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Bebê surpreende médicos em Londres ao sobreviver a doença rara

11 de dezembro de 2012



Bebê surpreende médicos em Londres ao sobreviver a doença rara



Uma menina que os médicos acreditavam que não sobreviveria após o parto surpreendeu os especialistas ao se recuperar.


Kellie Burville, 27 anos, desenvolveu uma rara condição em que seu corpo ataca o feto durante a gravidez.


Ela e o parceiro Callum Campbell, 23 anos, ouviram dos médicos que sua filha Logan teria danos cerebrais tão graves que não sobreviveria, mas Kellie decidiu manter a gestação mesmo assim.


A mãe conta que recebeu a pior notícia depois de um exame. Um médico lhe explicou que o bebê havia tido um sangramento no cérebro e o órgão estava danificado. “O nosso mundo veio abaixo naquele momento.


Eu olhei para Callum e comecei a chorar. Eu tive meu chá de fraldas dias antes (…) o médico disse que se ela sobrevivesse, certamente não seria capaz de andar ou falar. Ela não seria capaz de se alimentar sozinha e não saberia quem nós somos”, diz Kellie.


Os pais afirmam que até começaram a preparar os detalhes do funeral da filha. No parto, contudo, as coisas já pareciam diferentes. A cabeça da menina, ao contrário do que se esperava, tinha um tamanho normal e ela começou a se alimentar logo em seguida.


Por outro lado, um exame indicava que a quantidade de plaquetas no sangue da menina era muito pequena e ela teve que receber uma transfusão.


Com quatro dias de vida, a menina foi diagnosticada com trombocitopénia neonatal aloimune, uma doença na qual os anticorpos da mãe atacam as plaquetas do bebê e podem causar sangramentos no cérebro e outros órgãos.


No mesmo dia, os médicos ficaram satisfeitos com a contagem de plaquetas no sangue e liberaram a menina para ir para casa.


Mas, agora com 4 meses de vida, a pequena confunde a opinião médica. Segundo a mãe, ela faz tudo que é esperado de um bebê saudável.


O médico que acompanha o caso afirmou aos pais que o cérebro pode ter se adaptado, usando outras regiões que não foram danificadas pelas hemorragias. “Eu estava apavorado, mas eu não poderia expressar como eu me sentia porque eu tinha que estar lá por Kellie.


Eu tinha que me manter forte por dentro porque eu não sabia o que iria acontecer. Logan está muito bem. É incrível ver ela fazendo todas as coisas que os médicos disseram que ela não era capaz de fazer”, diz o pai.


Um porta-voz do hospital se pronunciou sobre o caso: “Nossos médicos discutiram as implicações dos exames com Kellie e seu parceiro e ofereceram uma gama de opções, inclusive encerrar a gestação, já que havia uma chance maior que 50% de sérios problemas para a criança.


Kellie e o parceiro não foram aconselhados a interromper a gravidez, foram oferecidas opções para eles que incluíam a interrupção. Nós demos suporte total a Kellie e seu parceiro em sua escolha para continuar com a gestação. Nós entregamos seu bebê em uma seção de cesarianas e providenciamos tratamento após o nascimento de Logan em nossa Unidade de Terapia Intensiva Neonatal. Nós estamos felizes que Kellie e Logan estejam bem e desejamos que tenham um bom futuro.”


Notícia publicada no Portal Terra, em 12 de julho de 2012.



Ericka Koebcke* comenta


A sempre luta pela vida. Temos em nosso interior esse “instinto de conservação”, como nos falam os espíritos superiores em O Livro dos Espíritos, na questão 702.


Esse instinto de conservação nos foi dado por Deus e todos temos que “cumprir os desígnios da Providência”, conforme O Livro dos Espíritos, questão 703.


A reencarnação foi a “porta que Deus nos deixou para o arrependimento” (O Livro dos Espíritos, questão 171.) e é através dela que seguiremos o nosso objetivo, como espíritos imortais que somos, que é “chegar a perfeição”. (O Livro dos Espíritos, questão 132.) Esta é uma das muitas Leis de Deus que estão escritas em “nossa consciência”. (O Livro dos Espíritos, questão 621.)


O Espiritismo surge em nossas vidas trazendo informações acerca do ontem, colocando-nos em sintonia com a dignidade de viver, fazendo de nosso presente essa porta aberta para a construção de um amanhã feliz.


A evolução da ciência permite hoje que se façam exames detalhados sobre a saúde do bebê. Porém, ela não é determinista, como nos mostra a experiência desta família e de muitas outras. Tudo pode mudar e devemos sempre nos colocar nas mãos de Deus, nosso Pai, que sabe o que nos convém para evoluir.


Allan Kardec estuda, em O Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo V, no item referente às causas anteriores das aflições, que há males que parecem atingir o homem como por fatalidade. Há vários questionamentos nesse capítulo, inclusive quanto a enfermidades de nascimento e a morte em tenra idade.


Na sequência do capítulo, Kardec esclarece, sempre orientado pelos espíritos superiores, aos que enxergam a vida só pelo enfoque de uma só existência, que essas misérias são efeitos que têm uma causa; desde que se admita um Deus justo, essa causa deve ser justa. “Ora – diz Kardec – a causa precedendo sempre o efeito, uma vez que não está na vida atual, deve ser anterior a ela, quer dizer, pertencem a uma existência precedente”.


Um bebê que ainda está em formação não pode ter feito nada que justifique ter que passar por uma deficiência, isto se olharmos apenas para a atual existência.


Segundo o Espiritismo, Deus não pune ninguém. É a própria criatura que, diante da sua consciência, resolve determinar o que lhe é necessário para o reequilíbrio da Lei de Deus.


Observando a matéria citada, pela ótica espírita, não só o filho está incluso na reeducação de si mesmo, mas todos os que lhe compartilham o ambiente familiar.


Tenhamos o desejo sincero de rogar ao Alto uma prece por esta mãe e este pai pela coragem de aceitar, dentro de casa, este ser que traz as marcas do resgate. São essas marcas que suavizam nossas dores a fim de que, mais à frente, tenhamos a paz de consciência de que tanto precisamos.


Que a ciência possa também, cada vez mais, incluir em suas análises a existência do espírito imortal que, antes de reencarnar, escolhe esta ou aquela prova como oportunidade de aprendizado e resgate de seus erros cometidos no passado.


Que o aborto possa ser banido definitivamente de todas as sociedades. Que em nosso país possam os legisladores seguir o que está previsto em nossa Constituição Federal, artigo 5º, caput sobre a “inviolabilidade do direto à vida”, pois esse direito é amplo, irrestrito e sagrado em si mesmo.


Vamos meditar nas palavras do grande espírito Bezerra de Menezes, em uma mensagem psicofônica recebida pelo médium Divaldo Pereira Franco, no encerramento da Reunião do Conselho Federativo Nacional, em 07 novembro de 1993, Brasília, DF, que pode ser lida na íntegra no Reformador de dezembro de 1993:


“Preservar a vida, em todas as suas expressões, é dever inalienável que assume a consciência humana no próprio desenvolvimento da sua evolução.


Graças à Lei Soberana, que é a Lei Natural, a Lei de Amor, lutemos junto às autoridades competentes para falar do nosso apostolado e pedirmos respeito às ações renovadoras da sociedade (...)”


* Ericka Koebcke é terapeuta corporal, atuando em Rio das Ostras, RJ. Como trabalhadora espírita, participa das atividades da Sociedade Espírita Joanna de Ângelis - SEJA, em Tamoios, 2º Distrito de Cabo Frio, RJ, na coordenação de estudos doutrinários e na participação em tarefas mediúnicas; é também colaboradora regular do Atendimento Fraterno do Espiritismo.net.