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Motoqueiro mata 2 para salvar homem e bebê de crime na zona sul de SP

19 de dezembro de 2012



Motoqueiro mata 2 para salvar homem e bebê de crime na zona sul de SP



Um desconhecido que pilotava uma moto matou dois criminosos após provável tentativa de sequestro relâmpago a um motorista nas esquinas da avenida Washington Luís com a avenida Nossa Senhora do Sabará, no bairro do Campo Grande, na zona Sul de São Paulo, na noite desta sexta-feira. As informações são da Rádio CBN. Um terceiro participante do crime não foi atingido pelos disparos, mas tentou fugir a pé e foi detido por policiais.


O carro abordado tinha, além do motorista, um bebê de 3 meses. Durante a ação dos criminosos, surgiu o sujeito na moto, que testemunhou o crime e atirou. Dois bandidos morreram no local. O carro também foi atingido, mas o motorista e o bebê não se feriram. Ao lado dos corpos baleados, foi encontrada uma arma de brinquedo.


Telam


Notícia publicada no Portal Terra, em 21 de julho de 2012.



Sergio Rodrigues* comenta


Trata-se de um lamentável acontecimento que há muito faz parte do nosso cotidiano. Infelizmente, as precárias condições econômicas e sociais em que vivem muitos, aliadas à inferioridade espiritual ainda bastante acentuada de outros, geram ocorrências dessa natureza, cujo desfecho é, quase sempre, a perda de vidas. O desconhecido em questão, atuou em legítima defesa daqueles que se encontravam na suposta posição de vítimas de mais um sequestro relâmpago. A pergunta que se faz é se esse motoqueiro desconhecido agiu de acordo com as leis dos homens e a lei de Deus. Perante a lei dos homens, não há o que contestar. A intenção criminosa dos que terminaram como vítimas fatais é indisfarçável. Embora tenha sido constatado que a arma que empunhavam era um brinquedo, a sua utilização como meio de coerção das vítimas ficou comprovada. É a hipótese clássica de “legítima defesa putativa”, aquela em que as circunstâncias levam a crer na justa suposição da existência de perigo iminente para as vítimas, ainda que mais tarde se constate que esse perigo, em verdade, não existia.


Mas, e perante a lei de Deus? Há como se justificar a reação do motoqueiro desconhecido? Kardec tratou da questão da legítima defesa na questão 748 de “O Livro dos Espíritos”. Os Espíritos codificadores responderam que, nesses casos, apenas a necessidade pode escudar o assassínio e desde que o autor da ação não tenha tido como preservar a vida do agressor. De acordo com a notícia comentada, não havia como tentar preservar a vida das vítimas do sequestro senão pela maneira como reagiu o desconhecido. Entre as vidas dos agressores criminosos e as vidas de suas vítimas não havia mesmo outra opção. O fato é lamentável, mas não podemos esquecer que foi provocado pelas próprias vítimas fatais, através da escolha de adotar o procedimento criminoso narrado na notícia. É a lei de causa e efeito agindo prontamente.


* Sergio Rodrigues é espírita e colaborador do Espiritismo.Net.