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Descoberta de dupla de buracos negros desafia teoria

18 de janeiro de 2013



Descoberta de dupla de buracos negros desafia teoria



Cientistas americanos encontraram um agrupamento de estrelas, dentro da Via Láctea, no qual foram detectados dois buracos negros ao invés de um, segundo publicou nesta quarta-feira a revista científica britânica Nature.


O aglomerado globular M22, formado por até 1 milhão de estrelas, contém pelo menos dois buracos negros, uma descoberta que modifica a teoria mais sólida até o momento. Segundo esta mesma teoria, nestes agrupamentos de estrelas são gerados centenas de buracos negros, mas a maioria deles é expulso para o exterior por conta da força gravitacional, fazendo com que só um permaneça dentro do aglomerado.


"Os processos físicos que esperamos que aconteçam estão, de fato, tendo um lugar no aglomerado. Os buracos negros são mais massivos que as estrelas, o que faz com que migrem ao centro do aglomerado e interajam entre eles, o que por sua vez faz com que muitos buracos negros sejam expulsos do agrupamento", explicou à agência Efe o astrônomo Jay Strader, da Michigan State University (EUA).


No entanto, a descoberta de dois buracos negros em um aglomerado demonstra que seu processo de expulsão não é tão eficiente como diz a maioria das teorias. "Quando restam poucos buracos negros, não acho que interajam e se expulsem entre eles tão rapidamente, por isso que alguns permanecem mais tempo do que se pensava até agora", acrescentou o pesquisador.


De fato, Strader estima que este agrupamento, situado na constelação de Sagitário e que orbita em torno da Via Láctea como se fosse um satélite, poderia abrigar uma população de cerca de cinco a 100 buracos negros.


A descoberta aconteceu a partir de imagens da M22, um dos aglomerados de estrelas mais próximos da Terra, obtidas pelo Very Large Array (VLA), um observatório radio-astronômico situado no Novo México (EUA). A equipe de Strader calculou, além disso, que a massa de cada um destes buracos negros variaria entre 10 e 20 vezes a do Sol.


Outros pesquisadores tinham detectado a coexistência de mais de um buraco negro em outros agrupamentos, mas até agora tinha sido impossível determinar suas massas.


Strader ressaltou que estes são os primeiros buracos negros, situados em um agrupamento, que são detectados por emissões de rádio ao invés de raios-X, o que significa que estariam aumentando de tamanho.


EFE


Notícia publicada no Portal Terra, em 3 de outubro de 2012.



Jorge Hessen* comenta


A vida humana e o Universo são surpreendentes mistérios. Dádiva de Deus, que não podemos, nem vamos compreender de maneira tão bucólica. Uma das províncias científicas que mais têm crescido, desde os anos 50, fazendo audaciosas pesquisas, ampliando muito o acervo de seus conhecimentos, é a Astronomia. Dela derivam, ou com ela interagem, a Astrofísica, a Astroquímica e a Exobiologia (estudo da possibilidade de vida fora da Terra).


Em verdade, os astrofísicos prosseguem viajando pelo Universo ilimitado a fim de descobrirem os segredos do Cosmo. De tal modo, vão identificando estrelas, planetas, cometas, galáxias e composições singulares dos “buracos negros” (sabe-se que alguns são duplos e outros com massa de 10 e 20 vezes maior que o Sol). Nessa pugna, desvendou-se que uma em cada seis estrelas pode abrigar em sua órbita um planeta com as dimensões da Terra. Com base nesse dado, os pesquisadores afirmam que pode haver um total de 17 bilhões desses planetas na miúda Via Láctea.


Há investigação sobre possível vida fora da Terra.(1) Há 5 anos, o telescópio Kepler vem observando uma parte fixa do firmamento, captando mais de 150 mil estrelas em seu campo de visão. Ele detecta a diminuta redução na luz que chega de uma estrela quando um planeta passa em frente a ele, no que é chamado trânsito. Um dos quatro planetas, batizado de KOI 172.02, tem apenas uma vez e meia o diâmetro da Terra e gira em torno de uma estrela semelhante ao Sol (talvez a versão mais próxima já descoberta de uma "gêmea" da Terra).


A nanica Terra, embora pese mais de 6 sextilhões de toneladas e apresente uma superfície de 510 milhões de quilômetros quadrados, nem por isso tem presença expressiva para o Sistema Solar. Júpiter, por exemplo, é 1.300.000 vezes maior que nosso orbe. "Marte está distante de nós cerca de 56.000.000 de quilômetros, na época de sua maior aproximação; Capela é 5.800 vezes maior que nosso “planetinha”; Canópus tem um brilho oitenta vezes superior ao Sol".(2) Há estrelas tão brilhantes e cuja luz tem uma intensidade 1 milhão de vezes maior do que a luminosidade solar.


O Sistema Solar possui 9 planetas com 57 satélites. No total, são 68 corpos siderais. E, para que tenhamos noção de sua insignificância, diante do restante do Universo, "nosso Sistema compõe um minúsculo espaço da pequena Via Láctea"(3), ou seja, um aglomerado de aproximadamente 100 bilhões de estrelas, com pelo menos cem milhões de orbes, que, segundo Carl Seagan, no mínimo, 100 mil planetas com possibilidade de vida inteligente e mil com civilizações mais evoluídas que a nossa.(4)


O Espírito Emmanuel confirma que, "nos mapas zodiacais, observa-se, desenhada, uma grande estrela na Constelação do Cocheiro, que recebeu, na Terra, o nome de Cabra ou Capela. Magnífico sol entre os astros que nos são mais vizinhos, ela, na sua trajetória pelo Infinito, faz-se acompanhar, igualmente, da sua família de mundos, cantando as glórias divinas do Ilimitado. A sua luz gasta cerca de 42 anos para chegar à face da Terra."(5) Do sistema capelino vieram alguns seres humanos degredados para a Terra.


Segundo William Borucki, um dos líderes da missão do Kepler, "o homem está chegando à fronteira dos planetas que podem potencialmente ter vida".(6) “Acreditar que só haja vida no planeta que habitamos é duvidar da sabedoria de Deus, que não fez coisa alguma inútil. Aliás, nada há, nem na posição, nem no volume, nem na constituição física da Terra, que possa induzir à suposição de que ela goze do privilégio de ser habitada, com exclusão de tantos milhares de milhões de mundos semelhantes”.(7) Aprendemos com os Espíritos que “há mundos cujas condições morais dos seus habitantes são inferiores às da Terra; em outros, são da mesma categoria; há mundos mais ou menos superiores e, finalmente, há aqueles nos quais a vida é, por assim dizer, toda espiritual.”(8)


Noutra linha de investigação cosmológica, visando descobrir o que sobreveio logo após do surgimento do Universo, o telescópio espacial Hubble detectou um grupo de galáxias primitivas, formadas há mais de 13 bilhões de anos, portanto logo em seguida da explosão do Big Bang - que conforme calculam os cientistas da Nasa (agência espacial americana) - ocorreu há 13,7 bilhões de anos.


Em suma, quem ansiar por abranger a vida cósmica, idealize uma excursão solitária por uma alameda erma, contemplando a grandeza do espaço infinito, certamente dirá arrebatado: Eis que observo milhões de astros que cintilam! Porém submergirá na primeira ilusão, porque só se avista a olho nu aproximadamente 5 mil estrelas. Para ser mais exato - 2.500, porquanto as demais 2.500 estrelas estarão do lado oposto da Terra, onde viceja o Sol e não são visualizadas. Todavia se empregar de um binóculo simples poderá notar 15 mil estrelas; se valer-se de um telescópio caseiro poderá observar 150 mil estrelas, e se for buscar os recursos do telescópio de Monte Palomar poderá ver 30 milhões de estrelas em nossa galáxia. Se for ao observatório de rádio-astronomia da Alemanha, saberá que a minúscula Via Láctea tem mais de 100 bilhões de estrelas. E saberá também que é uma galáxia subdesenvolvida, porque existem trilhões de galáxias maiores do que ela.


A luz do Sol, viajando a uma velocidade de cerca de 300.000 km/s, chega até nós aproximadamente 7 minutos e 8 segundos depois de ter partido de lá. Alpha de Hércules é uma estrela tão grande, que se fosse colocada no nosso sistema solar, em substituição ao astro-rei, ocuparia o espaço do Sol, e ainda dos planetas Mercúrio, Vênus, Terra, Marte e outros, porque ela é cerca de 80 mil vezes maior do que o Sol.


Foram detectados quasares, os corpos mais antigos e brilhantes do Universo, que somente podem ser observados em toda a sua plenitude através da associação de vários radiotelescópios postados em diferentes pontos do planeta. Um quasar chega a ter uma radiação 300 bilhões de vezes mais potente que a do sol, mas o seu sinal é muito débil, porque a sua luz vem varando os espaços há mais de 15 bilhões de anos-luz para chegar até nós!


E, ao nos determos em tal contemplação, “saberemos que o Sol está caminhando para a morte. É que o nosso astro-rei, para manter em órbita os planetas Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano, Netuno e Plutão, converte centenas de milhões de toneladas de matéria em energia por segundo, de forma que, quando o sol não puder mais se manter, virá o desequilíbrio gravitacional. Mas não há motivo para nenhum tipo de pânico, porque, de acordo com o cálculo dos astrônomos, isso somente acontecerá daqui a bilhões de anos!(9)



Referências bibliográficas:


(1) Simon "Pete" Worden, astrônomo, que lidera o Centro de Pesquisas Ames da NASA, afirma que nós [na Terra] não estamos sozinhos, pois que há muita vida [pelo Universo];


(2) Xavier, Francisco Cândido. Roteiro, ditado pelo Espírito Emmanuel. Rio de Janeiro: FEB, 1994, Cap. 1;


(3) As últimas observações do telescópio Hubble (em órbita), mostram o número de galáxias conhecidas de 50 milhões;


(4) Em 1991, em Greenwich, na Inglaterra, o observatório localizou um quasar (possível ninho de galáxias) com a luminosidade correspondente a um quatrilhão de sóis;


(5) Xavier, Francisco Cândido. A Caminho da Luz, ditado pelo Espírito Emmanuel. Rio de Janeiro: FEB, 1994;


(6) Disponível em http://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/bbc/2013/01/08/galaxia-pode-ter-17-bilhoes-de-terras-diz-estudo.htm>, acessado em 13/01/2013;


(7) Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos, Rio de Janeiro: Ed. FEB, 1994, Questão 16;


(8) Kardec, Allan; O Evangelho Segundo o Espiritismo, Rio de Janeiro, Ed FEB, 2001, 3º Cap. itens 3 e 4;


(9) Morrison, Cressy. Disponível em http://gestaoeevolucao.blogspot.com.br/2010/01/sete-razoes-pelas-quais-um-cientista.html>, acessado em 13/01/2013.


* Jorge Hessen é natural do Rio de Janeiro, nascido em 18/08/1951. Servidor público federal lotado no INMETRO. Licenciado em Estudos Sociais e Bacharel em História. Escritor (dois livros publicados), Jornalista e Articulista com vários artigos publicados.