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Mãe se diz orgulhosa de filho que devolveu R$ 20 mil à polícia

8 de setembro de 2012



Mãe se diz orgulhosa de filho que devolveu R$ 20 mil à polícia



Morador de rua que encontrou dinheiro roubado é da cidade de Arari (MA). Dona Maria ficou emocionada ao saber do filho que não via há 16 anos.


Do G1 MA com informações da TV Mirante


Um exemplo de honestidade. Durante esta semana, um casal de moradores de rua encontrou R$ 20 mil roubados de um restaurante em São Paulo. O homem, que junto a esposa devolveu a quantia à polícia, contou que se lembrou da mãe ao decidir retornar o dinheiro. Em entrevista à TV Mirante, Maria Ferreira Santos, mãe do morador de rua, se diz orgulhosa da atitude do filho e conta que espera vê-lo novamente.


Rejaniel de Jesus Silva Santos é de Arari, cidade maranhense com pouco mais de 30 mil habitantes, conhecida pelo fenômeno da Pororoca, que toma conta das águas do Rio Mearim. Nesta semana, no entanto, a cidade chamou atenção do Brasil por causa de um bom exemplo de honestidade.


Rejaniel, de 36 anos, é morador de rua e mora com a companheira debaixo de um viaduto na zona leste da capital paulista, onde sobrevivia catando papéis. Ele conta que, apesar de passar por necessidades, devolveu o dinheiro, pois se lembrou de um ensinamento de sua mãe: nunca ficar com coisas que não lhe pertencem.



Orgulho e emoção


A mãe adotiva de Rejaniel, Maria Ferreira dos Santos, ainda mora em Arari, cidade localizada a 155 quilômetros da capital maranhense. Dona Maria nunca teve nenhum filho biológico, mas adotou seis crianças, entre elas, Rejaniel. “A mãe dele, antes de falecer, me pediu para cuidar do filho como se fosse meu”, conta dona Maria. Na época, Rejaniel ainda era uma criança de apenas cinco anos de idade. O jovem morou em Arari até seus 21 anos, quando tomou a decisão de sair do Maranhão e, com o sonho de melhorar de vida, arrumou as malas, escolhendo a cidade de São Paulo como destino.


Apesar do sonho, Rejaniel acabou virando morador de rua e catador de papel, ocupação que mudou após os acontecimentos desta semana. Depois de devolver o dinheiro encontrado no lixo, Rejaniel e sua companheira ganharam empregos no restaurante de onde a quantia havia sido roubada.


Ao ver o filho na televisão e tomar conhecimento de sua ação, dona Maria se emocionou. “Fiquei muito feliz ao vê-lo. Pensava que ele tinha morrido, mas não tinha certeza. Sempre orei muito e sabia que Deus estaria com ele. Estou muito orgulhosa e desejo a ele tudo de bom”, conta a mãe, que fez, ainda, um apelo a Rejaniel: “Você me falou que um dia voltaria aqui e eu vou esperar por você. Deus irá manter a minha vida até o dia que você aparecer aqui, para me dar esta alegria”.


Em Arari, Rejaniel virou motivo de orgulho e dona Maria Ferreira, uma celebridade, recebendo elogios por todos os cantos. “Este rapaz daqui está provando que ainda existem pessoas honestas, mesmo morando nas ruas, passando por dificuldades”, comentou com orgulho o agente de saúde Florentino Correia, também morador de Arari. O exemplo também já inspira as crianças da cidade, que afirmam, entusiasmadas, que em situação parecida, tomariam a mesma atitude de Rejaniel Santos.


Notícia publicada no Portal G1, em 12 de julho de 2012.



Marcia Leal Jek* comenta


A desonestidade é empregada para descrever vários atos ruins como: a corrupção, a ausência de integridade, o mentir, etc.
Mas, se fizermos uma analise profunda, será que realmente somos honestos? Será que, se estivéssemos no lugar de Rejaniel, teríamos a mesma atitude?


Ser honesto demanda disciplina moral e ética, esforço para combater as más tendências. Precisamos lembrar que a consciência não se corrompe; nela estão impressas as Leis de Deus e é ela que nos traz a realidade dos atos que praticamos quando agimos de má fé.


A condição financeira desse casal, mesmo sendo morador de rua, não o fez desonesto. Pelo contrário, a conduta moral e os bons princípios de educação que a mãe ensinou a Rejaniel foram muito importantes.


"Amemo-nos uns aos outros e façamos aos outros o que quereríamos nos fizessem eles." (O Evangelho Segundo o Espiritismo, Capítulo XVIII.)


Busquemos a nossa melhoria. Ela nos proporcionará a verdadeira felicidade, embora seja momentânea, como todas as outras, mas, mesmo assim, nos trará um sentimento puro, e nos auxiliará na nossa evolução espiritual.


* Marcia Leal Jek estuda o Espiritismo há mais de 25 anos e é trabalhadora do Centro Espírita Francisco de Assis, em Jacaraipe, Serra, ES.