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Nascimento de bebê salva mãe de anorexia

10 de outubro de 2012



Nascimento de bebê salva mãe de anorexia



Extra Online


Antes mesmo de nascer, Matthew salvou a vida da mãe, Laura Wilson, que sofria de anorexia e chegou a ser internada em uma clínica psiquiátrica, mas não conseguia se livrar da doença. Em março do ano passado, quando descobriu que estava grávida de sete meses, apesar de ter ficado cinco anos sem menstruar por conta da doença, Laura pôs rédeas em sua dieta radical e passou a se dedicar à própria saúde e ao bebê.


“Eu vejo o nascimento de Matthew como uma intervenção divina. Ele é um menino iluminado e feliz e eu o adoro. Meu bebê milagroso está salvando a minha vida todos os dias”.


Os problemas de Laura com sua aparência começaram quando seu marido, Philip, a pediu em casamento. Ansiosa para estar perfeita no grande dia, ela iniciou uma cruzada pela magreza que se transformou em doença: “Eu sobrevivia só com café e coca diet, e fazia 700 abdominais por dia”, contou ela ao jornal Daily Mail, do Reino Unido. “Comia uma refeição às 10h30 em ponto, e sempre cinco feijões verdes e uma barrinha de chocolate”.


O ponto mais crítico da doença chegou depois do casório. Ela voltou da lua de mel na Tailândia com apenas 31 quilos, depois de ter se alimentado com apenas duas fatias de abacaxi durante a viagem, que o jornal não informa quanto tempo durou.


Mesmo em estado grave, ela se recusava a aceitar tratamento, o que só mudou quando foi recusada ao tentar obter uma vaga num curso de formação de professores, com 21 anos.


“Meu corpo e mente estavam morrendo e eu estava tão fraca que não tinha as mesmas emoções que as outras pessoas”.


Ao ser tratada, ela ganhou peso, mas ouviu que jamais conseguiria ter filhos, porque tinha ficado cinco anos sem menstruar. Apesar disso, em março do ano passado, ela buscou uma unidade de saúde porque sentia seu estômago doendo e “se movendo” e descobriu que já estava no sétimo mês de gestação.


“Eu fui literalmente de passar fome a comer toda a comida nutritiva que podia. Eu tinha muito medo de que o bebê tivesse sido afetado pela minha dieta extrema e meu regime de exercícios. Eu sabia que tinha que fazer algo pela minha saúde. Se fosse preciso comer três refeições e não me exercitar, eu faria”.


Notícia publicada no Jornal Extra, em 12 de agosto de 2012.



Reinaldo Monteiro Macedo* comenta


Anorexia, uma doença que com frequência aparece nos meios de comunicação, motivo de tantas reportagens, aqui é motivo de mais uma.


A percepção do corpo na sociedade contemporânea ainda é dominada pela existência de um vasto arsenal de imagens visuais. O culto ao corpo afeta, como vemos pela mídia, homens e mulheres provocando a anorexia, bulimia e vigorexia.


Em busca de um ideal de beleza, fazem-se sacrifícios, por vezes, com consequências impensáveis… Procuram-se resultados imediatos e, dessa forma, até a alma fica também à mercê de obsessões importantes, trazendo dor, sofrimento e preocupação para todos que presenciam um ente querido passar por essa experiência, que tanto abala do corpo físico, de forma visível, acabando por refletir inevitavelmente no corpo espiritual.


Na pesquisa que fizemos, para redigirmos esses breves comentários, viemos a saber que o Parlamento da Espanha aprovou uma lei que proíbe a exibição na TV de anúncios que "exaltem o culto ao corpo", das 6h às 22h. Com certeza, houve motivos para tal.


Estão também na mira daquele Parlamento anúncios de produtos de emagrecimento, tratamentos de beleza e cirurgias estéticas que, na visão dos parlamentares, associam a imagem de sucesso com a de padrões físicos e representam influências negativas para crianças e jovens. Interessante saber disso.


Temos consciência plana que "esbelteza e beleza" não significam necessariamente saúde. Temos que assumir nossas imperfeições e saber lidar com elas. O ser humano é constituído de corpo e espírito, e a saúde de ambos vem em primeiro lugar. O corpo simplesmente reflete a consequência da vida que se leva!


Desejar estar bem vestido, perfumado e etc. é natural. O que se considera errado é fazer disso um objetivo de vida e motivo único de realização pessoal... Aqui está o problema central!


A prática do culto à beleza, de uma forma em geral, atravessa indistintamente classes sociais e faixas etárias, embasada numa “justificativa” confusa que mistura estética e saúde. Na verdade, o culto ao belo sempre esteve, de diversas formas, ligado à história da evolução do homem.


No entanto, foi com o avanço científico do Renascimento que a arte cosmética foi aperfeiçoada, tanto que nos séculos XVII e XVIII itens como perfumes e cremes já tomavam conta do mercado em Paris e o comércio de cosméticos tornou-se uma das molas propulsoras da economia francesa.


Com o processo de emancipação feminina, a indústria cresceu e continua em alta até os dias atuais, quando os produtos para tratamentos de beleza tornaram-se peças imprescindíveis no cotidiano da maioria das mulheres. Se bem que, hoje em dia, vaidade não é mais exclusividade feminina. Progressivamente, o sexo masculino vem deixando para trás os preconceitos e preocupando-se mais em cuidar da aparência.


Se não somos produto do acaso, se existe uma Lei de Causa e Efeito, fica evidente que somos herdeiros do nosso futuro... Façamos então por onde merecer um futuro melhor...


Enfim, constam aqui algumas reflexões que podem trazer algumas luzes e esclarecimento que, tomara, sejam úteis para todos.


Nota: Usamos como fontes de informação, inclusive, os sites Banco de Saúde (Blog de Luciana Personal) e ELO Internet (Christiane Lima, Assistente Social, formada pela Universidade Federal do Maranhão, Psicopedagoga, Especialista em Saúde da Família e professora universitária).


* Reinaldo Monteiro Macedo é aposentado, administrador e analista de sistemas de formação, expositor de estudos e colaborador do Centro Espírita Nair Montez de Castro no Rio de Janeiro/RJ e de algumas outras Casas.