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Cientistas tentam provar existência da alma

30 de janeiro de 2013



Cientistas tentam provar existência da alma



Segundo dois cientistas, depois que a pessoa morre a informação quântica dentro de estruturas cerebrais não é destruída


Da Redação


O médico americano Stuart Hamerroff e o físico britânico Sir Roger Penrose afirmaram que podem provar cientificamente a existência da alma.


Em entrevista ao Daily Mail, eles explicam a teoria quântica da consciência, que revela que as almas estão contidas dentro de estruturas chamadas de microtúbulos, os quais vivem dentro de nossas células cerebrais.


Segundo a publicação, a ideia se origina da noção de que o cérebro seja um computador biológico, com 100 bilhões de neurônios, que agem como redes de informação. A teoria foi levantada em 1996 e, desde então, os cientistas estudam a possibilidade.


Os dois alegam que as experiências da consciência são resultado dos efeitos da gravidade quântica dentro dos microtúbulos.



Experiência


Em uma EQM (Experiência de Quase-Morte), os microtúbulos perdem seu estado quântico, mas a informação dentro deles não é destruída. É como se "a alma não morresse, voltasse ao universo".


Hameroff explicou a teoria em um documentário narrado por Morgan Freeman, chamado “Through the Wormhole” (Através do Buraco de Minhoca), que foi levado ao ar recentemente pelo Science Channel, nos Estados Unidos.


"Vamos dizer que o coração pare de bater, o sangue pare de fluir, os microtúbulos percam seu estado quântico. A informação quântica dentro dos microtúbulos não é destruída; ela não pode ser destruída; ela simplesmente é distribuída e dissipada pelo universo“, disse o cientista.


Segundo ele, "se o paciente é ressuscitado, esta informação quântica pode voltar para os microtúbulos e o paciente passa por uma EQM".


Notícia publicada no Portal band.com.br, em 2 de novembro de 2012.



Claudio Conti* comenta


Esta reportagem é um bom exemplo do motivo pelo qual qualquer doutrina deve conter em seu corpo a visão científica. Neste ponto, o Espiritismo o faz com excelência, como nos ensinou Allan Kardec, no livro “A Gênese”, avaliando a informação científica adequadamente.


Primeiramente, devemos ter em mente que nenhum conceito científico ou pesquisa deve ser avaliado segundo reportagens de jornais ou revistas. Estes meios de divulgação visam a disseminação da informação e podendo, muitas vezes, conter erros graves prejudiciais quando há necessidade de conhecimento específico.


Os periódicos científicos são aqueles que divulgam os resultados das pesquisas de forma adequada e fidedigna. Eles usam regras bem definidas, sendo os próprios cientistas avaliados por, pelo menos, outros dois especialistas da área.


Analisando o conteúdo do artigo, podemos dizer que estes pesquisadores não buscam a alma como nós, espíritas, a entendemos. É preciso salientar que não podemos nem afirmar que os pesquisadores em questão realmente se referiram ao objeto de estudo como “alma”, pois não consta o nome de quem escreveu o artigo em análise, a que instituição os pesquisadores estão ligados e onde o estudo foi apresentado.


A questão da informação, não estou falando em alma ou espírito, mas de informação, estar disponível para todos não é nova, foi trazida por Carl Gustav Jung (1875-1961) ao descrever o que denominou de “inconsciente coletivo” em contraposição ao “inconsciente pessoal”.


Não pretendemos com isso desmerecer o estudo de ninguém, apenas indicar as dificuldades de análise e os cuidados que se deve ter com artigos sobre temas científicos divulgados em meios de comunicação não especializados.


* Claudio Conti é graduado em Química, mestre e doutor em Engenharia Nuclear e integra o quadro de profissionais do Instituto de Radioproteção e Dosimetria - CNEN. Na área espírita, participa como instrutor em cursos sobre as obras básicas, mediunidade e correlação entre ciência e Espiritismo, é conferencista em palestras e seminários, além de ser médium pscógrafo e psicifônico (principalmente). Detalhes no site www.ccconti.com.