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Morre ator enforcado acidentalmente em São Paulo

18 de julho de 2012



Morre ator enforcado acidentalmente em São Paulo



Por O Globo, com G1 | Agência O Globo


RIO - O ator Tiago Klimeck, que sofreu enforcamento acidental há duas semanas, morreu na tarde deste domingo. Segundo o site G1, a informação foi confirmada pela Santa Casa de Itapeva, em São Paulo, onde ele estava internado em coma profundo.


Segundo a Guarda Municipal de Itararé, o acidente ocorreu por volta de 22h do dia 6 de abril. A corporação afirmou que as pessoas que estavam próximas demoraram um pouco para perceber que algo estava errado e que Thiago estava desacordado. Acharam que a cena estava realista e o rapaz trabalhava muito bem. A cena de enforcamento de Judas teria durado cerca de três minutos, de acordo com um dos atores da peça.


O professor Sandro Azevedo fotografava a peça para o site Virtual Guia e registrou a cena. Ele disse que a encenação era itinerante, e, quando os atores caminharam para outro lado da praça, as pessoas que ficaram perto de Thiago notaram que ele não se mexia. Pelo relato de Sandro, havia uma cadeirinha de rapel por baixo da roupa usada pelo ator, onde era amarrada a corda.


Quando se percebeu que o ator estava inconsciente, a Guarda Municipal foi chamada. Thiago foi socorrido pelos guardas e levado à Santa Casa da cidade, onde ficou na UTI. Na manhã de sábado, foi transferido para a Santa Casa de Itapeva.


- A informação que eu tive é que ele (o ator) estava usando um colete de segurança, que estava apertado. Ele afrouxou o colete e na hora de pular, o colete subiu. O ator desmaiou - disse Luis Carlos Rosner, dono de uma barraca de lanches na praça onde foi feita a encenação.


Notícia publicada no Yahoo! Notícias, em 22 de abril de 2012.



Cristiano Carvalho Assis* comenta


Quando lemos a reportagem, logo nos perguntamos: Seria o momento de seu desencarne? E para respondermos a essa dúvida, buscamos "O Livro dos Espíritos", na questão 853: “Algumas pessoas só escapam de um perigo mortal para cair em outro. Parece que não podem escapar da morte. Não há nisso fatalidade? Fatal, no verdadeiro sentido da palavra, só o instante da morte o é. Chegado esse momento, de uma forma ou doutra, a ele não podeis furtar-vos.” Dessa forma, podemos observar que sim, tinha chegado a hora do ator de partir.


Caso não fosse para acontecer, a espiritualidade e Deus possuem recursos para evitar qualquer tipo de situação que a pessoa não tenha que passar. Mais adiante, no mesmo livro, a questão 853a nos elucida: “Assim, qualquer que seja o perigo que nos ameace, se a hora da morte ainda não chegou, não morreremos? Não; não perecerás e tens disso milhares de exemplos. Quando, porém, soe a hora da tua partida, nada poderá impedir que partas. Deus sabe de antemão de que gênero será a morte do homem e muitas vezes seu Espírito também o sabe, por lhe ter sido isso revelado, quando escolheu tal ou qual existência.”


Quando falamos ou lemos isso, logo vem à nossa cabeça a imagem de um milagre, como a corda se partindo por encanto, espíritos se materializando e ajudando o rapaz e tantas outras coisas sobrenaturais que alimentam as nossas mentes. Mas a forma que Eles se utilizam é sutil. Não precisam destes recursos para auxiliarem. Normalmente se utilizam dos próprios homens ou qualquer outra forma ao seu alcance para ajudar e livrar alguém de algo que não precisem passar. É uma intuição dada à pessoa ou alguém próximo, é um esquecimento de algo, nos fazendo atrasar, uma conversa mais demorada de que nos gostaríamos de livrar, mas em que o outro insiste em continuar, um texto chegando às nossas mãos que ajuda em nossas angústias e tantas outras situações que nem percebemos.


Já os que abreviam a sua existência, consciente ou inconscientemente, mesmo não estando no momento programado do desencarne, Deus permite que ocorra pela questão do livre-arbítrio. Diferente disso é o que aconteceu com o ator, pois não havia a intenção de se matar ou imprudência, houve apenas um descuido cujas consequências ele não conhecia.


Nesses momentos de fatalidades, normalmente pensamos: "E se?". E Se alguém tivesse visto? E se a corda se quebrasse? E se ele não tivesse feito a peça? E por aí vai. Se formos pensar neste fato, mais chances haveriam disso não ter ocorrido. Por esse motivo, quando acontece, não tenhamos dúvidas de que necessitava ser desta maneira. Compreendemos que, para família e amigos, o sentimento mais difícil nestas horas é a aceitação da fatalidade. Normalmente, ficamos depressivos ou revoltados quando acontecem situações similares, porque pensamos que não deveriam ter acontecido. No entanto, devemos construir nossa fé em bases sólidas, mesmo nas contrariedades e perdas, confiando que houve apenas a morte do corpo. Qualquer pessoa querida que morre continua vivendo em outra dimensão. Precisamos entender que era necessário para a história espiritual de cada um dos envolvidos no drama. Por mais que vejamos violência, morte ou desequilíbrio de um lado, não esqueçamos que Deus está do outro lado do leme, protegendo a todos muito antes que os fatos se deem e continua amparando depois, direcionando todo mal para que retiremos o bem para o nosso crescimento interior.


* Cristiano Carvalho Assis é formado em Odontologia. Nasceu em Brasília/DF e reside atualmente em São Luís/MA. Na área espírita, é trabalhador do Centro Espírita Maranhense e colaborador do Serviço de Atendimento Fraterno do Espiritismo.net.