo de envelhecimento.


Dizem os pesquisadores que um pedaço pequeno desse chocolate modificado tem o mesmo efeito benéfico de duas barras de um chocolate normal. “Duas barras por dia podem ser uma boa ideia para os chocólatras, mas nem todo mundo ama tanto assim chocolate. Mas agora todos podem se beneficiar dos flavanóides do cacau sem comprometer a saúde”, diz o pesquisador Ivan Petyaev.


E eles ainda garantem que o sabor do doce continua o mesmo.


Chocólatras, comemorem: vocês podem ganhar um motivo a mais para justificar essa paixão toda! E se preparem para gastar, isso não deve ser lá muito barato. A propósito, quanto vocês pagariam por uma barra desse chocolate mágico?


(Via Daily Mail)


Matéria publicada na Revista Superinteressante, em 30 de maio de 2012.



Jorge Hessen* comenta


Não são raras as pessoas que têm aversão ao envelhecimento. Arriscam tudo para camuflarem a idade, seja através de cirurgias rejuvenescedoras (plásticas), seja injetando toxina botulínica (botox) e/ou demais artifícios. Cientistas de Cambridge dizem que até mesmo chocolate pode virar remédio “antivelhice”.(1) Segundo Pedro Paulo Monteiro, mestre em Gerontologia e autor dos livros "O Tempo Não Tem Idade" e "A Beleza do Corpo na Dinâmica do Envelhecer", a dificuldade em aceitar o envelhecimento é mais comum em mulheres. Segundo ele, o sexo feminino valorizara "enormemente" a estética. "Algumas mulheres têm medo de envelhecer, porque acreditam que ficarão feias, isoladas e sem atrativos. Isso não é verdade, pois existem várias pessoas que só começaram a ser felizes na velhice."(2)


Para muitas pessoas, o envelhecer é uma tormenta avassaladora. Diante do espelho, entram em pânico notando a arruína da estética, músculos decaindo, pele afrouxando, enrugando a testa, enfraquecendo a psicomotricidade, submergindo o semblante, pesando as pálpebras e os olhos afundando nas tristezas do que veem.


Cremos que a decrepitude deveria ser encarada como venturosa pelo que contém de gratificante, mormente por causa das longas refregas das buscas e das realizações. Envelhecer é uma arte e uma ciência, se buscarmos rejuvenescer nossa alma. Há idosos que conquistaram a longevidade de forma sadia e feliz, contudo muitos estão largados nos asilos da vida, amargando suas enfermidades no isolamento. Há os que aceitam sua decrepitude sem rezingar e sem exigir nada dos outros; todavia, igualmente indiferentes, não oferecem nada a ninguém.


O tempo é inexorável e abençoado transformador de destinos. Muitas vezes, não abrangemos os mistérios do tempo que se dissipa célere na vida terrena. Alguns envelhecem, e quase nada realizam nas instâncias do bem incondicional. Há, porém, aqueles que concretizam em si a vigorosa fé cristã, exercitando inteiramente o amor ao próximo. Abraham Lincoln dizia que não são os anos em sua vida que importam, mas a vida em seus anos. O pensador Alexis Carrel proferia frase semelhante, dizendo que o importante não é acrescentar anos à sua vida, mas vida aos seus anos. O médico alemão Harry Benjamin endossou as ideias de Lincoln e Carrel pronunciando: "não queira acrescentar dias à sua vida, mas vida aos seus dias." Baseado nesses adágios, evocamos alguns personagens históricos que acrescentaram vidas a cada aniversário.


Os anos não passaram em vão na vida de David Livingstone, escritor de inesquecíveis contos literários que o projetaram no Século XIX ao lado de deuses da literatura mundial, a exemplo de Victor Hugo. David entoou os doces cânticos da Mensagem de Jesus para os nativos sul-africanos. Renunciou aos apelos da fama, abandonou a Escócia, sua terra natal, e juntou-se àquelas almas sofredoras, nascidas na mais dura dificuldade material na África.


Os anos não passaram em vão nos projetos de vida de Florence Nightingale, a ilustre "Dama da Lâmpada"; ela que vestiu a túnica da abnegação, afastando-se do convívio do esplendor inglês, a fim de adotar, voluntariamente, a penosa empreitada de socorrer as vítimas da Guerra da Criméia, no século XIX.


Os anos não passaram em vão nos projetos de vida de Jean Henrique Dunant, que inspirado nas virtudes da fundadora da primeira escola de enfermagem da Terra, escreveu o livro “Un Souvenir de Solferino”, publicado em 1862, em que sugeria a criação de grupos nacionais de ajuda para apoiar os feridos em situações de guerra, e propôs a criação de uma organização internacional que permitisse melhorar as condições de vida e prestar auxílio às vítimas da guerra. Em 1863, Dunant fundou a Cruz Vermelha Internacional, reconhecida, no ano seguinte, pela Convenção de Genebra.


Os anos não passaram em vão nos projetos de vida daquela que foi considerada uma das dez mulheres mais importantes dos Estados Unidos, no século XX. Referimo-nos a Hellen Keller, que teve de sobra coragem e determinação robusta para vencer suas limitações físicas, pois era surda, muda e cega de nascença. Contudo, um dia Keller conseguiu falar e soltou o verbo como ninguém. O vigor moral fez dela uma singular mulher, com grande projeção no cenário do mundo. Seu verbo infundia ao Homem a necessária reflexão sobre o quanto somos potencialmente ilimitados quando amamos o próximo.


Certa ocasião, o jornalista Harold Gibson disse: - "Por onde Miss Eartha andava, os famintos, os aflitos e os desamparados, de todas as idades, sentiam a sua presença compassiva e animadora." Referia-se a Eartha Mary Magdalene White, uma verdadeira lenda no norte da Flórida, Estados Unidos. Os anos não passaram em vão nos projetos de vida de Magdalene White. Ela fundou uma Instituição de amparo ao negro americano. Desencarnou em 1974, com 95 anos de idade, deixando um segredo para vivermos a grande mensagem: - “Façam todo o bem que puderem, de todos os modos, em todos os lugares, para todas as pessoas, enquanto puderem."


Eis aqui elencados alguns personagens reais da História que souberam envelhecer acrescentando vida aos anos de experiência física. Neste contexto, o idoso, ou a velhice, é a fase da vida em que se atinge a sabedoria, adquirida pela experiência cotidiana, mais do que pelo conhecimento. Conhecimento e sabedoria são distintos. O velho não é só sábio, mas é o sábio por excelência. Como tal deve ser reverenciado por toda a sociedade. O envelhecimento é a conquista da sabedoria pelas vivências cotidianas. Em verdade, em cada instante que vivemos, em cada minuto que se esvai, nos báratros do dia-a-dia, construímos o nosso destino e escrevemos com letras douradas, nas páginas da vida, os anos de experiência nos carreiros do amor que devotamos ao próximo.



Referências:


(1) Disponível em http://super.abril.com.br/blogs/cienciamaluca/chocolate-pode-virar-remedio-antivelhice>, acessado em 24/07/2013;


(2) Disponível em http://mulher.uol.com.br/comportamento/noticias/redacao/2012/04/03/ plasticas-exageradas-e-comportamento-imaturo-revelam-medo-desproporcional-de-envelhecer.htm>, acessado em 23/07/2013.


* Jorge Hessen é natural do Rio de Janeiro, nascido em 18/08/1951. Servidor público federal lotado no INMETRO. Licenciado em Estudos Sociais e Bacharel em História. Escritor (dois livros publicados), Jornalista e Articulista com vários artigos publicados.