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Atividade física, ainda que tardia, ajuda a proteger o coração

1º de julho de 2013



Atividade física, ainda que tardia, ajuda a proteger o coração



Um estudo britânico constatou que a prática regular de atividade física ajuda a proteger o coração, ainda que iniciada tardiamente, após os 40 ou 50 anos.


O trabalho, publicado na revista científica Circulation, constatou que pessoas que faziam as duas horas e meia de exercícios recomendadas apresentavam índices menores de marcadores inflamatórios em seu sangue.


Os marcadores inflamatórios são importantes porque, segundo os especialistas, sua presença em grandes quantidades foi associada a um aumento nos riscos de problemas cardiológicos.


A pesquisa contou com a participação de mais de 4 mil pessoas e foi conduzida por cientistas da University College London, em Londres.


A descoberta não é inédita, uma vez que outros estudos já comprovaram os imensos benefícios para a saúde dos exercícios físicos, porém pesquisadores puderam verificar a redução dos problemas cardíacos mesmo para aquelas pessoas que começam a praticá-los na meia-idade.


A boa notícia é de que não é preciso fazer exercícios pesados na academia - caminhadas vigorosas e até jardinagem já contam para preencher a cota de duas horas e meia de atividade moderada por semana, acrescentaram os especialistas.


A equipe explicou, no entanto, que o estudo se focou em indicadores de problemas cardíacos de maneira geral e não sobre doenças do coração específicas, e que são necessárias mais pesquisas sobre o assunto.


Além disso, o estudo se baseou em relatos dos próprios participantes sobre a quantidade de exercícios que fizeram. É sabido que as pessoas tendem a superestimar a quantidade de exercícios que fazem.



Mexa-se!


Os participantes que disseram ter praticado a quantidade recomendada de exercícios durante os dez anos de duração do estudo apresentaram os índices mais baixos de marcadores inflamatórios.


Até aqueles que disseram ter começado a fazer os exercícios bem depois dos 40 apresentaram melhorias. Eles tinham menores índices de marcadores inflamatórios do que os participantes que relataram nunca ter feito exercícios suficientes.


Os resultados se mantiveram mesmo quando os pesquisadores levaram em consideração outros fatores, como obesidade e o hábito de fumar.


"Deveríamos estar encorajando mais pessoas a ficar ativas", disse Mark Hamer, chefe do estudo. "Por exemplo, a andar em vez de pegar o ônibus. Você pode beneficiar sua saúde com atividades moderadas em qualquer momento da sua vida".


Notícia publicada na BBC Brasil, em 14 de agosto de 2012.



Raphael Vivacqua Carneiro* comenta


Numa das crônicas do humorista Luís Fernando Veríssimo, ele afirma ironicamente que a verdadeira força motriz do desenvolvimento humano, a razão da superioridade e do sucesso do homem, foi a preguiça. Ele expõe seus argumentos: O que são o estilingue, a flecha e a lança, senão maneiras de não precisar ir lá e esgoelar a caça com as mãos? O que estaria pensando o inventor da roda, senão no eventual desenvolvimento da charrete que, atrelada a um animal menos preguiçoso do que ele, o levaria a toda parte sem que ele precisasse caminhar? As telecomunicações, desde os tambores tribais até a internet, se devem ao desejo humano de enviar a mensagem em vez de ir entregá-la pessoalmente. As maiores invenções do homem devem a sua existência à preguiça, a começar pela escada rolante e o controle remoto – graceja o autor. Como toda brincadeira possui um fundo de verdade, ele tem lá a sua razão.


É lícito ao homem utilizar a sua inteligência para desenvolver bens que aumentem o seu bem-estar. Entretanto, segundo a filosofia espírita, o prazer que o homem sente ao desfrutar os bens materiais constitui para ele uma tentação e uma prova. Porquanto a tentação arrasta o homem para o abuso, o objetivo dessa prova que Deus lhe deu é justamente desenvolver a sua razão, que deve preservá-lo dos excessos. A Natureza indica ao homem o limite do necessário, e quem excede esse limite fica mais perto da morte física e moral. Aquele que é ponderado conhece o limite do necessário por intuição; contudo, outros só chegam a conhecê-lo por experiência própria e à custa de sofrimento.


Os extremos confortos da vida moderna levam o homem ao sedentarismo e à obesidade. E estes trazem consequências danosas à saúde, como o aumento do risco de doenças cardíacas, diabetes, AVC, câncer, problemas ortopédicos, entre muitos outros. A prática regular de atividades físicas, como comprovam inúmeros estudos, previne tais doenças, trazendo benefícios como a redução do colesterol ruim, o controle da pressão arterial, o aumento do fluxo sanguíneo, o controle da glicemia, o aumento da eficiência do sistema imunológico, entre outros.


Deus não condena a procura do conforto e do bem-estar, desde que não seja conseguido à custa de outrem e não venha a diminuir no homem as forças físicas e morais. O abuso é contrário à conservação da saúde, que é uma lei natural e divina. Sem força e saúde, impossível é o trabalho. E sem o trabalho – qualquer ocupação útil, seja de natureza material ou espiritual – fica prejudicado o progresso espiritual do homem.


* Raphael Vivacqua Carneiro é engenheiro e mestre em informática. É palestrante espírita e dirigente de grupo mediúnico em Vitória, Espírito Santo. É um dos fundadores do Espiritismo.net.