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Conviver com cães evita infecções em bebês

7 de junho de 2013



Conviver com cães evita infecções em bebês



Passar o dia ao lado de um animal ajuda no fortalecimento do sistema imunológico, diz estudo


AFP


As crianças que convivem com cães têm menos chances de apresentar alguns tipos de infecções nos ouvidos ou problemas respiratórios do que aquelas que não têm bichos de estimação, segundo um estudo divulgado nesta segunda-feira (9).


O estudo, publicado na revista americana Pediatrics, não especifica os motivos do resultado, mas sugere que ficar perto de um cachorro que passa parte de seu dia ao ar livre fortaleceria o sistema imunológico da criança em seu primeiro ano de vida.


Os gatos também ofereceriam este tipo de proteção para os bebês, mas o efeito seria menor do que com os cães.


O estudo incluiu 397 crianças, com entre nove e 52 semanas, na Finlândia. Durante um ano, elas foram levadas pelos pais para análises de sua saúde.


A conclusão dos médicos foi de que os bebês que convivem com gatos ou cães têm 30% menos chances de apresentar sintomas de infecções respiratórias - que incluem tosse, rinite e febre -, enquanto quase metade provavelmente não sofrerá infecções de ouvido.


"As crianças que tiveram contato com cães e gatos em casa ficaram significativamente mais saudáveis durante o período de estudo", destacam os médicos do Hospital Universitário Kuopio na Finlândia.


A diferença mais notória foi observada entre as crianças que convivem com um cachorro dentro de casa por seis horas ao dia, contra aquelas que não têm bichos de estimação ou os colocam para fora de casa.


"Apresentamos uma evidência preliminar de que ter um cão pode ser benéfico contra infecções no trato respiratório durante o primeiro ano de vida", destaca o estudo.


"Consideramos que o contato com animais ajudaria a amadurecer o sistema imunológico, levando a uma resposta imunológica mais tranquila e a uma breve duração das infecções", destaca.


O resultado foi significativo, inclusive depois que os cientistas descartaram outros fatores influentes, como não ter sido amamentado, ficar em creche, ser criado por fumantes ou por pais com asma, ou conviver com outras crianças.


Além de ter menos infecções nos ouvidos e infecções respiratórias, os bebês que vivem com cães tendem a precisar de menos tratamentos com antibióticos na comparação com aqueles que vivem em casas sem mascotes.


Estudos anteriores demonstraram resultados diversos, desde aqueles que apontaram que ter bichos de estimação não representa nenhum benefício às crianças até os que afirmam que o contato com animais ofereceria proteção contra resfriados e doenças estomacais.


Mas os autores do estudo na Finlândia destacam que sua análise se diferencia por ter concentrado exclusivamente o primeiro ano de vida e não inclui a presença de outras crianças.


Notícia publicada no Portal IG, em 10 de julho de 2012.



Sergio Rodrigues* comenta


O estudo da questão a que se refere a matéria, quer-nos parecer, encontra-se ainda em fase embrionária. Com efeito, o estudo limita-se a apontar os resultados obtidos pela experimentação, sem, contudo, identificar as causas que levaram a esses resultados. Certamente, esses cientistas ainda estão se debruçando sobre o tema, buscando maiores esclarecimentos. Todavia, não deixa de ser interessante a conclusão a que se chegou, mesmo sem que sejam esclarecidas as suas causas.


Se do ponto de vista puramente científico/material a questão não tem ainda uma explicação, talvez possamos começar a entender melhor os resultados obtidos se a observarmos sob a ótica espiritual. Sabemos que o nosso corpo físico é uma organização material plasmada pelo espírito, por intermédio de seu perispírito, nele sendo refletidas todas as reações decorrentes de nossos atos, pensamentos e sentimentos, ou seja, do nosso psiquismo. Na medida em que essas crianças observadas nutrem por seus animais um sentimento nobre e elevado como o amor – e a foto que ilustra a matéria exprime significativamente o amor daquela criança por seu cão – contribuem, ainda que inconscientemente, para a manutenção de um corpo físico saudável, constituído de energias salutares e benéficas. As vibrações de nossos pensamentos e sentimentos, quando estes estão voltados para o campo do bem, eliminam de nosso corpo energias deletérias, negativas, que podem causar as enfermidades descritas. Quando nos dedicamos a pensamentos e sentimentos dessa natureza, impregnamos nosso corpo físico de energias e vibrações das mesmas qualidades. No caso, os animais estimados por essas crianças podem estar servindo, tão somente, como instrumentos motivadores para o cultivo do nobre sentimento de amor.


Essa explicação racional e lúcida de acordo com os conceitos espíritas não implica que não se possa admitir a ocorrência, também, de uma causa de natureza material, que ainda não foi encontrada por esses homens de ciência.


* Sergio Rodrigues é espírita e colaborador do Espiritismo.Net.