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Treze grupos religiosos cadastrados atuam no Hospital da Restauração, em PE

31 de março de 2013.



Treze grupos religiosos cadastrados atuam no Hospital da Restauração, em PE



Eles se revezam para tentar levar paz espiritual a quem mais precisa. Uma prece, uma oração ou uma canção religiosa são sempre bem-vindas. Médico que estuda a relação entre saúde e espiritualidade explica efeito desse tipo de ação.


Assista à reportagem do Bom Dia PE no seguinte link: http://g1.globo.com/videos/pernambuco/bom-dia-pe/t/edicoes/v/treze-grupos-religiosos-cadastrados-atuam-no-hospital-da-restauracao/2441040/.


Notícia publicada no Portal G1, em 5 de março de 2013.



Cristiano Carvalho Assis* comenta


O trabalho realizado neste hospital deveria ser divulgado, colocado em destaque em todos os noticiários e aplaudido de pé por todos nós. O processo de unificação é uma das realizações mais difíceis em qualquer sociedade ou instituição, seja ela religiosa ou não. Agregar as pessoas que pensam de forma diferente sempre foi uma dificuldade em todas as épocas da humanidade.


No aspecto religioso, então, é mais difícil ainda. O preconceito e o desrespeito mútuo para os de outras crenças são  constantes, sendo realizados de forma velada ou enfática. O trabalho deste hospital e de outros projetos que conseguem agregar as diferentes religiões demonstra que é possível e necessário para a humanidade a união entre todas as crenças para objetivos em comum. Temos visto que a maldade, os vícios e o desequilíbrio da sociedade se dão muitas vezes porque os bons estão preocupados em defender seus pontos de vistas, enquanto o próximo tem sido deixado de lado e nas mãos dos desequilibrados, equivocados ou maus.


O trabalho apresentado na reportagem coloca o bem estar íntimo, psicológico e espiritual da pessoa necessitada à frente da preocupação neurótica de nossas crenças em fazer adeptos ou demonstrá-las como sendo as melhores. Necessitamos urgentemente perceber que toda vez que tentamos exceder a valorização de uma crença, raça, país ou grupo político sobre os outros começamos a entrar em caminhos equivocados, deixando de lado nossa melhora íntima e o auxílio aos aflitos e necessitados, seja material ou espiritualmente.


Este projeto nos mostra uma outra realidade, a ciência oficial está começando a se convencer do que os religiosos de todo o mundo já sabem: a fé e a confiança em Deus, seja qual for sua forma de manifestação, traz à pessoa amparo e sustentação para passar pelas dificuldades da vida, facilitando no restabelecimento de sua saúde.


A realidade é que as religiões do mundo não são a finalidade de vida de ninguém. Não nascemos para sermos espíritas, católicos, evangélicos, budistas ou islamitas. A religião não é o fim, mas o meio ou o instrumento para nos auxiliar na nossa transformação em homens de bem e nos ligarmos mais intimamente a Deus. Cada um de nós possui uma forma de exteriorização da fé que mais o completa. Nas necessidades, busquemos proporcionar aquilo que a pessoa precise e, por que não, da forma espiritual que a satisfaça.


O único objetivo de toda religião deveria ser o proferido por Jesus: o do Amor. Unamos forças para que as denominações religiosas fiquem em segundo plano e o auxílio ao próximo e a propagação do bem fiquem em destaque nas nossas atitudes e pensamentos. Fazendo assim, quem sabe, no futuro, poderemos deixar de utilizar as religiões como armas para agredir os que não pensam como nós, para transformá-las em abraços fraternos na luta da instalação do bem no íntimo do homem e no enxugar das lágrimas nos vencidos do mundo.


* Cristiano Carvalho Assis é formado em Odontologia. Nasceu em Brasília/DF e reside atualmente em São Luís/MA. Na área espírita, é trabalhador do Centro Espírita Maranhense e colaborador do Serviço de Atendimento Fraterno do Espiritismo.net.