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Estudo: paternidade ajuda homem a abandonar álcool e cigarro

9 de agosto de 2012



Estudo: paternidade ajuda homem a abandonar álcool e cigarro



Enquanto estudos anteriores mostraram que o casamento pode influenciar nos hábitos negativos do homem, como bebidas alcoólicas e fumo, um estudo constatou que a paternidade pode fazer o público masculino abandonar o estilo de vida pouco saudável. Homens que se tornam pais pela primeira vez tendem a se afastar do álcool, tabaco e do crime, de acordo com pesquisadores da Oregon State University. As informações são do Daily mail.


As conclusões foram retiradas de um estudo de 19 anos com mais de 200 meninos e homens em situação de risco, com idade entre 12 e 31 anos. Os pesquisadores analisaram como o comportamento anti-social dos entrevistados mudou ao longo do tempo.


"Esta pesquisa sugere que a paternidade pode ser uma experiência transformadora, e inibir o interesse dos homens de se engajarem em situações arriscadas", disse o pesquisador David Kerr.


Os resultados, publicados no Journal of Marriage and Family também destacam como homens que se tornam pais na faixa entre 20 e 30 anos mostram uma maior disponibilidade para abraçar a nova família e abandonar a vida antiga, em comparação com os homens que são pais na adolescência.


Notícia publicada no Portal Terra.



Claudio Conti* comenta


Normalmente, não conseguimos identificar a missão que nos cabe realizar e tendemos a considerar como missionários aqueles que se destacam ao realizarem grandes feitos.


Contudo, apesar de não ficar muito claro, todos encarnam com missões a cumprir e, dentre elas, a paternidade. Por "paternidade" devemos entender que não se trata necessariamente da procriação, mas uma abordagem mais ampla, isto é, os cuidados com espíritos reencarnantes no estado de infância, etapa em que se encontram mais dóceis à reparação moral das tendências conflitantes.


O Livro dos Espíritos deixa isso tudo muito claro:


582. Pode-se considerar como missão a paternidade?


“É, sem contestação possível, uma verdadeira missão. É ao mesmo tempo grandíssimo dever e que envolve, mais do que o pensa o homem, a sua responsabilidade quanto ao futuro. Deus colocou o filho sob a tutela dos pais, a fim de que estes o dirijam pela senda do bem, e lhes facilitou a tarefa dando àquele uma organização débil e delicada, que o torna propício a todas as impressões. Muitos há, no entanto, que mais cuidam de aprumar as árvores do seu jardim e de fazê-las dar bons frutos em abundância, do que de formar o caráter de seu filho. Se este vier a sucumbir por culpa deles, suportarão os desgostos resultantes dessa queda e partilharão dos sofrimentos do filho na vida futura, por não terem feito o que lhes estava ao alcance para que ele avançasse na estrada do bem.”


A melhor forma para educar é através do exemplo e, por isso, a providência se expressa na relação cotidiana entre pais e filhos, para que os primeiros sejam referência para os últimos. Portanto, a educação através do amor e de bons exemplos é de fundamental importância para o desenvolvimento dos pequenos que, um dia, se tornarão adultos.


N’O Evangelho Segundo o Espiritismo, no capítulo V - Bem-aventurados os aflitos, em seu item 4 - Causas atuais das aflições, encontramos uma explicação sobre um tipo de aflição ao qual muitos se submetem por não cumprirem adequadamente com a missão da paternidade:


"Quantos pais são infelizes com seus filhos, porque não lhes combateram desde o princípio as más tendências! Por fraqueza, ou indiferença, deixaram que neles se desenvolvessem os germens do orgulho, do egoísmo e da tola vaidade, que produzem a secura do coração; depois, mais tarde, quando colhem o que semearam, admiram-se e se afligem da falta de deferência com que são tratados e da ingratidão deles."


Contudo, vemos muitas situações em que os pais ou responsáveis se dedicam ao máximo pela educação dos filhos ou tutelados, mas que, mesmo assim, o resultado não sai como esperado.


Devemos sempre lembrar que os espíritos são seres milenares, que já tiveram numerosas encarnações e que os maus pendores foram repetidos um grande número de vezes e, por isso, estão solidamente estabelecidos no ser. Todavia, nestes casos, apesar do resultado não ser o esperado, poderá ser que seja necessário "minar" gradativamente estes maus pendores e que tenha-se dado apenas os primeiros passos.


A questão d’O Livro dos Espíritos apresentada a seguir deixa muito claro a responsabilidade dos pais ou responsáveis nestes casos:


583. São responsáveis os pais pelo transviamento de um filho que envereda pelo caminho do mal, apesar dos cuidados que lhe dispensaram?


“Não; porém, quanto piores forem as propensões do filho, tanto mais pesada é a tarefa e tanto maior o mérito dos pais, se conseguirem desviá-lo do mau caminho.”


Vemos, portanto, a necessidade do empenho dos pais e responsáveis pela boa condução de seus tutelados, e a educação pelo exemplo ainda é a forma mais eficaz.


* Claudio Conti é graduado em Química, mestre e doutor em Engenharia Nuclear e integra o quadro de profissionais do Instituto de Radioproteção e Dosimetria - CNEN. Na área espírita, participa como instrutor em cursos sobre as obras básicas, mediunidade e correlação entre ciência e Espiritismo, é conferencista em palestras e seminários, além de ser médium pscógrafo e psicifônico (principalmente). Detalhes no site www.ccconti.com.