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Degelo da Groenlândia e da Antártida causa 20% da elevação do nível do mar

20 de janeiro de 2013



Degelo da Groenlândia e da Antártida causa 20% da elevação do nível do mar, revela estudo



AFP


O degelo das camadas polares aumentou o nível do mar em 11,1 milímetros nas duas últimas décadas, que corresponde a 20% da elevação das águas dos oceanos registrada desde então, anunciou uma equipe internacional de cientistas nesta quinta-feira (29).


Já foram feitas mais de 30 estimativas sobre o encolhimento das camadas de gelo polares, mas estes números costumavam ser vagos, com variações muito amplas, além de existir estudos que se contradiziam. Agora, uma equipe de 47 especialistas publicou a estimativa mais precisa já feita sobre os degelos polares, o que constitui a medida mais definitiva do impacto das mudanças climáticas. O estudo completo será publicado na edição desta sexta-feira (30) da revista americana Science.


Cerca de dois terços dos degelos ocorreram na Groenlândia e o restante na Antártida, de acordo com imagens de satélite da Nasa (Agência Espacial Norte-Americana) e da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês). Esta última estimativa se situa dentro da escala estabelecida pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), no relatório publicado em 2007.


No entanto, destacam os cientistas, as distâncias nesta escala eram tão grandes que, na época, era impossível determinar se a massa de gelo antártico estava derretendo ou se expandindo.



Três vezes mais perda de gelo


As estimativas mais precisas divulgadas hoje confirmam que Antártida e Groenlândia, as duas maiores reservas de gelo do planeta, perderam massa desde 1992 por causa do aquecimento da superfície terrestre, e que o degelo nessas áreas se acelerou.


Os cientistas usaram, desta vez, dados de até dez satélites diferentes desde 1992, fazendo coincidir cuidadosamente os períodos de tempo e as localizações geográficas para realizar uma avaliação mais abrangente.


Em conjunto, Groenlândia e Antártida perdem hoje três vezes mais gelo do que nos anos 1990, fazendo com que sua contribuição à elevação do nível dos mares tenha crescido de 0,27 para 0,95 milímetros ao ano.


"As mudanças na massa de gelo acumulada nos mantos gelados dos polos são tão importantes, porque são a medida das mudanças no clima que afetam diretamente os níveis dos oceanos", afirmou Andrew Shepherd, da Universidade da Inglaterra.


"O ritmo do degelo aumentou muito mais na Groenlândia, onde quintuplicou", destaca Erik Ivins, do Laboratório de Propulsão a Jato, da Nasa, na Califórnia (Estados Unidos), um dos principais coautores do estudo.


Já as modificações da massa de gelo na Antártida foram menores. As perdas notáveis registradas no oeste do continente foram compensadas em parte por aumentos no leste. No total, a elevação do nível dos mares foi de cerca de 3 milímetros ao ano, em média, nestas duas últimas décadas, o que se atribui em sua maior parte à expansão térmica da água.


"Agora devemos entender melhor a física das placas de gelo durante o período que acabamos de observar, com a finalidade de elaborar modelos capazes de prever, em maior grau, a elevação do nível dos oceanos até o fim do século", disse Ivins.


Notícia publicada no Portal UOL, em 29 de novembro de 2012.



Claudio Conti* comenta


Em outra oportunidade (no comentário ao artigo Aquecimento de Oceanos Pode Fazer Peixes Encolherem - http://www.espiritismo.net/content,0,0,2852,0,0.html), comparamos o uso dos recursos do planeta pela humanidade encarnada com uma conta bancária. Na condição atual, estaríamos utilizando o cheque especial e, obviamente, temos que arcar com as consequências.


Este tipo de comportamento demonstra o imediatismo que buscamos, pois a humanidade vivencia uma urgência de satisfazer o que considera como sendo essencial para sua existência. Todavia, a grande maioria do que mantemos ou buscamos não é, sequer, necessária, quanto mais essencial.


No Livro O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. VII, item 11, o espírito Lacordaire aborda o fato de se desejar a vida daqueles que se encontram na opulência material, demonstrando alegria constante, preenchendo, sob os olhos alheios, todos os desejos. Ele diz que se soubéssemos “quantas lágrimas e dores inomináveis se ocultam sob esses vestidos recamados, quantos soluços são abafados pelos sons dessa orquestra rumorosa”, preferiríamos o humilde retiro e a pobreza.


Assim, fica claro a necessidade de mudar o conceito de alegria e dinheiro a todo custo, não importando os danos que vão sendo causados no caminho.


O sistema capitalista que predomina sobre a Terra necessita de limites para sua manutenção em longo prazo. O que se observa é que a demanda por altos lucros incessantemente conduz a grandes dificuldades. Vemos países, outrora ricos, passando por dificuldades financeiras, mas como o mundo continua demandando por lucros, a população destes países sofrem as consequências.


É importante lembrar que os países são constituídos por sua população, então, para mudar o país, e até o mesmo o mundo, é preciso que a população mude seus hábitos, fazendo a distinção entre o que é realmente necessário e o que é supérfluo.


Ainda n’O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. XXV, item 7, em análise de Kardec sobre um dos ensinamentos de Jesus, encontramos o seguinte: “Deus conhece as nossas necessidades e a elas provê, como for necessário. O homem, porém, insaciável nos seus desejos, nem sempre sabe contentar-se com o que tem: o necessário não lhe basta; reclama o supérfluo. A Providência, então, o deixa entregue a si mesmo. Frequentemente, ele se torna infeliz por culpa sua e por haver desatendido à voz que por intermédio da consciência o advertia. Nesses casos, Deus fá-lo sofrer as consequências, a fim de que lhe sirvam de lição para o futuro.”


Precisamos nos questionar sobre o que desejamos para o nosso próprio futuro, pois, insistindo em caminhos inadequados, a providência se fará presente no sentido de nos ensinar a dar o devido valor às coisas e, principalmente, ao mundo que habitamos.


É muito interessante a cegueira humana, pois, apesar de declararmos amor pela família e pelos filhos, não nos preocupamos com o futuro deles. Que tipo de mundo será a herança deixada para as gerações futuras? Ao menos, inconscientemente, todos sabem da reencarnação, portanto, as gerações futuras serão os mesmos espíritos que atualmente destroem o planeta, inclusive nas coisas mais simples, tal como não dispor adequadamente do lixo que produz.


* Claudio Conti é graduado em Química, mestre e doutor em Engenharia Nuclear e integra o quadro de profissionais do Instituto de Radioproteção e Dosimetria - CNEN. Na área espírita, participa como instrutor em cursos sobre as obras básicas, mediunidade e correlação entre ciência e Espiritismo, é conferencista em palestras e seminários, além de ser médium pscógrafo e psicifônico (principalmente). Detalhes no site www.ccconti.com.