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Cientistas criam modelo de computador que reproduz conexões neurais

18 de outubro de 2012



Cientistas criam modelo de computador que reproduz conexões neurais



AFP


Um grupo de cientistas reconstruiu, em um modelo de computador, uma parte do córtex cerebral de um rato identificando as conexões entre os neurônios, um avanço considerado fundamental para entender o funcionamento do cérebro dos mamíferos, segundo estudo publicado esta semana.


"É um grande avanço, visto que sem isto seriam necessárias décadas ou inclusive séculos para determinar o lugar de cada sinapse (conexão entre os neurônios) no cérebro", explicou Henry Markram, diretor do projeto denominado "Blue Brain", da Escola Politécnica de Lausanne, na Suíça.


"A partir de agora será muito mais fácil construir modelos informáticos precisos", acrescentou o pesquisador, cujo trabalho foi publicado na revista Ata da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos (PNAS), em sua edição de 17 a 21 de setembro.


O objetivo do projeto, iniciado em 2005, é reproduzir virtualmente o cérebro de um mamífero até 2018.


Um dos grandes desafios da neurociência é construir um mapa de sinapses entre os neurônios, um projeto denominado "Connectome", que permitiria explicar os fluxos de informação no cérebro, o que se considera o Santo Graal da pesquisa neste campo.


O cérebro humano tem centenas de milhões de neurônios e um número infinitamente maior de sinapses.


Para reconstruir virtualmente em três dimensões um microcircuito do córtex cerebral do rato, os cientistas pegaram dados compilados durante vinte anos em amostras do tecido cerebral, nos quais determinaram a forma e as propriedades elétricas dos diferentes neurônios, as células do sistema nervoso cerebral.


Usando o supercomputador da IBM conhecido como Blue Gene, os cientistas traduziram todas as propriedades biológicas a dados matemáticos para fazer um modelo de 10.000 neurônios conectados entre si, com 30 milhões de sinapses e vários quilômetros de fibras.


Assim, constataram que a distribuição das sinapses virtuais do estudo correspondiam de 75% a 95% do real no caso dos ratos, o que valida o seu modelo.


Também demonstraram a possibilidade de poder antecipar, em grande medida, a distribuição de sinapses ou o circuito elétrico no cérebro dos mamíferos.


Notícia publicada no Portal R7, em 18 de setembro de 2012.



Claudio Conti* comenta


Como já abordado neste site, em comentário anterior (http://www.espiritismo.net/content,0,0,2622,0,0.html), um ponto fundamental para compreender pesquisas nesta área é a distinção que deve ser feita entre “mente” e “cérebro”, pois esses são conceitos que se confundem e acabamos "comprando gato por lebre", isto é, tomando um pelo outro.


Por “cérebro”, entendemos a estrutura física através da qual o espírito mantém a ligação principal para se manifestar em um corpo físico através de comandos e, também, por caminho inverso, para receber informação do corpo físico ou por ele recebido.


Em contrapartida, por “mente”, entenderemos uma estrutura sutil (não física para os nossos padrões de matéria), desenvolvida e mantida pelo espírito para se manifestar de forma mais ampla; o meio pelo qual, até onde conseguimos compreender, se expressa. Importante ressaltar que até mesmo a manifestação no corpo físico é realizada utilizando-se a mente.


Sem sombra de dúvidas que as desarmonias do espírito, em decorrência de comportamentos equivocados, podem se manifestar como desequilíbrios nos órgãos do corpo físico, inclusive no cérebro. Por este motivo, o conhecimento do funcionamento deste órgão, ainda tão desconhecido para a medicina humana, proporcionará meios de minimizar os sintomas das enfermidades que se fazem presente na humanidade atual.


Os padrões inadequados de comportamento que a sociedade atual está aderindo, numa busca constante para preencher o vazio que a vida vai se tornando, traz consequências desagradáveis, quando não desastrosas. Em decorrência de hábitos não saudáveis, os desajustes mentais, que se exteriorizarão no cérebro, estão aumentando em ocorrência na forma de transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), transtorno maníaco-depressivo (bipolar), depressões, etc.


Obviamente que a intervenção médica deve ser feita sempre que haja a necessidade. Todavia, somente comportamentos e hábitos saudáveis proporcionarão  a saúde física e mental em sua totalidade, servindo como meios profiláticos.


O espírito Joanna de Ângelis, por meio da psicografia do médium Divaldo Franco, traz em suas obras roteiros infalíveis para uma vida feliz, profícua e saudável.


* Claudio Conti é graduado em Química, mestre e doutor em Engenharia Nuclear e integra o quadro de profissionais do Instituto de Radioproteção e Dosimetria - CNEN. Na área espírita, participa como instrutor em cursos sobre as obras básicas, mediunidade e correlação entre ciência e Espiritismo, é conferencista em palestras e seminários, além de ser médium pscógrafo e psicifônico (principalmente). Detalhes no site www.ccconti.com.