Espiritismo .NET

Gato visita túmulo de dono na Itália todos os dias, há um ano

11 de março de 2013



Gato visita túmulo de dono na Itália todos os dias, há um ano



Do UOL, em São Paulo


Um gato vem trazendo pequenos presentes para o local onde seu dono foi enterrado há cerca de um ano na cidade de Montagnana, na Itália. O animal, que tem três anos e atende pelo nome de Toldo, faz isso todos os dias sem falta.


De acordo com nota do "Huffington Post", o dono do gato era Iozzelli Renzo, que morreu no dia 22 de setembro do ano passado, aos 71 anos.


Os presentes que Toldo leva para Renzo consistem em folhas, gravetos, galhos, copos de plástico e folhas de papel.


Tudo começou no dia do enterro, quando o gato seguiu o caixão da casa do dono até o cemitério. Na manhã seguinte, a viúva Ada foi ao local e encontrou um raminho de acácia no túmulo.


"Na hora pensei que tinha sido coisa do gato. Mas minha filha estava convencida de que eu estava muito emocionada e que não podia ter sido ele", contou. Na mesma noite, o filho de Renzo foi ao cemitério e encontrou Toldo montando guarda na tumba.


Desde então, vizinhos, parentes e amigos que vão ao cemitério ou passam perto do local veem o gato rondando o local.


Segundo Ada, seu marido e o gato tinham uma relação muito próxima desde que Renzo adotou o felino recém-nascido.


Notícia publicada em Bol Notícias, em 7 de janeiro de 2013.



Claudio Conti* comenta


Não havendo grande quantidade de informação na Codificação Espírita sobre os animais, a pouca que existe é suficiente para analisarmos a notícia em questão sobre a relação entre uma pessoa e um animal, no caso, um gato.


Analisando as questões 597 e 598 de “O Livro dos Espíritos”, percebemos que no animal também habita uma alma, ou espécie de alma. Portanto, os animais não são como máquinas, apresentando apenas uma carcaça sem o ser pensante associado a ela. Temos ainda mais, que esta espécie de alma sobrevive ao corpo, isto é, quando o animal desencarna, algo sobrevive.


Podemos utilizar o termo "desencarnar" para os animais exatamente pelo motivo de que algo sobrevive à morte do corpo físico que utilizam para se manifestarem no mundo material.


Considerando, ainda, que, segundo a questão primeira também de “O Livro dos Espíritos”, Deus é a causa primeira de todas as coisas, portanto, criador de tudo e de todos. Por "tudo e todos" devemos incluir os animais.


Desta forma, os animais também são criaturas de Deus. Na questão 593 do mesmo livro encontramos a afirmação de que os animais possuem inteligência, mesmo que limitada. Temos, ainda, na questão 24, que a inteligência é um atributo do espírito. Complementando a ideia, temos a questão 606a que diz que a inteligência dos animais e dos homens emana de um princípio único.


Sendo inteligente e imortal, podemos ir mais além, isto é, considerar os animais, não como criaturas de Deus, mas como seus filhos também. Diante de tudo o que foi apresentado, podemos facilmente compreender a relação de amizade estabelecida entre o gato e seu dono desencarnado. A sepultura seria o local de referência para o gato encontrar o seu amado dono.


Importante salientar que, sendo “Deus a causa primária de todas as coisas”, todas as “coisas” têm como base o amor de Deus. Portanto, as relações estre seres viventes, quaisquer que sejam, são sempre baseadas no amor e os laços de afeto e podem sempre se estreitar.


* Claudio Conti é graduado em Química, mestre e doutor em Engenharia Nuclear e integra o quadro de profissionais do Instituto de Radioproteção e Dosimetria - CNEN. Na área espírita, participa como instrutor em cursos sobre as obras básicas, mediunidade e correlação entre ciência e Espiritismo, é conferencista em palestras e seminários, além de ser médium pscógrafo e psicifônico (principalmente). Detalhes no site www.ccconti.com.